Seleção de Portugal mostra início de trabalho promissor na Liga das Nações

🇵🇹 Globo Esporte Brazil (PT) —
Seleção de Portugal mostra início de trabalho promissor na Liga das Nações

AI Summary

Portugal began its 2026/27 Nations League campaign under new coach Jorge Jesus with wins over Wales and Norway, showing a more vertical and intense style than under Roberto Martínez. The article praises Portugal’s midfield and attacking options while contrasting the team’s direction with uncertainty in Brazil’s setup ahead of the 2030 World Cup.

A Seleção Portuguesa está sob novo comando e já apresentou diferenças táticas na sua performance durante os jogos iniciais da Liga das Nações 2026/2027. A principal diferença que pode ser percebida foi no estilo de jogo, que parece estar se encaminhando para um time com maior intensidade. Na gestão anterior, sob o comando de Roberto Martínez, a Seleção Portuguesa era pouco intensa e tinha o controle de jogo como base de seu esquema tático, focado na posse de bola. Mas, seu principal déficit eram as finalizações ineficientes. Agora, sob o comando de um velho conhecido do futebol brasileiro, principalmente do Flamengo, o técnico Jorge Jesus, a ideia de jogo foi alterada, buscando ter controle de jogo com notas de um jogo mais vertical. O trabalho está se iniciando agora e alguns erros ocorreram, mas apresentou bom controle frente às Seleções do País de Gales e da Noruega, que nos eliminou da Copa do Mundo de 2026. Portugal venceu a Seleção do País de Gales por 1 a 0, com domínio de jogo mais proeminente, relembrando o estilo do técnico anterior e com falhas nas finalizações até de Cristiano Ronaldo, que culminaram neste placar magro. Já, contra a Noruega o período de dominância foi menor até porque enfrentava um adversário com time mais organizado e de grande potencial ofensivo, com o atacante Haaland como principal protagonista. A vitória por 2 a 1 veio com erros bizarros do goleiro norueguês, que foram bem aproveitados por Gonçalo Ramos e João Félix. A Seleção Portuguesa foi mais vertical contra a Noruega e não demorou para definir as jogadas. Isso, pode ser um indício de que o trabalho de Jorge Jesus tem potencial para evoluir e chegar mais fortalecido na Copa de 2030. Na verdade, vejo mais potencial na Seleção de Portugal do que na Seleção Brasileira para a participação no próximo Mundial. Os portugueses possuem o elenco do meio-campo extremamente qualificado, com Vitinha, Bernardo Silva e Bruno Fernandes municiando o ataque. E, ainda possui Cristiano Ronaldo na busca do gol número 1000 de sua carreira. CR7 mudou de posição, talvez para ser menos exigido, pois como centroavante pode ficar mais fixo, porém não deixa de se movimentar e tira a referência da defesa adversária. A Seleção Lusitana abrange um ponto primordial para o futebol moderno, pois tem Nuno Mendes e João Cancelo, que são laterais com potencial construtor. Além de fazer as funções primárias de ocupar os espaços, eles também funcionam como meios-campistas, quando a bola é recuperada. Vale lembrar que a Seleção Brasileira tem um déficit importante nas laterais, desde a aposentadoria de Cafu e Roberto Carlos. O ataque português tem Gonçalo Ramos, que não pode ser considerado uma sumidade como CR7, mas é voluntarioso e cumpre bem o papel de centroavante. A principal diferença é que Portugal já possui uma diretriz a ser seguida, enquanto o Brasil continua recheado de incógnitas, que permeiam desde a questão tática até a escolha de jogadores. Com o técnico anterior, a Seleção Portuguesa apresentava jogo mais posicional, no qual a evolução dependia do envolvimento do adversário através da posse de bola, o que tornava o jogo lento quando o meio-campo não cumpria sua função. Agora, a tendência é de que o Jorge Jesus, aos poucos introduza mais intensidade na equipe, com seus jogadores fazendo marcação alta. Este é um sinal claro de mudança, tendendo ao hibridismo tático. Vejo a Seleção de Portugal tendo que fazer apenas ajustes finos para implementar a filosofia de Jorge Jesus, enquanto a Seleção Canarinho continua sem um DNA formatado. Dentre as várias Seleções europeias que estão aproveitando essa primeira rodada da Liga das Nações para iniciar os trabalhos com novos técnicos, a Seleção Portuguesa me parece a mais promissora. Neste início, pode ser que Portugal apresente atuações menos vistosas e que utilize a objetividade para criar seus ataques. No entanto, quando as transições de plataformas táticas estiverem altamente automáticas e portanto imperceptíveis aos adversários, o estilo tende a se tornar vencedor, como era o do Flamengo na era Jorge Jesus.

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