Tecnologia que usa IA para identificar riscos em barragens e poluição sonora é apresentada em evento no interior de SP
AI Summary
Brazilian and German researchers presented advanced AI technology combined with acoustic sensors to monitor risks in dams and noise pollution. The system detects and classifies urban and industrial sounds, providing real-time data to enhance safety and environmental monitoring, with plans for adaptation in Brazil.
Conheça tecnologia que usa IA para identificar riscos em barragens e poluição sonora Pesquisadores brasileiros e alemães apresentaram na terça-feira (22), em Sorocaba (SP), uma tecnologia inovadora que utiliza inteligência artificial e sensores acústicos para monitorar riscos em barragens e combater a poluição sonora. O sistema é capaz de captar sons e transformá-los em dados, diferenciando ruídos como o de caminhões, motocicletas, obras ou até explosões em áreas urbanas. A proposta é identificar a origem, a localização e o momento em que determinado barulho ocorre, oferecendo uma nova forma de vigilância além de câmeras e sensores físicos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O encontro realizado na UniFacens destacou aplicações já em desenvolvimento no Brasil e na Alemanha, reforçando o potencial da IA para aumentar a segurança e melhorar a qualidade de vida em ambientes urbanos e industriais. LEIA TAMBÉM Toyota reabre fábrica de Porto Feliz um ano após destruição por vendaval De Roberto Carlos a trilhas da TV: baterista autista supera limites e faz carreira na música Pesquisadora do instituto alemão Fraunhofer IDMT, Sandra Cristina Brix Divulgação/UniFacens Som para monitorar barragens e desastres Uma das aplicações discutidas durante o encontro envolve o uso de sensores acústicos no monitoramento de barragens e situações relacionadas à defesa civil. A tecnologia também é estudada para acompanhar chuvas intensas, precipitações e possíveis deslizamentos. Ao g1, a pesquisadora do instituto alemão Fraunhofer IDMT, Sandra Cristina Brix, que trabalha há 25 anos na área de acústica, explicou como a tecnologia combina processamento de sinais e inteligência artificial. A ideia é que os dados sejam obtidos em tempo real e possam indicar onde e o que está acontecendo. “Podemos adaptar para o Brasil e ajudar nesse processo. No monitoramento de ruído urbano e também no monitoramento de precipitação de chuvas fortes. […] Isso funciona sempre depois da captação dos sinais acústicos e identificação dos espectros”, explica. Os modelos de inteligência artificial são usados para identificar a fonte do som, localização e o momento em que o fenômeno ocorre. “Os modelos de inteligência artificial que a gente usa [servem] para saber que tipo de fonte é, onde ela ocorre e ter uma avaliação espacial, temporal dessas informações todas”, completa Sandra. A tecnologia também é estudada para o monitoramento de chuvas fortes e situações relacionadas a possíveis desastres. A ideia, segundo a pesquisadora, é utilizar estruturas já existentes para coletar informações em tempo real. “A nossa ideia e visão é trazer aquilo que a gente tem na Alemanha aqui para o Brasil e aumentar a qualidade de dados utilizando a infraestrutura que já existe aqui também de módulos fotovoltaicos para a gente adquirir os mesmos resultados", explica Sandra. Segundo a pesquisadora, ainda não há uma previsão de quando essas tecnologias serão aplicadas de forma mais ampla no Brasil. Atualmente, existem articulações entre universidades, empresas e instituições interessadas em adaptar as soluções às necessidades brasileiras. IA identifica origem do barulho No ambiente urbano, os sensores podem funcionar como uma espécie de “ouvido inteligente”. Ealém de medir a intensidade do som, os sistemas podem identificar qual é a fonte do ruído. Marcelo Sando, filósofo e criador do projeto DESPOLUIÇÃOSONORA, explica que sensores podem fazer um monitoramento contínuo e utilizar inteligência artificial para classificar diferentes tipos de sons. “O que a gente consegue hoje com sistemas de monitoramento é que você tem sensores que estão monitorando 24 horas por dia o ruído. E eles conseguem fazer uma classificação do tipo de ruído a partir de sistemas de inteligência artificial. Então, é possível entender se o ruído é de música em um bar, ou o ruído está vindo mais de caminhões e ônibus, ou de escapamento de moto, ou se o ruído está vindo de explosões", conta. Evento internacional em Sorocaba discute uso de IA para identificar riscos em barragens e poluição sonora Divulgação/UniFacens A principal diferença em relação aos métodos tradicionais de fiscalização está na possibilidade de acompanhar o ruído de forma contínua. A tecnologia entra como uma opção para não depender exclusivamente de uma denúncia ou de uma equipe estar no local no momento da ocorrência, sensores podem atuar gerando informações permanentes sobre o ambiente. “Tem como a gente começar a fazer esse monitoramento de uma forma que não era possível há pouco tempo atrás. Fazer essa classificação para planejamento urbano de acordo com as necessidades. Então, uma fiscalização automática do ruído seria algo extremamente importante", afirma o criador do projeto. Segundo ele, os dados poderiam ajudar o poder público a entender quais são as principais fontes de ruído de determinada região e em quais horários elas acontecem. A partir disso, as informações poderiam ser utilizadas no planejamento ur