VÍDEO: Rio no Pantanal fica água avermelhada após barcaça carregada de minério afundar em MS

🇧🇷 Globo (BR) —
VÍDEO: Rio no Pantanal fica água avermelhada após barcaça carregada de minério afundar em MS

AI Summary

A barge carrying ore sank at Porto Gregório Curvo near Corumbá, leaving reddish water in the Paraguay River and prompting environmental monitoring by Ibama. Authorities are assessing possible impacts on water quality and aquatic life, risks from fuel or metals, and how to recover the vessel and cargo without resuspending sediment; no crew members were injured.

A água do Rio Paraguai ficou com coloração avermelhada após uma barcaça carregada de minério afundar, no Porto Gregório Curvo, na região de Porto Esperança, em Corumbá. As imagens foram feitas cerca de duas horas depois do naufrágio, no sábado (31). Veja o vídeo acima. Diante do risco de danos ambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alertou para a necessidade de monitorar a qualidade da água e avaliar os possíveis impactos sobre a vida aquática. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nas imagens, é possível ver uma espécie de mancha vermelha ao redor da embarcação. Conforme o Ibama, a principal preocupação é que partículas de minério tenham se espalhado pela água ou se acumulado no fundo do rio. O que pode alterar a qualidade da água e afetar peixes e outros organismos aquáticos, especialmente ovos, larvas e espécies que vivem no leito do rio. Segundo o Ibama, a presença de minério na água não significa, necessariamente, que houve contaminação química. No entanto, dependendo das condições ambientais, metais presentes na carga podem ser liberados na água, o que exige análises para identificar possíveis riscos. O órgão recomenda que sejam identificadas a quantidade e a composição do minério que pode ter sido liberado no rio. Também considera necessário monitorar a transparência da água, a quantidade de partículas em suspensão, os níveis de oxigênio e a presença de metais. Além disso, o Ibama orienta que sejam avaliados os possíveis efeitos sobre os animais aquáticos e verificada a ocorrência de vazamentos de combustíveis ou lubrificantes da embarcação. Outra preocupação é a retirada da barcaça e a recuperação da carga. Segundo o instituto, essas operações precisam de acompanhamento ambiental para evitar que o minério acumulado no fundo volte a se espalhar pela água e amplie os possíveis danos. O Ibama destacou que ainda não é possível determinar a extensão dos impactos ambientais. Para isso, serão necessárias análises técnicas e informações dos responsáveis pela embarcação e pelo terminal portuário. Caso sejam identificados danos, os responsáveis poderão ser obrigados a adotar medidas de recuperação ambiental, sem prejuízo da apuração de responsabilidades. O instituto também ressaltou que acidentes semelhantes já ocorreram na Hidrovia do Paraguai e reforçou a importância de atualizar o Plano de Área Corumbá/Ladário (PACL). O documento reúne ações de prevenção e resposta a emergências ambientais, com a participação de órgãos ambientais, da Marinha do Brasil e de empresas que atuam na região. A proposta é melhorar a comunicação e a atuação conjunta em situações de risco, especialmente para proteger os ecossistemas do Pantanal. Tripulantes pularam da embarcação Imagens registradas no momento do acidente mostram tripulantes pulando da barcaça enquanto ela afundava no terminal portuário. Apesar do susto, ninguém ficou ferido, segundo a Marinha do Brasil. A Marinha informou que abriu uma investigação para descobrir o que provocou o afundamento. O procedimento será conduzido pela Capitania Fluvial do Pantanal, que deverá reunir depoimentos, documentos e outras informações para esclarecer as circunstâncias do acidente. Até o momento, não é possível apontar as causas do afundamento nem atribuir responsabilidades. Nas imagens do acidente, também é possível identificar a marca da LHG Mining em uma das estruturas do porto. A mineradora, que atua na exploração de minério de ferro e manganês na região de Corumbá e Ladário, informou que a barcaça pertence a uma empresa parceira. Em nota, a LHG Mining afirmou que apura as causas do incidente e colabora com as autoridades na investigação e na adoção das medidas necessárias. A empresa também confirmou que não houve vítimas ou feridos.

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