Rafaela Silva se anima para duelo contra mexicana no Spaten Fight Night: "Desafio que eu gosto"
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Rafaela Silva is set to face Mexican judoka Prisca Awiti at the Spaten Fight Night 3, highlighting her excitement for the challenge. Silva, a decorated athlete with multiple international titles, expresses her passion for competition and the significance of this event being the first to include her sport.
Spaten Fight Night anuncia lutas de Rafa Silva e Bia Souza no judô para o card Rafaela Silva será uma das atrações do Spaten Fight Night 3, que será realizado no dia 29 de agosto em São Paulo, com transmissão da TV Globo e do Combate. Ela vai enfrentar a mexicana Prisca Awiti, vice-campeã olímpica em Paris-2024. Dona de dois títulos mundiais e duas medalhas olímpicas, Rafaela comemorou a inclusão de novas modalidades no evento e assim também poder participar do show. - Sempre que acompanhava os eventos da Spaten tinha vontade de competir, mas como não fazia boxe ou MMA era complicado, mas agora que chegou a minha modalidade me sinto em casa. E representar essa marca é um privilégio - disse Rafaela na coletiva de imprensa onde sua luta foi anunciada. Rafaela Silva Anderson Neves/CBJ Siga o canal de MMA, boxe e outras lutas do ge no WhatsApp! Embora tenha uma carreira mais vitoriosa que sua adversária, Rafaela descarta qualquer favoritismo em seu confronto. - Jamais. No judô tudo pode acontecer. Ela é uma atleta bem dura, nunca competi contra ela, mas são os tipos de desafios que eu gosto. Após uma vitoriosa carreira lutando até 57kg, Rafaela Silva subiu para a divisão de 63kg, e a decisão desta mudança tem a ver com uma nova motivação depois de tantos títulos. - Foi um momento difícil depois das Olimpíadas de Paris. Ganhamos a medalha inédita por equipes, mas senti que fiquei devendo ainda um pouco de desempenho na olimpíada. Cheguei perto de uma medalha, cheguei numa semifinal depois de oito anos da minha última olimpíada, e acabei ficando em quinto lugar. E eu sentia que precisava reconquistar minha alegria dentro do tatame, porque as pessoas sempre falam comigo: "Aos 24 anos você conquistou tudo que podia dentro do judô, que era se tornar a primeira brasileira campeã mundial e olímpica, e você pode parar ou fazer o que quiser”. E é difícil se motivar depois de tantos resultados. Mas eu gosto de desafios,e depois que eu saí das Olimpíadas de Paris era a quarta do ranking mundial na categoria até 57kg. Se tiver 300 competições no ano, eu quero fazer 301, se for competição e estiver valendo eu quero competir. Só que quando chegava a hora de perder o peso, eu sentia que estava perdendo a alegria de estar dentro do tatame, e eu sentia que isso em mais um ciclo olímpico aos 32 ou 34 seria um desafio muito grande. Chegar em condições de disputar medalha, porque eu quero ir pra uma olimpíada não pra falar que estou indo pra quarta olimpíada, mas eu quero sempre chegar nas melhores condições para representar bem o Brasil sempre da melhor maneira possível. Então eu precisava reconquistar minha alegria e me recarregar, e como sou movida a desafios resolvi largar meu quarto lugar no ranking mundial e recomeçar numa nova categoria onde eu não conhecia praticamente ninguém. Recomeçar do zero. Prisca Awiti será a adversária de Rafaela Silva no Spaten Fight Night 3 Steph Chambers/Getty Images - Eu falei com minha treinadora que estava acostumada a ver apenas um dígito na minha credencial, e fui olhar na primeira participação na competição e estava 300. Falei "que isso!". Foi bem difícil, mas gostei do desafio. Fui na primeira competição em 287 e hoje estou em terceiro lugar do ranking mundial nessa minha nova categoria. Pra mim, vai ser muito importante segurar no kimono dela antes de lutar o campeonato mundial em outubro. O desafio contra Awiti será uma novidade para Rafaela também por outro motivo, além da nova categoria: ao invés de uma competição no formato de torneio, onde precisa fazer várias lutas no dia para se sagrar campeã, desta vez será apenas um duelo e contra uma adversária já anunciada com meses de antecedência. - É uma oportunidade única e bem diferente porque normalmente a gente vai pra uma competição que tem 300 ou 500 atletas. Quem está na arquibancada está vendo quatro áreas. E você saber que a arena inteira está parada só pra ver aquela luta, com certeza é uma pressão diferente. Eu nunca vivenciei isso, vai ser uma experiência única.