Quem são os indiciados pela Polícia Federal após desastre da Voepass com 62 mortes
AI Summary
The Brazilian Federal Police indicted 16 individuals linked to Voepass for a 2024 air disaster that killed 62 people. The investigation revealed contributory negligence including technical failures and poor operational conduct related to icing and de-icing system malfunction. Key figures include the company owner José Luis Felicio and former director of maintenance Eric Cônsoli.
Profissionais com experiência e formação no setor da aviação e engenharia aeronáutica fazem parte dos 16 indiciados da Voepass indiciados pela Polícia Federal pelo desastre aéreo que matou 62 pessoas em agosto de 2024. Entre os responsabilizados pelas investigações estão o dono da companhia de Ribeirão Preto (SP), José Luis Felicio e o diretor de manutenção Eric Cônsoli, apontado por ex-funcionários como uma figura de grande influência dentro da empresa antes da crise provocada pela queda do avião e do encerramento das atividades. Ao término das investigações, a Polícia Federal concluiu que a tragédia com o voo 2283 em Vinhedo (SP) foi consequência de uma sucessão de fatores meteorológicos, falhas técnicas e uma conduta operacional insuficiente da equipe para lidar com os problemas, sobretudo o acúmulo de gelo severo na aeronave e a falha no sistema de degelo - omitida dos registros de manutenção, mesmo já tendo sido observada em voos anteriores. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Segundo a investigação, os indiciados são apontados como responsáveis ou como pessoas que contribuíram para o acidente, por ação ou negligência. Eles respondem pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. 🔎 O atentado contra a segurança do transporte aéreo é previsto no artigo 261 do Código Penal. O crime ocorre quando alguém expõe a perigo uma aeronave ou dificulta, ou impede a navegação aérea. A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão. Se do fato resulta a queda ou destruição da aeronave, a pena passa para 4 a 12 anos. Se houver morte, a pena pode ser aplicada em dobro. A seguir, veja quem são os indiciados pela Polícia Federal após a queda do voo 2283. Comandante Felício, presidente da Voepass, em primeiro pronunciamento após acidente Reprodução/Voepass José Luiz Felício Filho Empresário e piloto comercial há mais de 30 anos, é o proprietário e o principal gestor da companhia desde os anos 2000, quando o pai, fundador da empresa, antiga Passaredo Transportes Aéreos, deixou o comando. Ao assumir o controle acionário e a gestão executiva da Passaredo, liderou reestruturações importantes, como o processo de recuperação judicial entre 2012 e 2017 e a aquisição da MAP Linhas Aéreas em 2019, quando a marca foi reformulada para Voepass. Após a tragédia em Vinhedo, voltou à liderança executiva direta da empresa, exonerando diretores. Depois do encerramento das atividades da Voepass, passou a atuar como gerente comercial da RP Aviation, empresa fundada pelo ex-diretor de manutenção da companhia aérea no mesmo lugar onde funcionava o galpão da Voepass no Aeroporto de Ribeirão Preto. Marcel Moura, diretor da de operações Voepass Acervo/EP Marcel Sarquis Moura Com experiência como piloto comercial e como instrutor, era o diretor de operações da companhia aérea do interior de São Paulo. Natural de Chapecó (SC), iniciou o curso de piloto em 1994 e ingressou na aviação comercial em 2000. Possui 30 anos de experiência, tendo atuado como copiloto, comandante, instrutor de voo e examinador. Trabalhou por 14 anos em uma fabricante de aviões brasileira, com experiência em voos internacionais em diversos países. Ingressou na Voepass em 2022 a convite do presidente da empresa e, ao assumir a diretoria de operações, tinha a responsabilidade de assegurar que todos os procedimentos estivessem em conformidade com as legislações e protocolos nacionais e internacionais. Raphael Limongi de Figueiredo Com mais de 15 anos de experiência na aviação civil nacional e internacional, foi chefe dos pilotos da Voepass até o fim de julho de 2024, quando foi substituído por Rafael Gimenez Rodrigues. Antes, também atuou como gestor da divisão de Garantia de Qualidade Operacional de Voo. Com a exoneração de Marcel Moura em setembro de 2024, Limongi foi alçado ao posto de diretor de Operações da Voepass. Rafael Gimenez Rodrigues Nomeado chefe dos pilotos no fim de julho de 2024, era encarregado de acompanhar os padrões de padronização operacional e escalas dos profissionais da companhia. Formado em 2021 em ciências aeronáuticas em Santa Catarina, escreveu na conclusão de curso uma monografia analisando fatores de risco associados à jornada de trabalho de tripulantes técnicos e a prevenção de acidentes aeronáuticos. Henrique Eric Cônsoli Engenheiro aeronáutico formado em 2002, ingressou em 2010 na Passaredo (antigo nome da Voepass), onde ocupou os cargos de diretor de Frota, Logística e compras, além de diretor de manutenção da companhia, posição que deixou em setembro de 2024, após 15 anos à frente da área, quando foi um dos demitidos por Felício após o desastre aéreo. Segundo ex-funcionários da companhia, Eric era uma figura de grande influência dentro da companhia. Ele foi um dos executivos da companhia a prestar depoimento em uma comissão aberta na Câmara dos Deputados, em 2024, para investigar o acidente. Na oportunidade, ele afirmou que sempre trabalhou para garantir que todas as aeronaves voassem com 100% d