'Aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo', diz Tarcísio sobre greve de funcionários da CPTM em SP
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São Paulo Governor Tarcísio de Freitas condemned the CPTM workers' strike as politically motivated, asserting ongoing negotiations and government openness. The strike impacts three train lines, with demands including job security amidst privatization efforts and voluntary dismissal plans.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante lançamento de sua candidatura à reeleição no último sábado (1°). Divulgação O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), usou as redes sociais nesta terça-feira (04) para criticar a greve dos funcionários da CPTM ocorrida na capital paulista. A paralisação começou à meia noite e não tem previsão de término. Os empregados pedem a reestatização das três linhas repassadas pela gestão Tarcísio para a empresa Trivia Trens ou a manutenção dos 4.700 empregos dos funcionários da CPTM, que passam por um plano de demissão voluntária (PDV). Tarcísio chamou a greve de “instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”. “A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, afirmou. “A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”, disse. Tarcísio de Freitas comenta nas redes sociais a greve da CPTM nesta terça-feira (4) em São Paulo. Reprodução/Redes Sociais O governador de SP e candidato à reeleição afirmou, ainda, que “negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”. “Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, declarou. LEIA MAIS: AO VIVO: Greve afeta 3 linhas da CPTM nesta terça-feira; rodízio está suspenso; veja as atualizações SERVIÇO: Metrô, ônibus e algumas linhas de trem funcionam normalmente neste dia de greve dos ferroviários, apesar de superlotação; veja o que opera nesta terça em SP MOBILIDADE: Prefeitura de SP suspende rodízio após sindicato de funcionários da CPTM decretar greve nesta terça nas linhas 11, 12 e 13 Gestão Tarcísio cria plano de contingência com reforço de metrôs e trens privados, além de ônibus Paese, por causa da greve em 3 linhas da CPTM; veja alternativas de transporte Entenda os motivos da greve Funcionários em greve da CPTM pedem garantia de emprego para 4.700 empregados A greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizada nesta terça-feira (4) foi motivada pela concessão das três linhas para a empresa privada Trivia Trens. Os empregados da CPTM em greve reivindicam a reestatização definitiva das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto do PL é do deputado Guilherme Cortez (PSOL) e prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões. O sindicato não deu prazo para o fim da greve. Segundo o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) – que representa os 4.700 empregados da CPTM – apenas 11% dos funcionários da CPTM nas três linhas concedidas foram transferidos para a nova empresa privada. Com apenas uma linha após concessões, CPTM entra em reestruturação A CPTM cuidava de sete linhas de trem na Grande SP antes do início do processo de privatização das da malha férrea na gestão do ex-governador João Doria (ex-PSDB). Agora, porém, só cuida da Linha 10-Turquesa. Por isso, a estatal paulista passa por um plano de demissão voluntária para finalizar o contrato dos funcionários em comum acordo com parte dos empregados. Segundo a própria Trivia Trens, a empresa conta atualmente com cerca de 2.400 colaboradores, dos quais 2.100 atuam diretamente na operação e manutenção das três linhas. O segmento reúne aproximadamente 11% de profissionais egressos da CPTM (cerca de 230 empregados). Os 90% de profissionais renovados que atuam na frente operacional e de manutenção das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade receberam mais de 1.300 horas de treinamento prático e teórico, segundo a empresa. O que diz o governo de SP Reivindicações dos funcionários da CPTM em greve nesta terça-feira (4). Reprodução/TV Globo Por meio de nota, a CPTM e a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “lamentaram a decisão dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04