TJRJ torna réu ex-deputado TH Jóias acusado de usar mandato para favorecer o Comando Vermelho

🇧🇷 Globo (BR) —
TJRJ torna réu ex-deputado TH Jóias acusado de usar mandato para favorecer o Comando Vermelho

AI Summary

Rio de Janeiro’s Court of Justice accepted charges against former state deputy Thiego Raimundo dos Santos Silva, known as TH Jóias, and four others. Prosecutors allege that he used his legislative office to assist the Comando Vermelho in drug trafficking and illegal weapons commerce; the allegations remain to be tested in court.

TH Jóias na época da sua prisão, em 2017 Reprodução O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) recebeu a denúncia do Ministério Público contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, e outras quatro pessoas. Com a decisão, os cinco se tornam réus em uma ação que apura, segundo o MP, associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. A denúncia afirma que Thiego teria usado o cargo e o gabinete na Alerj para favorecer integrantes do Comando Vermelho. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Segundo a denúncia do Ministério Público, os cinco teriam se associado entre si e a outros integrantes do Comando Vermelho para a prática de tráfico de drogas em Parada de Lucas e nos Complexos da Maré e do Alemão, no Rio de Janeiro. As acusações descritas no processo são de responsabilidade do MP e ainda serão apuradas no decorrer da ação penal. Agora no g1 De acordo com a acusação, Thiego teria utilizado o cargo de deputado estadual e o mandato parlamentar para favorecer a facção. O MP afirma que ele teria intermediado a compra e venda de drogas, armas de fogo e equipamentos antidrones, além de efetuado pagamentos ao Comando Vermelho. Ainda segundo a denúncia, após assumir o mandato, Thiego teria indicado Fernanda Ferreira, esposa de Gabriel Dias, e Luiz Eduardo para ocuparem cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Fernanda teria ocupado o cargo de “Assistente IX” no gabinete de Thiego, enquanto Luiz Eduardo teria sido nomeado “Assessor Parlamentar” no mesmo gabinete. O MP sustenta que os cargos teriam sido utilizados para estreitar os vínculos do ex-deputado com a facção e acobertar atividades ilícitas. O Ministério Público também acusa Gabriel Dias de atuar como tesoureiro do Comando Vermelho, guardando dinheiro e realizando pagamentos, além de armazenar drogas e interferir em negociações de armas e munições. Já Luiz Eduardo é acusado de vender equipamentos antidrones para a facção, testá-los nos territórios ocupados pelo grupo e ensinar como os aparelhos deveriam ser utilizados. Ele também é apontado como intermediário em transações de compra e venda de drogas. Além da associação para o tráfico, Thiego responde, segundo a denúncia, por comércio ilegal de arma de fogo de uso proibido ou restrito. O MP afirma que ele teria intermediado a compra e venda de armas e equipamentos antidrones. A denúncia enquadra o ex-deputado no artigo 17, parágrafo 1º, da Lei 10.826/2003, com a previsão de aumento de pena quando a arma for de uso proibido ou restrito. O Ministério Público também pediu, ao final do processo, que os acusados sejam condenados à reparação de danos morais em valor não inferior a R$ 5 milhões. Em relação a Thiego, pediu ainda a perda do mandato eletivo. Em setembro, a Justiça Federal também havia tornado réu o ex-deputado estadual TH Jóias acusado de envolvimento em um esquema de corrupção, tráfico de drogas e contrabando ligado ao Comando Vermelho, investigado na Operação Zargun. Prisão preventiva é mantida para quatro acusados O TJRJ manteve a prisão preventiva de Thiego Raimundo, Luiz Eduardo, Gabriel Dias e Luciano Martiniano. Na decisão, o relator afirmou que permanece o risco de reiteração delitiva e que a liberdade dos acusados poderia representar risco de eliminação de provas e de intimidação de testemunhas ou colaboradores. O desembargador também considerou que medidas alternativas à prisão não seriam suficientes diante da gravidade dos fatos apurados. Luciano Martiniano está foragido e com paradeiro desconhecido. Por isso, o tribunal determinou que o processo fosse desmembrado em relação a ele e remetido à Justiça de primeira instância. Segundo a decisão, a permanência do acusado no processo poderia atrasar o andamento da ação em relação aos demais réus, que estão presos preventivamente.

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