'Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?': PF aponta pagamento de 'mesada' de Vorcaro a Ciro Nogueira
AI Summary
Em uma operação da Polícia Federal, foram descobertos e presos indivíduos suspeitos de tráfico internacional de drogas, com cocaína sendo misturada a cargas de café no Porto do Rio de Janeiro. Os mandados de prisão e busca foram cumpridos em diferentes estados, e o esquema envolvia o uso de empresas para encobrir atividades ilícitas. A operação ilustra os desafios do combate ao tráfico de drogas em escala internacional.
'Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?': PF aponta pagamento de 'mesada' de Vorcaro a Ciro Nogueira Investigações da Polícia Federal revelam que senador Ciro Nogueira (PP) recebia pagamentos mensais recorrentes e teria instrumentalizado o mandato para apresentar emendas redigidas pelo próprio banco. O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro André Mendonça, determinou suspensão de empresas e monitoramento de envolvidos no caso, no âmbito da Operação Compliance Zero. Nesta 5ª fase, a operação mira Ciro Nogueira e primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro. 🔎A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. As provas surgiram a partir de diálogos interceptados entre Daniel Vorcaro e seu operador financeiro, Felipe Vorcaro. As mensagens detalham o funcionamento da chamada "parceria BRGD/CNLF", na qual a empresa BRGD S.A. (da família Vorcaro) enviava recursos para a CNLF Empreendimentos (veículo patrimonial do senador). Em janeiro de 2025, Felipe Vorcaro relatou dificuldades em manter o fluxo devido ao "aumento dos pagamentos" ao "parceiro brgd". Meses depois, em junho de 2025, Daniel Vorcaro cobrou o operador pelo atraso de dois meses nos repasses a "ciro". Em resposta, Felipe questionou: "Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?", evidenciando que o valor mensal do repasse havia aumentado. Trecho de documento da Operação Compliance Zero relata conversas entre Felipe e Daniel Vorcaro Reprodução A contrapartida para os pagamentos milionários era a instrumentalização do mandato parlamentar. O caso envolve a emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada por Ciro Nogueira em agosto de 2024. A proposta visava elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$250 mil para R$1 milhão por depositante. A investigação revelou que o texto da emenda foi elaborado pela própria assessoria do Banco Master e entregue em um envelope na residência do senador. Após a apresentação, Daniel Vorcaro vangloriou-se de que a proposta "saiu exatamente como mandei", enquanto interlocutores do banco previam que a medida "sextuplicaria" os negócios da instituição. Além dos repasses mensais, Ciro Nogueira teria recebido vantagens por meio de operações societárias fraudulentas. A empresa CNLF, administrada formalmente pelo irmão do senador, Raimundo Neto, adquiriu 30% da Green Investimentos S.A. pelo valor de R$ 1 milhão. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que ele está comprometido "em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados". O g1 procurou as defesas dos demais alvos, mas ainda não obteve resposta. Primo de Vorcaro, Felipe Cançado é alvo de mandado de prisão em 5ª fase da operação Compliance Zero Ciro Nogueira seria 'destinatário central' de vantagens indevidas de Vorcaro, diz PF Compliance Zero: investigação cita conversa sobre cartão e viagem internacional de senador: 'É pra continuar pagando restaurante do Ciro?' Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro Jefferson Rudy/Agência Senado/Reprodução/TV Globo GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi