Suspeito de chefiar esquema de golpes, 'trader' é preso por porte ilegal de arma no Piauí
AI Summary
Douglas Fonseca, founder of DF Group, was arrested in Piauí for illegal possession of a firearm amid an investigation into a fraudulent investment scheme involving false financial operations and money laundering. The operation targeted sophisticated scams using fake investment platforms and high-profile marketing.
Suspeito de chefiar esquema de golpes, 'trader' é preso por porte ilegal de arma no Piauí Divulgação/MPPI Douglas Fonseca, fundador do DF Group, foi preso novamente nesta terça-feira (22), por porte ilegal de arma de fogo, conforme o Ministério Público do Piauí. Ele foi preso em flagrante durante cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Paládio, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Piauí (Gaeco/MPPI). O g1 tenta contato com a defesa do suspeito. 🔎 Trader é um investidor do mercado financeiro que ganha dinheiro com operações de curto ou médio prazo. A Operação foi realizada para cumprimento de três mandados de busca e apreensão e foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), para desarticular organização criminosa investigada por fraudes milionárias envolvendo falsos investimentos financeiros e lavagem de dinheiro. A operação cumpriu mandados em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso. Conforme o MPPI, durante as diligências no Piauí, que contaram com o apoio das Polícias Civil e Militar do Piauí, houve a prisão em flagrante de Douglas por posse irregular de arma de fogo, encontrada no local da busca. Também foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos, cujo conteúdo será extraído e seguirá para análise, de modo a subsidiar o prosseguimento das investigações. LEIA TAMBÉM 'Ganhos fakes': Trader preso suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro ostentava vida de luxo, diz polícia Trader preso suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro ostentava vida de luxo, diz polícia As investigações, segundo o MP, apontam que o grupo criminoso montou uma estrutura empresarial sofisticada para captar investidores, oferecendo aplicações financeiras apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio. A captação ocorria por meio de agências de intermediação de investimentos, com escritórios de alto padrão que reforçavam a aparência de solidez do negócio. "Os investigados mantinham ainda forte exposição em redes sociais e em programas de televisão, divulgando um discurso de sucesso e segurança que induzia as vítimas a aportar valores elevados. Os recursos captados, no entanto, não eram efetivamente aplicados, visto que eram apropriados pelo grupo, que utilizava pessoas jurídicas com nomes semelhantes aos de instituições financeiras reais, além de aplicativos que simulavam plataformas de investimento, para dar às vítimas a falsa sensação de que seus valores estavam rendendo normalmente", informou o MPPI em nota. Promessa de lucros Conforme as investigações, o trader Douglas Fonseca, fundador do DF Group, usava a promessa de lucros mensais de até 10% para atrair investidores, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Ele e mais nove pessoas foram presas em julho suspeitas de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O g1 não conseguiu apurar quando ele foi solto. Trader prometia lucros mensais de até 10%, diz polícia; mais de 70 vítimas ATUALIZAÇÃO: Justiça mantém prisão temporária de trader e mais suspeitos de estelionato e lavagem de dinheiro no PI ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Douglas é suspeito de chefiar a organização criminosa que, de acordo com o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos. Ele se apresentava como um trader reconhecido a nível internacional, com mais de 14 anos no mercado financeiro. LEIA TAMBÉM: Conta de trader suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro tinha apenas R$ 38, segundo delegado "O grupo atuava basicamente na promessa de investimentos no mercado de capitais. Fazia seus anúncios, especialmente nas redes sociais, mostrando valores exorbitantes que podiam chegar a 10% de maneira mensal. Para quem sabe minimamente ou até mesmo não conhece, sabe que esses valores são impossíveis de serem alcançados com regularidade. Eventualmente pode ser possível. Mas com regularidade é impossível", disse Roni Silveira durante coletiva de imprensa. Ainda segundo o delegado, embora se apresentassem como atuantes no mercado, os principais registros do DF Group não possuíam mais de dois anos. "As vítimas faziam um aporte financeiro com eles. O modelo que eles utilizavam, de arrecadação de valores através das vítimas, dava a entender que a aplicação era feita diretamente, que o DF era um grupo financeiro, um grupo de aplicação, quando na verdade não era. Era uma empresa apenas para atrair as pessoas. Não tinha aquela validação junto à Comissão de Valores Mobiliários", explicou. "Diante disso, percebeu-se uma bolha de pequenos investimentos. As pessoas foram injetando seu dinheiro e aos poucos, chega um ponto que eles não conseguem mais pagar. O pagamento era via captação de novos recursos. Chega um ponto que os recursos acabam, é óbvio", comple