Marido de empresária presa por tortura de doméstica presta depoimento; PMs também serão ouvidos pela polícia

🇧🇷 Globo (BR) —
Marido de empresária presa por tortura de doméstica presta depoimento; PMs também serão ouvidos pela polícia

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In Maranhão, the police are investigating domestic violence claims against a businesswoman who allegedly tortured her pregnant maid. The woman's husband was questioned, with several police officers also under scrutiny for their handling of the case.

Patroa suspeita de agredir doméstica grávida é investigada por cinco crimes no MA A Polícia Civil do Maranhão ouviu nesta segunda-feira (11) Yuri Silva do Nascimento, marido de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, que está presa suspeita de agredir a empregada doméstica Samara Regina, em São Luís. Yuri prestou depoimento pela manhã, acompanhado de um advogado, e foi liberado após prestar esclarecimentos. Na delegacia, o marido de Carolina Sthela disse que só soube do caso depois, após ser chamado pelo irmão de Carolina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp Segundo a investigação, Yuri estava com Carolina e o filho do casal em Teresina, no Piauí, quando ela foi presa em um posto de combustíveis, cerca de 20 dias após o crime. Tortura, áudios e prisão: entenda a cronologia do caso da doméstica agredida pela patroa no MA O irmão de Carolina também foi ouvido pela polícia nesta segunda-feira. Ainda esta semana, os quatro policiais militares que atenderam a ocorrência devem prestar depoimento. Os policiais são investigados por não terem levado Carolina à delegacia após a denúncia feita por Samara, acusada pela patroa de furtar um anel de ouro. Segundo Samara, os policiais chegaram à casa de Carolina, conversaram rapidamente com a empresária e, em seguida, a levaram para a Delegacia da Mulher. “Bom, eles chegaram, eles não perguntaram nada. Só pediram o endereço e me levaram até lá, até a casa da Carolina. Eu fiquei dentro do carro enquanto eles iam falar com ela”, relatou Samara. Ainda de acordo com a vítima, depois os PMs a conduziram para a Casa da Mulher Brasileira. No caminho foram o tempo todo perguntando se a jovem não havia roubado o anel. "Bom, eles (os PMs) chegaram, eles não perguntaram nada. Só pediram o endereço e me levaram até lá, até a casa da Carolina. Eu fiquei dentro do carro enquanto eles iam falar com ela. Depois eles só disseram que iam me levar para a Delegacia da Mulher, só. Falaram mais nada. Durante o caminho eles ficavam me perguntando se eu realmente não tinha pego o anel, se eu tinha certeza", relatou Samara. A TV Mirante teve acesso a imagens de câmeras de segurança próximas à casa de Carolina. Os vídeos mostram que, por volta das 10h30 do dia 17 de abril, chegaram ao local o sargento Cerqueira, o cabo Henrique e os soldados De Sá e Yuri. Em áudios obtidos pela investigação, Carolina descreve a abordagem feita pelos policiais. Em um dos trechos, ela afirma que recebeu orientações do sargento Cerqueira para não contar que havia agredido a empregada. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, os quatro policiais militares foram afastados das funções nas ruas e uma sindicância foi aberta para apurar a conduta deles. “A responsabilização é de acordo com a atuação de cada um. Então, se é o comandante que foi, que atendeu, que está ali, se tem um policial que fica no comando daquela equipe, essa responsabilidade é maior para ele, porque é ele quem tem o poder de decisão de levar, conduzir ou não, de apresentar a real situação. Esse é o procedimento legal em qualquer atendimento de ocorrência: levar até a delegacia e fazer a apresentação”, explicou a coronel Augusta Andrade, secretária de Estado da Segurança Pública do Maranhão. A investigação também aponta a participação de outro policial militar, Michael Bruno Lopes Santos, preso na semana passada. Em áudios, Carolina relata como ele teria participado das agressões contra Samara. “Ele puxou a bicha (arma), tirou a touca da cabeça dela, pegou no cabelo, botou ela de joelho, puxou a bicha (arma) e botou na boca dela. ‘Eu acho bom você entregar logo esse anel!’”, diz Carolina em um dos áudios. Samara afirmou que teve medo de morrer durante as agressões. “Eu senti medo. Porque não tinha ninguém ali. Só estava eu, ele e a Carolina. E se ela tinha chamado ele, não tinha ninguém para me ajudar”, contou. Carolina Sthela e Michael Bruno Lopes Santos são investigados pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, tortura, cárcere privado, injúria, calúnia e difamação. Samara passou por dois exames de corpo de delito, que confirmaram as agressões. A perícia também concluiu que os áudios enviados por Carolina em um grupo de mensagens foram gravados pela própria empresária. Carolina está presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e nega as agressões. A defesa dela afirma que a empresária apresenta transtornos mentais. A polícia também aguarda o resultado da perícia em um DVR apreendido na casa de Carolina. O equipamento armazena imagens das câmeras internas da residência e pode ajudar a comprovar as agressões. No primeiro Dia das Mães após o caso, Samara disse sentir alívio ao saber que ela e o filho, Arthur, de seis meses, estão bem. “Alívio, porque poderia não estar, né? Não estar comemorando se tivesse acontecido algo pior, mas é aliviante saber que está tudo bem”, afirmou. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou em uma rede social que Samara será contratada pel

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