Tarifaço de Trump: veja as medidas do governo para tentar conter impacto das tarifas

🇧🇷 Globo (BR) —
Tarifaço de Trump: veja as medidas do governo para tentar conter impacto das tarifas

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The United States imposed a 25% tariff on selected Brazilian products, affecting 2,400 companies and impacting sectors like wood, machinery, furniture, and sugar. The Brazilian government launched the Brazil Sovereign Plan offering credit lines, guarantees, and commercial promotion to mitigate these effects and support exporters.

Presidente do STF diz que Brasil é soberano e não crê em ação militar dos EUA Nesta quarta-feira (22), entra em vigor a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros selecionados. Para tentar reduzir os impactos sobre as empresas afetadas, o governo federal colocou em prática um conjunto de medidas que envolve linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para abertura de novos mercados. Cerca de 2,4 mil empresas brasileiras, que representam aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, foram afetadas com o tarifaço. Juntas, elas movimentaram US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% dessas empresas já exportam para outros países, o que pode facilitar a busca por novos destinos. Entre os setores mais afetados estão madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Brasil Soberano concentra principal pacote de apoio A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, programa criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A medida prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados. O governo separou até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). A primeira liberação foi de R$ 15 bilhões, que estão sendo transformados em linhas de crédito pelo BNDES para financiar as empresas. Além disso, hoje mesmo o g1 registrou outro aporte dentro do plano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetas. Chamado de Brasil Soberano 3, ele amplia o pacote de apoio. (Leia mais aqui) Ministro diz que Brasil vai usar reciprocidade quando for necessário: 'Precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo' Lula assina Brasil Soberano III Reprodução Desse total, R$ 13,5 bilhões virão de recursos utilizados do Brasil Soberano 1 e de renegociações de dívidas rurais, e R$ 5 bilhões serão aportados pelo BNDES. Os recursos podem ser usados para: capital de giro, ajudando empresas a manter suas operações enquanto reorganizam vendas; compra de máquinas e investimentos produtivos; adaptação de produtos e processos para novos mercados; inovação tecnológica; fortalecimento de fornecedores ligados às cadeias exportadoras. Os beneficiários também precisam assumir compromissos relacionados à manutenção ou ampliação de empregos. A demanda pelo montante já supera o volume inicialmente disponibilizado - os pedidos de financiamento já somam R$ 18,2 bilhões. O BNDES aprovou até agora R$ 8,3 bilhões em operações. O programa continua aberto e novos pedidos podem ser apresentados. Seguro de Crédito à Exportação reduz risco para bancos e empresas Outra frente de apoio é o fortalecimento do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). Diferentemente de uma linha de financiamento, o mecanismo funciona como uma proteção contra riscos de uma operação internacional. Na prática, o seguro ajuda a cobrir possíveis perdas caso um comprador estrangeiro deixe de pagar ou ocorram problemas que impeçam a conclusão do negócio, como restrições políticas ou eventos extraordinários. Com isso, bancos e instituições financeiras ficam mais seguros para conceder crédito aos exportadores. Lula discursa durante assinatura do Brasil Soberano III Reprodução Proex continua como alternativa para financiar exportações Além das medidas emergenciais, o governo mantém mecanismos já existentes de apoio ao comércio exterior, como o Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O programa oferece financiamento para exportações brasileiras em condições semelhantes às praticadas internacionalmente, ajudando empresas a competir com fornecedores de outros países. Enquanto o SCE funciona como uma garantia contra riscos, o Proex atua diretamente no financiamento da venda externa. Drawback reduz custos para empresas exportadoras Outro instrumento utilizado é o regime de drawback, que reduz custos tributários de empresas que produzem bens destinados ao mercado externo. O mecanismo permite suspender ou eliminar determinados impostos sobre matérias-primas e insumos usados na fabricação de produtos exportados. Para empresas afetadas pelo tarifaço, o governo prorrogou prazos do drawback suspensão, dando mais tempo para que exportadores cumpram compromissos ou encontrem novos mercados sem perder o benefício. Donald Trump anuncia tarifas. AFP Lei de Reciprocidade dá instrumento para eventual resposta comercial Além das medidas de apoio às empresas, o governo também passou a contar com a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso. O mecanismo permite que o Brasil adote medidas equivalentes quando sofrer restrições consideradas injustificadas de outros países. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o instrumen

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