Suspeita de envenenar artesã com mercúrio é indiciada por tentativa de homicídio; inquérito durou mais de um ano

🇧🇷 Globo (BR) —
Suspeita de envenenar artesã com mercúrio é indiciada por tentativa de homicídio; inquérito durou mais de um ano

AI Summary

Brazilian police concluded the investigation into the attempted mercury poisoning of artisan Denny Cardoso in Recife, indicting Maria Aparecida Rodrigues de Araújo for attempted homicide. The crime, allegedly driven by jealousy, involved the suspect being filmed putting mercury into the victim's bottle. The case is now with the Pernambuco Public Ministry for possible prosecution.

Polícia indicia mulher suspeita de envenenar artesã com mercúrio Após mais de um ano, a Polícia Civil anunciou nesta terça-feira (21) que concluiu o inquérito do caso da artesã Denny Cardoso, envenenada com mercúrio durante meses, no Recife. A corporação indiciou por tentativa de homicídio Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, principal suspeita de ter praticado o crime. Ela foi filmada colocando uma substância na garrafa da vítima (veja vídeo acima). Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes. Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) analisar as provas reunidas e decidir se oferece denúncia contra a investigada à Justiça. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O caso era investigado pela Delegacia da Boa Vista desde junho de 2025, quando a vítima procurou a polícia após desconfiar que uma mulher colocava uma substância na garrafa de água dela. Como o g1 mostrou, a artesã chegou a gravar imagens da suspeita mexendo no recipiente (veja vídeo mais abaixo), e laudos periciais identificaram mercúrio na água e no organismo da vítima. Mesmo com os resultados dos exames, o inquérito permaneceu aberto por mais de um ano até ser concluído. Responsável pelo inquérito, o delegado José Custódio afirmou que a investigação reuniu um amplo conjunto de provas periciais. O indiciamento também leva em conta o fato de o crime ter sido motivado, supostamente, por ciúmes da amizade entre a vítima e o namorado da suspeita. Por isso, a polícia incluiu a qualificadora de motivo torpe. "Esse inquérito foi concluído ontem, já está com o Ministério Público, a quem cabe analisar um possível indiciamento, se já tem elementos. Trabalhamos para que se tivesse bastante elementos de informações, perícias, a própria natureza da investigação exigiu isso, requer tempo. Algumas investigações são mais rápidas, outras demoram", disse o delegado. LEIA TAMBÉM: Ciúme pode ter motivado crime, diz polícia Artesã sentiu 'bolinha' de mercúrio na garganta e chamou a polícia 'Ela não se lembra de nada', diz advogada de suspeita José Custódio afirmou que, apesar de ter sido filmada pondo substância na garrafa d'água da artesã, Maria Aparecida negou o crime. Disse, também, que não era ela nas imagens, mesmo o rosto dela tendo sido mostrado em alguns segundos dos vídeos. Procurada pelo g1, a defesa dela afirmou que não iria se pronunciar sobre o indiciamento. "Ela desconsiderou, negou tudo, disse que não foi ela que colocou qualquer substância na garrafa, mas aí vocês percebem que a filmagem é clara. Os fatos por si só já traduzem que, realmente, ela colocou aquela substância. Além de que perícias e exames que comprovam a identificação da substância como mercúrio", declarou o delegado. Artesã filma aluna colocando substância em garrafa e denuncia ter sido envenenada A partir de agora, o Ministério Público deve analisar o indiciamento e, se necessário, pedir novas diligências. O órgão pode, assim, oferecer a denúncia à Justiça, ou arquivar o caso. Não há prazo definido para essa análise. Ainda segundo o delegado José Custódio, além dos depoimentos das partes e da análise das imagens registradas pela própria vítima, a investigação contou com perícias químicas, exames toxicológicos, avaliações traumatológicas e pareceres de especialistas em áreas como neurologia, reumatologia, pneumologia e clínica geral. "Foram várias perícias, vários laudos médicos necessários para que a gente tivesse uma maior robustez no inquérito. Além disso, os legistas entenderam a necessidade de fazer solicitações a outras especialidades médicas, como neurologista, reumatologista, pneumologista e clínica geral", contou. O caso Mulher flagrada contaminando garrafa d'água com mercúrio no Recife Reprodução/WhatsApp As investigações duraram mais de um ano. As filmagens foram feitas em junho de 2025 depois que a artesã começou a ter sintomas de intoxicação, como dores abdominais e transtornos neurológicos. As imagens registraram Maria Aparecida colocando um material dentro da garrafa. Ela aparece cortando um papel com uma tesoura, depositando o conteúdo na água, agitando a garrafa e saindo da sala. A aluna investigada participava do projeto social Arte na Medicina, que oferece aulas de artesanato para pacientes e familiares num anexo do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, conhecido como Castelinho, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. A mulher acompanhava o filho, que fazia tratamento na unidade, e começou a frequentar as aulas há cerca de três anos. A suspeita é que a artesã tenha sido envenenada por mercúrio de seis meses a até um ano. O caso veio à tona após a própria vítima filmar com um celular escondido, em duas oportunidades, a aluna colocar uma substância em sua garrafa de água. A garrafa foi encaminhada para perícia, e, dois dias depois, a professora voltou ao curso com outro recipiente idêntico. Segundo ela, a suspeita repetiu o comportamento e voltou a

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