Mulher com condição rara que teve bebê gestado pela tia de 63 anos fala sobre relação familiar pós-parto: 'Estaremos sempre juntas'

🇧🇷 Globo (BR) —
Mulher com condição rara que teve bebê gestado pela tia de 63 anos fala sobre relação familiar pós-parto: 'Estaremos sempre juntas'

AI Summary

A poignant story from Itapetininga, Brazil, recounts a 63-year-old woman who became a surrogate for her niece, fulfilling a dream of motherhood for her. The bond created during pregnancy continues to strengthen family ties.

Mulher de 63 anos gera bebê para realizar sonho de sobrinha em Itapetininga Para muitas mulheres, a maternidade é um dos maiores sonhos da vida. Mas gerar um filho biológico nem sempre é a única forma de se tornar mãe. No caso de Mary Ellen Marques, de 32 anos, que não possui útero devido a uma condição rara, a tecnologia e um gesto de extrema generosidade tornaram possível a realização desse sonho. O filho de Mary Ellen foi gestado pela tia, Maria Ambrosia Marques, de 63 anos, na forma de "barriga solidária". O pequeno Samuel nasceu às 18h33 do dia 27 de fevereiro, com 2,5 kg. A mãe e o pai, Danilo Marques, acompanharam o parto dentro do centro cirúrgico. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp No Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), o g1 e a TV TEM mostram como está a vida da família de Itapetininga (SP) após a chegada do menino. Mary Ellen conta que para ela todo o processo aconteceu como se fosse dentro do próprio útero. "Nunca tive problema nenhum do Samuel ter sido gerado na barriga da Tia Maria. Ela é como se fosse uma mãe para mim. Senti ele mexer, eu sempre colocava a mão na barriga. A emoção que senti foi como se fosse dentro do meu útero. Nós temos uma conexão muito grande. Eu sempre tive o sonho de ser mãe e tudo isso é muito gratificante. Meu filho é uma bênção", diz. Maria Ambrosia gerou a criança pela sobrinha Reprodução/TV TEM A mãe faz questão que a tia acompanhe de perto a criação e o crescimento de Samuel. Muitas vezes, segundo ela, as pessoas entendem que a barriga solidária deve participar apenas da gestação e se afastar após o nascimento, o que não é necessariamente verdade. "As pessoas têm essa dúvida, mas pelo contrário. Ela, apesar de ter gerado, é considerada como a avó do Samuel. Ele vai crescer e ter muito contato com ela. Nossa família é muito reduzida, mas muito unida. Estamos sempre juntos e almoçando juntos. Quanto mais amor para o meu filho, melhor", destaca. Maria Ambrosia diz que vê Samuel como um "filho do coração" e que o amor que sente pela criança é reflexo do amor que já sentia pela sobrinha. "Eu sinto muito amor por ele, desde quando eu colocava a mão da Mary Ellen para sentir na barriga. Chorei de alegria quando o Samuel nasceu. Foi um presente de Deus que eu gerei para ela. Ele é um filho do coração e, para mim, um neto. É maravilhoso poder contribuir com a felicidade de outra pessoa", pontua. 🍼 Sonho da maternidade Nasce bebê gerado por tia de 63 anos para sobrinha com síndrome rara no interior de SP Mary Ellen é casada há quatro anos com Danilo, de 40 anos. Eles se conheceram pelas redes sociais, logo após ela se divorciar. "Desde o início eu contei para ele que tinha o sonho de ser mãe. Eu sempre falo que nasci com esse desejo, mas cresci sabendo que não poderia gerar filhos", conta. Ela explica que, em relacionamentos anteriores, o desejo de adotar uma criança não foi aceito pelos parceiros. "Hoje entendo que foi um livramento. Quando conheci o Danilo, perguntei se ele queria ter mais um filho, porque ele já tem uma menina de 16 anos. E ele respondeu que sim, que Deus havia prometido um filho da promessa chamado Samuel", lembra. LEIA TAMBÉM: Quase 80% das famílias em Itapetininga que utilizam benefícios sociais são chefiadas por mulheres; veja mapa Grávida aos 62 anos dá à luz sexta filha: 'Sentimento maravilhoso', diz pai Mais de 5,4 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no interior de SP desde 2020 O casal decidiu iniciar o processo de adoção, mas, no fim de 2024, a esperança de ter um filho biológico voltou a ganhar força. Uma amiga mostrou nas redes sociais o vídeo de uma mulher que gestou o bebê de uma amiga, e a história reacendeu em Mary Ellen o desejo de seguir pelo mesmo caminho. "Entrei em contato com a moça do vídeo e, por incrível que pareça, nós temos a mesma síndrome. Ela me indicou uma clínica em Goiânia (GO)", relata. Os pais do Samuel, com a tia que permitiu que eles realizassem o sonho de ter um filho Arquivo Pessoal/Mary Ellen Marques O casal viajou até Goiânia, onde fez a coleta dos óvulos de Mary Ellen e do material genético de Danilo. Dez embriões foram congelados. Depois de uma tentativa que não deu certo e sem outras opções entre familiares e amigas, Mary Ellen decidiu esperar. Oito meses depois, a mesma amiga lhe enviou outro vídeo, dessa vez de uma mulher de 62 anos que havia gerado o bebê da sobrinha. "Mostrei o vídeo para a minha prima Kelly, filha da tia Maria. Ela mostrou para a tia, que respondeu na hora: 'Fale para a fia que eu vou para ela'. Quando recebi a notícia, quase caí dura de felicidade", conta emocionada. Samuel nasceu na noite desta sexta-feira (27) em Itapetininga (SP) Arquivo Pessoal/Mary Ellen Marques A partir daí, começaram os exames médicos" Minha tia é muito saudável, teve três filhos de parto normal, nunca fez tratamento de saúde e está ótima. Passou por cardiologista, endocrinologista, mastologista, ginecologista e psicólogos, e todos atestaram a capacidade físi

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