Vídeo mostra PM e marido deixando filha na escola no horário em que ela alegou estar amarrada após morte de policial

🇧🇷 Globo (BR) —
Vídeo mostra PM e marido deixando filha na escola no horário em que ela alegou estar amarrada após morte de policial

AI Summary

A video surveillance shows police officer Júlia Natália and her husband dropping their daughter at school at the time she claimed to be tied up after the murder of soldier Raphael Sampaio. Both are suspects in the soldier's death, with their versions of events contradicted by the footage.

Vídeo: PM e marido deixando filha na escola no horário em que ela alegou estar amarrada. Um vídeo de câmera de segurança (veja acima), obtido pela TV Verdes Mares, mostra a policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, deixando a filha na escola na manhã da terça-feira (11). O casal está preso suspeito de participar da morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza, horas antes, naquele mesmo dia. Uma imagem de outra câmera de segurança já tinha mostrado que a policial militar estava na oficina do marido, também no período em que ela estaria amarrada. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O g1 teve acesso ao processo do caso, onde consta a versão dada por Júlia Natália sobre o que ocorreu na madrugada e manhã da terça-feira. Ela e o soldado morto eram colegas de batalhão. A policial disse que, após encerrar o expediente, na madrugada, ela pegou uma carona com o soldado. Ao chegarem no local do crime, a PM alega que os dois foram abordados por pessoas (que ela não lembra quantas). Ela disse ter sido retirada do carro do colega, amarrada e colocada em um porta-malas. A policial foi encontrada, na manhã da terça-feira, com as mãos amarradas por uma corda em uma localidade do município de Aquiraz, após sair de um matagal que fica próximo ao local onde o soldado foi encontrado morto. Porém, o vídeo na escola da filha do casal contradiz a versão da policial. No depoimento, ela foi questionada em qual momento tirou a farda e trocou de roupa. Ela respondeu que não recorda. Júlia Natália ainda foi perguntada sobre em que momento foi amarrada, mas disse que só falaria na presença do advogado. E foi questionada se teve contato com o marido na terça-feira de manhã, após o crime, mas disse que só responderia em juízo. Ela também se recusou a responder sobre o que houve depois que foi retirada do carro do soldado Sampaio e onde foi amarrada antes de ter sido encontrada pois isso iria "colocar sua vida em risco". LEIA TAMBÉM: Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado em carro na Grande Fortaleza PM presa por envolvimento na morte de policial foi filmada na oficina do marido no momento em que dizia estar amarrada PM e marido deixando filha na escola em Fortaleza. Reprodução Prisões decretadas A Justiça decretou as prisões da policial militar Júlia Natália e do marido dela, Antoneudo Ribeiro, em audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (13), por suspeita de participação do casal na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga. Para Júlia Natália, o juiz do 7º Núcleo de Custódia e Garantias, de Maracanaú, decretou prisão preventiva (sem prazo definido para expirar). E, para Antoneudo Ribeiro, o magistrado decretou prisão temporária (com tempo determinado para expirar). A policial militar foi presa em flagrante, na última terça (11), por suspeita de participação no homicídio. Já Antoneudo foi preso em flagrante por posse de munições e de documentos falsos. A prisão em flagrante foi relaxada pelo juiz, na audiência de custódia. A defesa de Antoneudo Ribeiro Lima Júnior informou que irá recorrer do decreto de prisão temporário. Já o advogado de Júlia Natália Girão Gomes não quis comentar a decisão da audiência de custódia e a defesa do marido afirmou. A policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, presos em Fortaleza. Reprodução O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que, apesar das prisões em flagrante não terem sido homologadas pelo juiz (isto é, não foram reconhecidas), "Júlia Natália teve a prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público e da autoridade policial. Já Antoneudo teve a prisão relaxada, mas continua preso por existir um mandado de prisão contra ele em outro processo, que tramita em segredo de justiça". O órgão não informou mais detalhes sobre as decisões judiciais, em razão do processo tramitar em sigilo. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou que, após pedidos da Polícia Civil, "o Poder Judiciário deferiu pela prisão preventiva de uma policial militar e pela prisão temporária do marido dela por suspeita de envolvimento no homicídio". Segundo a SSPDS, "diligências e oitivas seguem no intuito de aprofundar e colher mais informações sobre a participação de ambos no crime". Filmada em oficina Imagem mostra policial militar em oficina no horário próximo ao que o corpo do PM foi encontrado carbonizado. Reprodução Júlia também foi filmada na oficina do marido, em Fortaleza, no momento em que ela disse em depoimento à polícia ter ficado amarrada próximo ao local do crime que vitimou o soldado Raphael. A contradição foi um dos pontos que levou à prisão em flagrante da suspeita. Antoneudo também é investigado por participação no homicídio, mas não foi autuado pelo cr

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