São Paulo apresenta desempenho pífio no Majestoso e aumenta as incertezas sobre o futuro da equipe
AI Summary
São Paulo's football team is struggling with poor performance, raising concerns about its future and management under Roger Machado. While the team maintains a decent position in the league standings, its lack of tactical organization has led to disappointing results, particularly in a recent match against Corinthians. Key players and previous management strategies are being evaluated as the team contemplates its next steps.
O São Paulo está envolto em turbilhão de acontecimentos administrativos, que está afetando o desempenho da equipe em campo. Em termos estatísticos o cenário ainda não é tão ruim, uma vez que está praticamente classificado para disputar as fases eliminatórias da Copa Sul-Americana. No Campeonato Brasileiro 2026 ocupa a quarta colocação na tabela de classificação e na Copa do Brasil está disputando a quinta fase, com pequena vantagem sobre o Juventude para adentrar às oitavas de final da disputa nacional. Mas, é a inoperância coletiva do time são-paulino que está preocupando, pois está cada vez mais flagrante. No clássico contra o Corinthians, valido pela décima quinta rodada do Brasileirão, o Tricolor Paulista foi amplamente dominado, sem demonstrar poder de reação. Em vários momentos da partida houve, inclusive passividade na marcação, o que facilitou o domínio tático do Timão. O placar de 3 a 2 não demonstra fielmente o desequilíbrio tático que existia entre as equipes. Infelizmente, as atuações claudicantes do São Paulo mostram que não houve a famosa “liga” entre as ideias do treinador Roger Machado e a equipe, que não está conseguindo produzir em campo. A filosofia do trabalho de Roger tem conceitos interessantes, como a posse de bola, o controle de jogo e a marcação alta. Seus times procuram ser intensos, ao mesmo tempo que são verticais, porém a linearidade de desempenho parece estar bem distante de ser atingida. Um dos diferenciais da gestão anterior e que foi mantida nos primeiros jogos sob o comando de Roger Machado, foi a formação do meio-campo com Danielzinho e Marcos Antonio, que dava dinamismo ao setor ofensivo, sendo bem abastecido. Mas, essa formação tática acabou sendo desfeita devido às lesões que ocorreram e o reforço contratado, o atacante Artur, ex- Botafogo, ainda não conseguiu contribuir para a melhora coletiva. A ideia de ter uma equipe mais vertical com dois pontas trabalhando bem abertos pelas laterais do ataque, a fim de dar amplitude ao time em campo, também não funcionou como o esperado. O esquema não está trazendo organização ao grupo, para que a bola chegue com qualidade ao ataque. A instabilidade está fazendo com que o Tricolor Paulista fique estagnado taticamente, sem prognóstico de melhora a curto prazo. O momento atual é oscilante e não está de acordo com a boa qualidade do elenco que o São Paulo possui, com nomes como Luciano, Calleri, Cédric Soares, Bobadilla e Ferreira, dentre outros, que podem produzir futebol taticamente bem mais confiável. Por enquanto está ocupando boa posição no Campeonato Brasileiro, graças ao promissor início de temporada que teve ainda sob o comando de Hernán Crespo. Entendo que financeiramente a demissão de Roger Machado não seria boa para o Tricolor Paulista no momento. Também não sou a favor da troca, pois por mais que não esteja produzindo taticamente, ainda não aponta uma queda vertiginosa na tabela do Brasileirão. Mas, como o combustível que move o futebol brasileiro é o resultado, será difícil manter a mesma situação por muito tempo. Outro ponto que está afetando o desempenho coletivo do time é não poder contar com sua fortaleza histórica, o Morumbis, em todos os jogos que é mandante, uma vez que o estádio foi alocado, pela gestão anterior, para receber diversos shows. Dessa forma o Tricolor está se tornando um time itinerante, nem sempre tendo a possibilidade de obter bons resultados, jogando ao lado de sua torcida. No momento atual, o São Paulo está bem longe de ser aquela equipe que se acostumou a dar excelentes exibições e disputar títulos. Um time da sua grandeza, não pode ter discurso modesto e pouco ambicioso, de se conformar em somente conquistar vaga para disputar a Libertadores da próxima temporada. Diante de todos os fatos, acredito que a reformulação do São Paulo deverá ser bem mais ampla, pois somente a troca de comando técnico não conseguirá levá-lo de volta ao caminho de ser um clube de referência mundial.