Romeu Tuma Jr. diz que eleição do Corinthians pode não acontecer e admite chance de intervenção

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Romeu Tuma Jr. diz que eleição do Corinthians pode não acontecer e admite chance de intervenção

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Corinthians deliberative council president Romeu Tuma Jr. warned the club’s November 28 presidential election may not happen if courts intervene. He discussed possible Ministério Público action, a TAC, statute votes, and how a judicial interventor could freeze club decisions.

Com Bidu de volta e Gabriel Paulista em transição, Corinthians treina no CT ) Presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior alertou para o risco de a eleição presidencial do clube, marcada para 28 de novembro, não ser realizada. Em entrevista concedida na tarde desta quarta-feira, o dirigente admitiu essa possibilidade em caso de uma eventual intervenção judicial ou de decisões judiciais que questionam as regras do pleito. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp — Sim (corre o risco de não acontecer a eleição). Tem muita situação correndo. Por isso, falei que, no papel do Osmar (Stabile), eu faria um gesto para o Ministério Público. Tentaria na Justiça, porque você é o papel institucional de quem manda, de quem é o presidente. — Isso não cabe a mim. Vão falar que o Tuma está se metendo, mas não é coisa dele. No dia daquela confusão no Conselho, quando ia ter a votação do estatuto, ele foi me acusar de que eu o ameacei. Mas, na prática, o que ele falou? "O Tuma, todo dia, manda um requerimento, um monte de perguntas". Não sou eu. São os conselheiros. Para o presidente do Conselho, Osmar Stabile poderia procurar o Ministério Público e propor a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as correções defendidas pelos promotores. — Põe todo mundo e fala (para o Ministério Público): "Para onde o senhor quer que eu vá? Vamos construir juntos esse caminho aqui e daqui a três meses eu entrego o cargo". Eu acho que esse era o momento de falar: vamos passar a régua aqui e tal, vota o estatuto, se compromete com as coisas que aqueles sérios que querem intervenção porque não acreditam mais no sistema e nos poderes internos. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians José Manoel Idalgo/Agência Corinthians Mais notícias do Corinthians: + Gabriel Paulista inicia transição, e Bidu volta a campo no CT + Brasfoot inspirou técnico que mudou o Corinthians sub-20 Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, do Ministério Público de São Paulo, são responsáveis pelo inquérito cível que apura a possibilidade de intervenção judicial no Corinthians. — Não sei (quem seria o responsável pelo clube caso a eleição não aconteça), depende do alcance da intervenção. Pode ser um interventor geral, que vai intervir no clube e no Conselho. Difícil uma intervenção que abranja todos os órgãos, porque, como é uma associação, o interventor pode eventualmente ter poderes para paralisar qualquer deliberação. — É óbvio que, se houver uma intervenção, algumas deliberações vão ficar paralisadas. Mas acho que vai haver intervenção quando o Conselho extingue o Conselho. Quem elege o Conselho são os associados. Se houver intervenção, porém, todas as ações serão pautadas pelos poderes estabelecidos para o interventor. Romeu Tuma Júnior também avalia que a suspensão da votação da reforma do estatuto do clube, depois de uma nova liminar apresentada por conselheiros vitalícios, pode contribuir para o entendimento do Ministério Público sobre a necessidade de uma intervenção no Corinthians. — Com certeza, o estado de coisas hoje facilita muito. Qual é o âmago da discussão da reforma? Quem entrou com o pedido de intervenção: o Cássio Conserino, foram apontados vários aspectos, alguns reais e outros que não eram verdadeiros. Com o tempo, porém, alguns foram se tornando verdadeiros, foram acontecendo. — Hoje, no Corinthians, existe uma cobrança muito grande por causa dos meus atos como presidente do Conselho. Primeiro, isso demonstra claramente que eu estou certo: a gente tem agido corretamente. Eu não fiz nada que desabonasse minha conduta. Só fiz coisas para criar controle e efetividade no que manda o Estatuto e propus mudanças no Estatuto. Então, que mal eu fiz para o Corinthians? Acho que nenhum. Tanto que, se a gente tivesse avançado nas coisas que estávamos procurando, não estaríamos na situação em que estamos hoje, creio eu. Além da possibilidade mencionada acima, uma ação apresentada por um associado na Justiça contesta alguns pontos estabelecidos pela Comissão Eleitoral para as eleições do clube. No documento, ele apontou supostas "ilegalidades e abusividades que contaminam o processo eleitoral em curso". A ação questiona a inclusão de taxas para candidatos e chapas. Os concorrentes precisam pagar o equivalente a três mensalidades do título familiar (R$ 330 por candidato), enquanto as chapas devem arcar com 25 mensalidades do título individual (R$ 241). Outro ponto contestado é a exigência de reconhecimento facial para a votação. Os sócios precisarão estar com a biometria em dia até sete dias antes da eleição. Segundo a ação, a exigência estaria em desacordo com o Estatuto, que estabelece como requisitos para votar ser maior de 18 anos, ter sido admitido no clube há pelo menos cinco anos e estar em dia com as contribuições. + Leia mais notícias do Corinthians 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge e

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