Rio Branco decreta situação de emergência por conta da seca
AI Summary
The city of Rio Branco in Brazil declared a state of emergency due to drought affecting rural communities, agriculture, and essential services. Preventive measures include monitoring and water supply operations to mitigate social and environmental impacts.
Estiagem muda rotina de famílias na zona rural de Rio Branco A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência nesta terça-feira (11) por conta da seca que atinge o município. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e é assinada pelo prefeito Alysson Bestene. O decreto é válido por 180 dias. Em julho, a prefeitura decretou estado de alerta para enfrentamento da estiagem. No decreto desta terça, o prefeito destaca que a estiagem tem causado fortes impactos sociais, econômicos e ambientais e os efeitos atingem principalmente as comunidades rurais. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A situação prejudica a agricultura familiar, a pecuária e a pesca artesanal. Também afeta o funcionamento de escolas rurais, unidades de saúde e outros serviços públicos essenciais. O documento também destaca que comunidades rurais já enfrentam diminuição da disponibilidade de água, com riscos ao abastecimento, à agricultura familiar e à pecuária, além do aumento da suscetibilidade a queimadas urbanas e rurais. Rio Acre marca 2,18 metros na capital acreana Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre Entre as medidas previstas, o estado de alerta busca intensificar o monitoramento hidrológico, meteorológico e ambiental, fortalecer a preparação operacional dos órgãos municipais, ampliar a articulação entre as secretarias e promover ações voltadas à segurança hídrica, prevenção de queimadas e redução dos impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela estiagem. LEIA MAIS: Com mais de mil milímetros, acumulado de chuva aumentou 18% no 1º semestre do ano em Rio Branco Acre teve média de 3 meses sob calor extremo em 2024, revela levantamento; confira lista Área queimada no Acre tem 4ª maior queda do país em relação à média histórica O decreto estabelece ainda que a Defesa Civil Municipal ficará responsável por acompanhar permanentemente as condições hidrológicas e meteorológicas, elaborar boletins técnicos, atualizar o cadastro de comunidades vulneráveis e coordenar o planejamento das ações de resposta caso o cenário se agrave. "A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil apresentará relatórios técnicos periódicos ao Gabinete do Prefeito contendo a evolução da estiagem, os impactos observados e, quando necessário, recomendará a revisão, manutenção ou revogação do Estado de Alerta para Enfrentamento da Estiagem, bem como a adoção de medidas administrativas adicionais", complementou. As secretarias municipais também deverão atuar de forma integrada, priorizando medidas relacionadas ao abastecimento de água para populações vulneráveis. A publicação autoriza ainda a adoção de providências administrativas, como a mobilização de equipamentos e insumos, preparação de operações de abastecimento emergencial de água potável e reforço das ações de combate aos incêndios em vegetação. Apesar das medidas, o decreto ressalta que o estado de alerta tem caráter exclusivamente preventivo e de preparação administrativa. Isso significa que, neste momento, não há reconhecimento oficial de desastre nem declaração de situação de emergência. "O Estado de Alerta para Enfrentamento da Estiagem poderá ser revogado a qualquer tempo, antes do término do prazo de vigência previsto no artigo anterior, mediante ato do Chefe do Poder Executivo Municipal, quando houver alteração das condições hidrológicas ou quando a evolução do cenário recomendar a adoção de medidas administrativas mais adequadas", reforçou. Órgãos públicos planejam medidas para reduzir impactos da seca no Acre Chuvas em Rio Branco A ausência prolongada de chuvas na capital já preocupa a Defesa Civil Municipal. O órgão alerta para o agravamento do cenário nas próximas semanas, com a intensificação do período seco e a previsão de influência do fenômeno El Niño. Conforme o órgão, a última chuva registrada na capital acreana ocorreu em 25 de julho, quando foram contabilizados 8,4 milímetros de precipitação. Foram quase 40 dias sem precipitação. Ao g1, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que o Rio Acre ainda apresenta uma cota mais confortável porque o primeiro semestre foi marcado por um volume de chuva superior ao registrado em 2025. No entanto, esse cenário já começa a mudar. "O rio está com uma cota melhor do que estava no ano passado justamente porque tivemos muita chuva no primeiro semestre. Mas a ausência de chuva já é sentida. Estamos nos aproximando de 40 dias sem registro de precipitação e a tendência para os próximos dias é piorar, agravando ainda mais a situação", afirmou. Segundo o coordenador, Rio Branco ainda registra um dos maiores níveis entre as principais bacias monitoradas no estado. Mesmo assim, a seca já provoca impactos que vão além da redução do volume dos rios. "A gente vê toda a situação de seca e a crise hídrica se instalando tanto na zona urbana, com dificuldades de abastecimento, quanto na zona rural, onde a navegabilidade fica comprometida e até a água para consumo começa a fic