Flávio Bolsonaro: de filho do ex-presidente a candidato do PL à Presidência da República

🇧🇷 Globo (BR) —
Flávio Bolsonaro: de filho do ex-presidente a candidato do PL à Presidência da República

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The article profiles Flávio Bolsonaro, the Liberal Party’s presidential candidate and son of former president Jair Bolsonaro, outlining his political career and selection as his father’s political successor. It also notes his campaign’s standing against Lula and a Federal Police investigation into alleged corruption.

Veja propostas em comum de Lula, Flávio Bolsonaro e outros 4 candidatos a presidente Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o representante do bolsonarismo nas Eleições de 2026. Flávio é o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por trama golpista em prisão domiciliar, passou a campanha tentando se cacifar como herdeiro político do pai, ao mesmo tempo em que enfrenta uma investigação da Polícia Federal (PF) por suposta corrupção. Atualmente senador em fim de mandato pelo Rio de Janeiro, o candidato tem 45 anos, é casado e formado em direito. Sua escolha como o nome do Partido Liberal passou pela decisão direta de Jair Bolsonaro. A escolha de seu herdeiro político se deu no fim de 2025, após disputas internas, e foi acompanhada de intensa briga familiar. Apesar das discussões, Flávio chega no primeiro turno com chances reais de ganhar a eleição, tendo como principal adversário o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Político desde os 21 anos, Flávio Bolsonaro foi eleito pela primeira vez como deputado estadual, cargo que ocupou por quatro mandatos. Em 2016, Flávio disputou e perdeu a eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro. Dois anos depois, no entanto, foi eleito senador com mais de quatro milhões de votos. Foi o candidato mais votado para o Senado Federal no Rio de Janeiro. A escolha do herdeiro Com metade de seu mandato de oito anos no Senado sendo durante a presidência de seu pai, Flávio Bolsonaro foi presidente da Comissão de Segurança Pública, tema que sempre colocou como sua bandeira. No entanto, teve uma atuação tímida como senador. Teve somente dois projetos transformados em lei – nenhum sobre segurança pública. Neste período, o patrimônio do candidato aumentou de R$ 1,7 milhão para R$ 8,1 milhões. Flávio passou a ganhar mais relevância entre o bolsonarismo a partir do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro por golpe de Estado. Após a condenação, tornou-se uma das poucas pessoas que conversava com Jair Bolsonaro na condição de advogado do pai. Inicialmente, o ex-presidente relutou em definir um herdeiro político. Diferentes nomes disputavam o posto, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o irmão mais novo de Flávio, Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal cassado e condenado pelo STF, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Em dezembro de 2025, Flávio anunciou ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL à Presidência da República. "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", disse Flávio à época. A escolha, no entanto, não pacificou os ânimos dos aliados. A briga na família veio à tona de forma clara com um vídeo de Michelle nas redes sociais em meados de junho. Na publicação, a ex-primeira-dama diz ter sido maltratada e humilhada por Flávio, além de expor que eles não conversavam desde o fim de 2025. Ela também negava ter feito o vídeo por querer ser candidata no lugar do enteado. Michelle acabou candidata ao Senado pelo Distrito Federal. No entanto, não participou ativamente da campanha de Flávio, como era o desejo de caciques do PL no início da disputa. Flávio Bolsonaro durante live na noite de 23 de setembro Reprodução Caso Dark Horse Menos de seis meses depois de anunciar sua pré-candidatura, o portal The Intercept revelou áudios e mensagens mostrando que Flávio negociou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o pagamento de R$ 130 milhões como investimento no filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. O g1 e a TV Globo tiveram acesso aos documentos que mostram que o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. "Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. [...] Eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá?", disse Flávio em uma das conversas. Segundo as apurações, os repasses de Vorcaro para o filme foram feitos por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, de um aliado do ex-banqueiro. A Entre transferia o dinheiro para um fundo de investimentos chamado Havengate, nos Estados Unidos, controlado por um advogado de Eduardo Bolsonaro. O fundo repassaria o dinheiro para a produtora do filme, a empresa Go Up. O caso foi marcado por diversas contradições de Flávio sobre sua relação com Vorcaro. No dia em que o caso veio à tona, Flávio negou que Vorcaro teria financiado o filme e chamou os questionamentos do jornalista do Intercept de “militância”. Horas depois, o então pré-candiato divulgou um vídeo confirmando o pedido de dinheiro a Vorcaro, mas negando irregularidades. Ele afirmou ainda não ter

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