Veleiro que deu origem à Regata Recife-Fernando de Noronha é recuperado na ilha

🇧🇷 Globo (BR) —
Veleiro que deu origem à Regata Recife-Fernando de Noronha é recuperado na ilha

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The historic sailboat Odysseus, which initiated the Recife-Fernando de Noronha Regata in 1984, is undergoing restoration on Fernando de Noronha island. Owned by Léo Veras, the restoration aims to preserve its original features, honoring its historical significance in the sailing community.

Veleiro que abriu caminho para a Refeno é recuperado em Noronha O veleiro Odysseus, que fez em 1984 a travessia que deu origem à Regata Recife-Fernando de Noronha (Refeno), está sendo recuperado na ilha. A embarcação está fora da água há mais de 20 anos. A restauração é uma homenagem à história da prova, criada dois anos depois daquela viagem (veja vídeo acima). O Odysseus pertence ao engenheiro de pesca Léo Veras, que mora na região do Porto de Santo Antônio, em Noronha. O veleiro tem 30 pés, o equivalente a cerca de nove metros de comprimento, e é fabricado em fibra de vidro. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Veleiro Odysseus está sendo recuperado Ana Clara Marinho/TV Globo Segundo Veras, o objetivo é fazer uma recuperação completa e manter as características originais da embarcação. “A ideia é recuperar e fazer o barco mais original possível. Esse é um barco clássico, fabricado por um estaleiro na França e, na época, ele foi revolucionário, uma espécie de Fórmula 1”, contou o proprietário. Dono da embarcação há 42 anos, Léo tem um forte vínculo emocional com o veleiro. “A minha juventude está presa neste barco. Ele traz muitas memórias importantes para mim e meu pai. É um pedaço da vida que está voltando”, lembrou. Recuperação O laminador Welington Mendonça é responsável pela recuperação da embarcação. “Estou restaurando a fibra, que estadanificada. Fiz a recuperação do costado, retirei pequenas fissuras”, disse. A pintura também recebeu atenção especial. “Executei a descamação até chegar à pintura original. Tirei o azul claro e apliquei o azul-marinho, que foi a primeira cor”, explicou. Welington Mendonça também se emocionou ao participar da recuperação. “Isso me emociona, é meu trabalho, mas eu agradeci por fazer parte dessa história. Isso não é uma embarcação, é uma história viva. É muito gratificante, me sinto lisonjeado”, declarou. Léo Veras fez a primeira travessia Léo Veras/Acervo pessoal LEIA TAMBÉM: Regata Recife-Fernando de Noronha terá Pâmela Rosa, Maurren Maggi e Richarlyson Expedição Pé na Cova A primeira travessia de veleiro entre Recife e Fernando de Noronha foi feita por Maurício Castro, Raimundo Nonato Veras e o filho Léo, além do velejador Torreão e do marinheiro Abdias. A viagem, chamada de Expedição Pé na Cova, foi concluída em 54 horas. “A gente chamou de Expedição Pé na Cova porque se juntaram três aposentados para planejar a viagem. Eu entrei de última hora. Na época, se achava a viagem perigosa porque duas tentativas anteriores fracassaram no meio do caminho. Houve um planejamento meticuloso para fazer uma viagem com segurança e deu certo”, relatou Léo. Léo Veras também lembrou da primeira chegada à ilha. “Existia muita incerteza, estava previsto ver Noronha às três da tarde e isso ocorreu. Quando vimos o Morro do Pico na proa da embarcação, foi mágico”, contou. Dois anos depois, em 1986, foi realizada a primeira edição oficial da Refeno, com largada no Recife e 22 participantes. A prova deste ano terá largada no sábado (19), no Marco Zero, na capital pernambucana. O percurso tem 300 milhas náuticas, o equivalente a cerca de 540 quilômetros. Odysseus fez a travessia entre Recife e Fernando de Noronha em 1984 Léo Veras/Acervo pessoal VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias M

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