Uern Natal oferece atendimento gratuito para retificação de nome e gênero de pessoas trans

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Uern Natal oferece atendimento gratuito para retificação de nome e gênero de pessoas trans

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Uern Natal is offering free legal services to trans people for name and gender rectification in civil records. The service aims to reduce social and administrative discrimination by updating official documents to reflect individuals' gender identities.

Uern Natal oferece atendimento gratuito para retificação de nome de pessoas trans Divulgação / Uern O Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Uern Natal passou a oferecer atendimento específico a pessoas trans que desejam realizar a retificação de prenome e gênero no registro civil. O serviço é voltado a moradores de qualquer região de Natal e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para buscar atendimento, a pessoa deve comparecer ao NPJ com documentos pessoais e comprovante de residência. Caso possua documentos que demonstrem a utilização do nome social, também poderá apresentá-los. A partir do primeiro contato, a equipe orientará sobre as demais certidões e providências necessárias e fará o agendamento. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Atrevida, Associação de Pessoas Transexuais do Rio Grande do Norte. Diferentemente do atendimento regular do NPJ, voltado prioritariamente a moradores da Zona Norte, o serviço para pessoas trans não terá restrição territorial dentro da capital. A retificação permite alterar o prenome e o gênero no próprio registro civil e, a partir dele, atualizar os demais documentos. A medida busca evitar divergências entre a identidade da pessoa e as informações que ainda constam oficialmente na documentação, situação que pode gerar constrangimentos no trabalho, em serviços de saúde, instituições financeiras e outras atividades cotidianas. Uma das primeiras pessoas atendidas é Paz Eleonor Souza da Silva, de 22 anos, operadora de caixa. Em transição há quatro anos, ela já se identifica e é socialmente reconhecida como Paz, mas ainda precisa fazer com que os documentos expressem essa identidade. “Nem todo mundo tem as condições e os privilégios de conseguir ir atrás dos documentos que a gente precisa ter para ser quem a gente é socialmente, como pessoa”, afirma. Para Paz, uma das dificuldades está justamente em compreender os procedimentos e percorrer os caminhos necessários para atualizar a documentação. A diferença entre a forma como é reconhecida socialmente e as informações que ainda constam nos documentos também produz situações de constrangimento. “Eu posso ser o quem eu sou, mas, para as pessoas, um pedaço de papel é muito mais importante do que a minha identidade”, relata. Segundo ela, essa divergência pode se tornar especialmente difícil em situações como a busca por uma oportunidade no mercado de trabalho. Da sala de aula ao NPJ A iniciativa começou dentro do próprio curso de Direito da Uern Natal. A diretora do Campus, professora Patrícia Moreira, conta que foi procurada por uma estudante trans depois de uma aula em que discutiu questões relacionadas à sexualidade e à discriminação. A estudante manifestou o desejo de atuar juridicamente para que outras pessoas trans pudessem encontrar na Universidade um atendimento com acolhimento e respeito. A partir da conversa, a Direção iniciou uma articulação com o NPJ, coordenado pela professora Déborah Leite, e posteriormente com a Atrevida. A discussão também provocou mudanças nos próprios procedimentos internos. Documentos utilizados no atendimento do NPJ começaram a ser revistos para contemplar nome social e pronomes, evitando que a própria procura pelo serviço jurídico possa produzir situações de constrangimento. Para Patrícia, a iniciativa também amplia o alcance social da atuação da Uern Natal. O NPJ já oferece assistência jurídica gratuita à população da Zona Norte, região onde está instalado o Campus e onde, segundo a diretora, há menor oferta desse tipo de serviço. Na nova frente de atendimento, entretanto, a Universidade decidiu ultrapassar essa delimitação e receber pessoas trans de todas as regiões de Natal. Nome social e registro civil A presidente da Atrevida, Verônica Lago, explica que o uso do nome social representou uma conquista importante para a população trans, mas não produz os mesmos efeitos da alteração do próprio registro civil. Com a retificação, prenome e gênero passam a constar oficialmente no registro da pessoa como ela se identifica, permitindo a atualização dos demais documentos e reduzindo situações em que ela precisa apresentar uma documentação que não corresponde à identidade pela qual quer ser reconhecida socialmente. “Eu quero ser respeitada pelo nome com o qual me identifico, me vejo e me sinto”, afirma Verônica. Para ela, situações cotidianas ajudam a dimensionar a importância dessa mudança. Atendimentos de saúde, relações de trabalho, serviços bancários e outras circunstâncias que exigem apresentação de documentos podem se transformar em momentos de constrangimento quando há divergência entre a identidade da pessoa e o registro civil. A parceria com a Uern dá continuidade a uma das pautas históricas da Atrevida. Fundada em 2008, a Associação de Pessoas Transexuais do Rio Grande do Norte reúne atualmente 66 pessoas e atua em diferentes regiões do estado. Segundo Verônica, a trajetória da entidade está ligada ao trabalho desenvo

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