'Minas são muitas' chega a Uberlândia, a terra fértil e de localização estratégica, que acolhe gente de todo o Brasil

🇧🇷 Globo (BR) —
'Minas são muitas' chega a Uberlândia, a terra fértil e de localização estratégica, que acolhe gente de todo o Brasil

AI Summary

The 'Minas são muitas' series highlights the city of Uberlândia in Brazil, emphasizing its strategic location, strong agribusiness sector, technological development, and diverse population. Residents from different Brazilian states move to Uberlândia seeking better opportunities, contributing to its economic and social dynamics.

'Minas são muitas': série do MG1 mostra os desejos dos eleitores de Uberlândia Após passar por Divinópolis, Serra da Saudade, Araxá e Uberaba a série especial 'Minas são muitas' chegou a Uberlândia. O nome, que significa “terra fértil”, foi escolhido pelos próprios moradores em um plebiscito realizado em 1929. A pequena vila do Cerrado se transformou em uma das principais cidades do interior do Brasil. É a segunda maior população de Minas Gerais, com mais de 700 mil habitantes. A localização estratégica no mapa ajuda a explicar a força de Uberlândia no agronegócio e nas exportações, principalmente de soja e carne. O município também é referência em indústria, tecnologia e telefonia e se tornou um dos principais polos logísticos do país. Uberlândia não é apenas um lugar de passagem, mas também de destino. Quatro em cada dez moradores não nasceram na cidade, mas se mudaram para lá em busca de oportunidades. A maioria está no mercado de trabalho e quase metade é formada por microempreendedores. No quinto episódio da série, a equipe formada por Gabriel Landim, Philippe Wolfgang, Fernanda Lília e Carolina Portilho mostra uma cidade composta por mineiros, goianos, paulistas, nordestinos e pessoas de diferentes partes do Brasil. Sonhos de quem se mudou do Amazonas, do Pará e do Rio Grande do Norte para Uberlândia Daniel David trabalha com gado em uma fazenda de Uberlândia. Ele cresceu cercado por animais no Pará, mas se mudou recentemente para o Triângulo Mineiro em busca de uma agropecuária mais tecnológica e da realização de um sonho: trabalhar com máquinas. “Eu vim para trabalhar numa fazenda, gosto de trabalhar com gado e com máquina agrícola. Sempre tive o sonho de fazer cursos e aqui eu fiz, para operar colheitadeira, pulverizador e trator. Meu sonho é conseguir emprego para operar essas máquinas, mas eles exigem mais idade e experiência”, disse. Daniel David se mudou para Uberlândia para realizar o sonho de trabalhar com máquinas. TV Integração/Reprodução Natural do Rio Grande do Norte, Fernanda Paulino mora há 27 anos em Uberlândia. Ela se mudou com a família em busca de novas oportunidades. “Minha família me trouxe para cá, entendo que eles vieram em busca de uma qualidade de vida melhor, já que Uberlândia é uma terra de muitas oportunidades. Trabalhei como CLT por um tempo, minhas filhas nasceram, e hoje eu trabalho com encadernação. Não é uma terapia, mas é terapêutico. É muito bom fazer manualidades. É a minha fonte de renda hoje”, explicou. A principal preocupação de Fernanda para o futuro é a educação. “O professor era uma autoridade na sala de aula. Hoje a gente tá perdendo isso. Isso me preocupa”, completou. Natural do Rio Grande do Norte, Fernanda Paulino é empreendedora e mora em Uberlândia há 27 anos. TV Integração/Reprodução Robson Cavalcante deixou o Amazonas com a família por causa da violência. Atualmente, trabalha em uma empresa de limpeza industrial. “Nasci em Aracaju, morei por 30 anos no Amazonas, conheci 14 estados do Brasil com meu pai e formei minha família ao conhecer minha esposa na igreja, somos evangélicos. Pesquisei muito e o significado ‘terra fértil’ de Uberlândia me atraiu, assim como as notícias maravilhosas que eu recebia daqui: qualidade de vida, cidade abençoada por Deus e um acolhimento que nunca recebi em outro lugar do Brasil”, afirmou. Para Robson, o que importa é ter uma renda capaz de garantir dignidade. “Não importa se você está ganhando pouco ou muito, mas se o que você ganha lhe proporciona dignidade”, completou. Robson Cavalcante é fotógrafo e saiu do Amazonas para morar em Uberlândia. TV Integração/Reprodução Uberlandenses falam de experiências com a arte e a religião Adilson Joaquim Costa nasceu, cresceu e se aposentou em Uberlândia. Na cidade, participa do Congado, tradição cultural que atravessa gerações. “Aqui é uma cidade muito hospitaleira, em que todos são bem recebidos, todos conseguem trabalho, casa. E temos a festa do congado, que é tradição dos nossos antepassados, que traz muita recordação para as pessoas que vêm de fora, que traz para a gente uma esperança de você estar lutando para aquilo nunca acabar. Uma festa que é a melhor do Triângulo Minero, a melhor de Minas Gerais”, disse. Católico, seu Adilson também vê nos colares e símbolos religiosos que carrega no peito a representação de uma trajetória de superação. “Muita gente me pergunta para que eu carrego tanta coisa no pescoço. Na infância eu fui muito pobre, quando eu era mais novo eu tinha vontade de ter e não tinha condições, e hoje Deus me deu essa oportunidade e me sinto bem, representa a minha fé, me deixa feliz. Hoje tenho uma filha formada em Letras, uma neta minha está formando em educação física, uma filha fazendo geografia e minha esposa também vai fazer faculdade. Eu me sinto realizado. Para quem já passou fome, eu sou rico”, completou. Nascido e criado em Uberlândia, Adilson Joaquim Costa é aposentado e participa do Congado, importante representação cultural da cidade. TV Integração

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