União Europeia amplia proteção à indústria e confirma tarifa de 50% sobre parte das importações de aço
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The European Commission announced new steel import rules to protect its industry by lowering tariff-free volumes and imposing a 50% tariff on excess steel imports. These measures aim to address global steel excess capacity and unfair trade practices impacting the EU market and jobs.
Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França Antoine Schibler/Unsplash A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira (30) as novas regras para a importação de aço na União Europeia. O objetivo é proteger a indústria siderúrgica do bloco da concorrência externa e elevar a utilização da capacidade das usinas para 80%. Pelas novas regras, o volume de aço que poderá entrar na União Europeia sem pagar tarifas será reduzido em 47%, para 18,3 milhões de toneladas por ano. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Caso esse limite seja ultrapassado, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Metade das cotas foi reservada aos países que mantêm acordos de livre comércio com a União Europeia. A outra metade ficará disponível para todos os parceiros comerciais, inclusive esses mesmos países. Agora no g1 A Comissão informou ainda que muitos deles terão cotas específicas, definidas com base no histórico de exportações para o mercado europeu. Segundo o órgão, essa distribuição fará com que a maioria dos países com acordos de livre comércio tenha uma redução no acesso ao mercado europeu inferior ao corte médio de 47%. A Comissão acrescentou que um "número significativo" de parceiros aceitou provisoriamente essa divisão das cotas. 🔍De acordo com a Comissão Europeia, as mudanças são necessárias para conter os efeitos do excesso de produção de aço em diversas partes do mundo, que aumenta a oferta global e pressiona os preços. O bloco também cita práticas de dumping, quando empresas vendem produtos no exterior a preços artificialmente baixos para ganhar mercado. "O persistente excesso de capacidade no setor siderúrgico continua sendo um grave problema e segue distorcendo os mercados internacionais", afirmou a Comissão. Segundo o órgão, as medidas buscam restabelecer condições mais equilibradas de concorrência no mercado europeu. As regras detalham uma decisão anunciada pela União Europeia em abril. Na ocasião, o bloco informou que reduziria o volume de aço isento de tarifas e elevaria para 50% a cobrança sobre os embarques que ultrapassassem a cota. Segundo a Comissão Europeia, a iniciativa busca conter os impactos da sobreoferta global, fortalecer a indústria siderúrgica e elevar a utilização das usinas, que atualmente operam com cerca de 65% da capacidade. Em 2025, as principais origens das importações de aço da União Europeia foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan. A Comissão Europeia também afirma que o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que, sem a manutenção das restrições às importações, a produção tende a continuar em queda. Atualmente, o aço importado pela União Europeia está sujeito a um sistema de salvaguardas que aplica uma tarifa de 25% sobre os embarques que excedem as cotas. Essas regras, criadas durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permanecem em vigor até esta terça-feira (30), quando passam a ser substituídas pelo novo sistema. *Com informações da agência Reuters