São João: cultura popular movimenta economia e gera oportunidades para pequenos empreendedores no MA

🇧🇷 Globo (BR) —
São João: cultura popular movimenta economia e gera oportunidades para pequenos empreendedores no MA

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São João festival in Maranhão, Brazil, revitalizes the local economy and creates opportunities for small entrepreneurs through cultural exhibitions such as bumba meu boi and tambor de crioula. The celebrations foster a strong chain of production involving artisans, musicians, and service providers, attracting tourism and promoting regional identity.

Cultura popular movimenta economia e gera oportunidades para pequenos empreendedores No São João do Maranhão, uma das maiores manifestações culturais do Brasil, o bumba meu boi encanta pela lenda de Catirina e Pai Francisco, pelas toadas que narram histórias e crenças e, também, pela riqueza das indumentárias, adereços e instrumentos musicais que dão cor e ritmo à festa. As festas juninas contam, ainda, com toda a exuberância e o bailado do tambor de crioula, do cacuriá, da dança portuguesa, entre muitos outros. São contas, pérolas, paetês, penas, tecidos de chita e outros elementos que compõem o figurino de índias e índios, vaqueiros, caboclos, coreiras, dançarinos e demais personagens dessa manifestação cultural, além de tambores, matracas, pandeirões e outros instrumentos musicais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Mas, por trás de todo esse brilho, cor e ritmo, há mãos ágeis de personagens criativos e dedicados que, muitas vezes, permanecem no anonimato, mas que sem eles "o boi não dança". São artesãos, bordadores, costureiros, ferreiros e outros profissionais que dedicam tempo e criatividade para tornar a festança junina tão encantadora, atraindo pessoas de várias partes do Brasil e do mundo. Há uma forte cadeia produtiva ligada aos grupos culturais como o bumba meu boi, o tambor de crioula, o cacuriá e a dança portuguesa, entre outros. O São João do Maranhão aquece o turismo, a gastronomia e a economia criativa. Durante a temporada junina, a cultura popular maranhense se transforma em oportunidade de geração de renda, fortalecendo a economia local. Empreendedores investem em peças inspiradas na cultura popular maranhense para atrair clientes, aumentar as vendas e dar mais visibilidade aos pequenos negócios. Liliane Cutrim/g1 MA Para o economista Lucas Mendes, a cultura é um setor muito produtivo, que gera emprego, movimenta o comércio, atrai turistas e reforça a identidade local. Ele destaca que muitas famílias vivem dessas atividades durante todo o ano, especialmente aquelas ligadas aos grupos culturais, como o bumba meu boi. “Há toda uma cadeia produtiva em torno da cultura. A confecção de indumentárias para os grupos de bumba meu boi, o bordado e a fabricação de instrumentos, como pandeirões, tambor-onça e matracas, movimentam artesãos, costureiras e comerciantes. Uma costureira do Boi de Maracanã, por exemplo, pode comprar tecido, linha e miçangas no comércio local". Quando o grupo vai se apresentar em um arraial, precisa alugar transporte para levar os brincantes", explica. O especialista aponta, ainda, que a apresentação atrai turistas e maranhenses, que, por sua vez, movimentam serviços de alimentação, transporte e hospedagem, um consumo que vai além dos arraiais. "O turista atraído pela cultura não vai apenas ao arraial. Durante o dia, frequenta restaurantes, realiza passeios, conhece a cidade e consome. Fica evidente, portanto, que a cultura movimenta a economia de forma ampla e encadeada". Com uma programação extensa, que vai de maio a julho, o São João do Maranhão é considerado o maior evento do calendário cultural maranhense, contando com inúmeras apresentações simultâneas de grupos culturais em várias partes do estado, atraindo visitantes e aquecendo a economia. "Fala-se muito sobre São Luís, que é onde se tem mais visibilidade, mas há São João em todo o estado, como na Baixada Maranhense, por exemplo. Portanto, os grupos de São Luís e de outros municípios produzem o ano inteiro, movimentando artesãos, costureiras, bordadeiras, músicos etc. Vale destacar que, mesmo quando o poder público investe em atrações nacionais, o que de fato atrai o público e aquece a economia são as manifestações locais", destaca o economista Lucas Mendes. O especialista pontua, ainda, que o público quer ver a diversidade dos grupos de bumba meu boi, do tambor de crioula, do cacuriá e de tantas outras expressões culturais. "Os turistas querem conhecer a cultura maranhense, e os maranhenses desejam reforçar sua identidade cultural. São esses e outros elementos, não citados aqui, que fazem do São João um evento único e muito relevante do ponto de vista econômico." A movimentação econômica se comprova em números: segundo levantamento do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), em 2025, a movimentação registrada no Maranhão durante o período do São João foi de R$ 415 milhões, e a estimativa é que esse número cresça 30% em 2026. Ainda de acordo com o Imesc, diversos setores da economia são beneficiados pelas festas juninas no Maranhão, como alimentação, bebidas, vestuário e artesanato. Um dos segmentos que mais lucram nessa época é o de hotelaria, devido ao aumento no fluxo de turistas. Além disso, o setor de transportes, especialmente por aplicativo e táxi, também é beneficiado durante a festividade. Quanto aos pequenos empreendedores, ambulantes e trabalhadores informais que atuam nos arraiais oficiais, de acordo com o Imesc, cerca de 8,5 mil pessoas

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