Velório e enterro de professora morta com tiro na cabeça acontecem nesta terça; marido é suspeito de possível feminicídio
AI Summary
Aline Bugni, a 31-year-old teacher, was found shot dead at her home in Cajamar, and police are investigating her husband, Felipe Bugni, for suspected femicide. He is in preventive detention following allegations of assault and psychological abuse; investigators are examining evidence from the scene while the family disputes his claim that she died by suicide.
Duas armas foram apreendidas (ao centro) no caso da morte da professora Aline Bugni. Feipe Bugni, seu marido, é investigado por suspeita de feminicídio. Reprodução O velório da professora Aline Bugni, de 31 anos, será realizado nesta terça-feira (29), no Cemitério Municipal de Cajamar, na Grande São Paulo. A cerimônia ocorrerá das 10h às 12h. O sepultamento acontece em seguida, no mesmo local. Aline foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no último domingo (27), no quarto da casa onde morava com o marido, o policial penal Felipe Bugni, 40 anos, e a filha do casal, de 6. Felipe é investigado por suspeita de feminicídio. Ele afirma que Aline cometeu suicídio, mas a principal hipótese da Polícia Civil é a de assassinato. O caso foi registrado como morte suspeita. Polícia investiga morte de mulher de policial penal em Cajamar Felipe está preso preventivamente por determinação da Justiça por ter agredido o pai e o irmão de Aline e por violência psicológica contra a mulher. Fotos obtidas pela equipe de reportagem mostram duas armas e quatro carregadores apreendidos no quarto. As armas estavam debaixo da cama. Nas imagens é possível ver um projétil sobre a cama e uma marca de disparo na parede. Polícia tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline. O projétil ficou sobre a cama. Reprodução A polícia ainda tenta identificar se a marca do disparo na parede é do mesmo tiro que matou Aline. A Polícia Técnico-Científica faz exames para esclarecer essa dúvida. Outra imagem, feita após a chegada dos socorristas, mostra Aline caída no chão, com as duas mãos vazias e sem nenhuma arma por perto. A foto não será divulgada na reportagem por ser considerada forte. Filha estava em casa Arthur Bugni é suspeito de matar esposa Aline Bugni Arquivo pessoal A filha do casal contou a profissionais de saúde que estava no quarto quando os pais discutiram. Depois do disparo, viu a mãe caída no chão. A menina então chamou o avô, que mora no andar debaixo da casa, e disse que a "mãe morreu". Horas antes da morte, o pai de Aline, José dos Santos, de 65 anos, havia chamado a Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o relato feito à polícia, Felipe teria usado spray de pimenta contra a porta e a janela da casa do sogro. Os agentes foram ao local, conversaram com o policial penal e depois foram embora. Tiago e José, respectivamente, irmão e pai de Aline. Os dois foram agredidos por Felipe, marido da professora. Lucas Jozino/TV Globo Após isso, ocorreu o disparo. José e Tiago Santos, irmão de Aline, contaram que foram agredidos com socos por Felipe quando entraram na casa. A Polícia Militar (PM), que havia sido chamada para atender a ocorrência, deteve o policial penal por agressão e ameaça. A família afirma que Aline queria se separar de Felipe e nega que ela tivesse intenção de tirar a própria vida. A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Felipe para comentar o assunto.