Jovem que ficou 3 meses em coma na Alemanha agradece mãe após volta ao Brasil: 'Maior guerreira que conheço'

🇧🇷 Globo (BR) —
Jovem que ficou 3 meses em coma na Alemanha agradece mãe após volta ao Brasil: 'Maior guerreira que conheço'

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A Brazilian young woman, Sophia, expresses gratitude to her mother after recovering from a three-month coma in Germany. Overcoming dire odds, Sophia celebrated her return home to Brazil to continue recovery surrounded by family after a harrowing medical journey.

Dia das Mães: jovem que tinha 1% de chance de sobreviver celebra melhora ao lado da mãe "Minha mãe é a pessoa mais guerreira que eu conheço. A melhor pessoa do mundo". A descrição de Sophia Lorenz é também um agradecimento a quem nunca abandonou a esperança de que ela se recuperaria de uma grave situação de saúde. Por isso, o Dia das Mães deste ano tem significado especial para Elizabeth Deschauer e a filha, Sophia. A jovem, que morava na Alemanha, voltou para casa, em Paulínia (SP), para continuar o tratamento após se recuperar de um coma que durou três meses. Sophia chegou a ter apenas 1% de chance de sobreviver, de acordo o relato da família, depois de complicações em uma cirurgia para a remoção de amígdalas. O drama da família começou em novembro do ano passado. Após receber alta da cirurgia, Sophia voltou ao hospital com fortes dores. "Mandou mensagem para mim, mas disse, 'mãe, não se preocupe'. [...] Quando eu voltei, a minha irmã me ligou aos prantos, dizendo 'a Sophia está em coma e entubada'", relembra Elizabeth, que recebeu a notícia no dia de seu aniversário. Elizabeth (à esq.) e Sophia, mãe e filha moradoras de Paulínia (SP) Reprodução/EPTV Diante do diagnóstico de que a filha provavelmente ficaria em coma vegetativo, Elizabeth se apegou à mínima chance de recuperação. "Eu não pensei no 1% como algo pequeno, eu pensei como algo grande, porque quando a gente tem fé, esse 1% se torna 100%", afirma a mãe. A confiança superou o prognóstico. "Eu nunca acreditei no que os médicos disseram, porque eu confio muito em Deus. E eu confio muito no poder do amor", completa. O despertar e a volta Elizabeth (à esq.) e Sophia são mãe e filha e moram em Paulínia Reprodução/EPTV Elizabeth viajou à Alemanha acompanhar a filha. Em uma das visitas diárias dela ao hospital, desejou que Sophia a respondesse. "Eu cheguei e como todos os dias eu fazia, eu coloquei a mão na mão dela, assim. E olhei para ela, bem nos olhinhos, e falei, 'bom dia, Sophia'. E pensei dentro de mim, quem dera se hoje ela me respondesse", conta. A resposta veio, sem som, mas com movimento dos lábios. Para Sophia, a lembrança é clara. "Foi a primeira pessoa que eu vi", resume. "Não existe como a gente descrever a alegria que eu já estou sentindo. Porque o Dia das Mães tem sido para mim o Dia das Mães todos os dias. Desde que ela disse 'bom dia mamãe'", disse Elizabeth. Após cinco meses de internação na Alemanha, a família decidiu que a continuidade da recuperação seria no Brasil. A decisão foi motivada pela crença no poder do afeto familiar. "Nós temos tecnologia, temos medicina lá, mas não temos esse carinho, esse calor da família. E a gente acredita que isso é o fundamental", explica o padrasto de Sophia, Marcos Deschauer Ignácio. Ainda que o caminho da recuperação exija tempo e paciência, Sophia celebra o apoio que tem recebido. "Foi muito bom ter minha família perto de mim. Sim, minha mãe principalmente. Minha mãe é a mãe da minha vida", define a jovem. Médica teve filho entubada com Covid Rede de apoio transforma maternidade e garante autonomia para mães em Campinas A médica Cristiane Gotschall enfrentou uma das situações mais extremas da maternidade durante a pandemia. Com mais de 90% dos pulmões comprometidos pela Covid-19, ela foi internada e deu à luz seu segundo filho em coma, sem poder presenciar o nascimento. O primeiro encontro com o bebê só aconteceu 21 dias depois. Ao despertar, a primeira preocupação de Cristiane foi com o filho que carregava. "Quando eu acordei, eu acordei ainda entubada e o meu marido estava do meu lado. E ele falou que a primeira coisa foi que eu apontei para a minha barriga", relata a médica. Ela conta que precisou de um longo período de recuperação. "Eu fui conhecer meu filho com 21 dias de vida", completa. Os desafios na maternidade, no entanto, começaram para Cristiane já na primeira gestação. Dando muitos plantões para se preparar financeiramente para a chegada do bebê, ela teve a bolsa rompida durante um turno de trabalho na emergência de um hospital. "Foi muito turbulento. Quando eu fui descansar, no conforto médico, rompeu a bolsa", relembra. Para a médica, que hoje tem três filhos, a maternidade envolve também a quebra de padrões e da pressão por uma perfeição que não existe. "Não existe uma mãe perfeita, mas eu acho que todas as mães, elas merecem admiração e respeito, porque a gente vive num mundo que a mãe, hoje em dia, trabalha, tem que dar conta de casa, tem que dar conta de se cuidar, de se sentir bem, e é óbvio, cuidar dos filhos com o maior amor e atenção do mundo, não é fácil", afirma. Médica Cristiane Gotschall com seus filhos juntos uma foto. o registro foi reproduzido pelo jornal EPTV 1 Reprodução EPTV Carreira e maternidade Para a piloto de avião Audrey Pires, a decisão de ser mãe veio após a consolidação da carreira. Ela conta que primeiro se estabeleceu profissionalmente como comandante de grandes aeronaves para, então, realizar o desejo da maternidade. "Eu sempre tive o sonho

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