Quem é a ex-namorada de Epstein apontada como cúmplice, mas que alega ser vítima e tem imunidade

🇺🇸 Globo (US) —
Quem é a ex-namorada de Epstein apontada como cúmplice, mas que alega ser vítima e tem imunidade

AI Summary

Nadia Marcinko, ex-girlfriend and close partner of Jeffrey Epstein, is identified as a potential co-conspirator with claims of victim status and immunity under a 2008 agreement. Ongoing investigations question her role in recruiting women for Epstein's sexual exploitation network.

Nadia Marcinko foi namorada de Epstein por sete anos, depois que o relacionamento do criminoso com Ghislaine Maxwell chegou ao fim BBC/Getty Images Durante a primeira passagem de Jeffrey Epstein pela prisão, uma pena de 13 meses por aliciamento sexual de uma menor de idade, registros penitenciários mostram que uma mulher o visitou pelo menos 67 vezes. Essa mulher era Nadia Marcinko. Marcinko foi a principal namorada de Epstein por sete anos — sua parceira mais importante depois de Ghislaine Maxwell — e, anos depois, piloto assistente de seu avião particular. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Novas denúncias de violência sexual abalam o caso Epstein no Reino Unido Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e qual a associação com Trump Ela é relativamente desconhecida do grande público, mas em breve poderá estar no centro das atenções. Marcinko é uma das quatro mulheres que foram apontadas como “potenciais co-conspiradoras” de Epstein em um acordo judicial de 2008 que lhes concedeu imunidade de acusação. Agora, duas dessas mulheres — as assistentes de Epstein, Sarah Kellen e Lesley Groff — estão prestes a serem interrogadas por parlamentares nos EUA. Uma congressista quer que as quatro, incluindo Adriana Ross, outra assistente de Epstein, e Marcinko, sejam investigadas, apesar do acordo judicial. Marcinko nunca foi acusada nem denunciada por qualquer crime. Seus advogados dizem que ela é uma das vítimas de Epstein. Mas jovens em Palm Beach, na Flórida, cujos depoimentos sobre abusos quando eram menores de idade levaram à condenação de Epstein em 2008, disseram à polícia que Marcinko participou desses abusos. A reportagem da BBC passou meses entrevistando pessoas que conheceram Marcinko e examinando todos os e-mails que conseguiu encontrar entre ela e Epstein nos arquivos divulgados pelo governo americano, em uma tentativa de construir um retrato detalhado de seu papel na vida do financista criminoso. Os e-mails revelam que Epstein e Marcinko queriam começar uma família juntos. A BBC também encontrou evidências que sugerem que, ao longo de muitos anos, ele pediu que ela recrutasse outras mulheres para ajudar a satisfazer seus desejos sexuais — e que ela concordou. Mas os e-mails também expõem tendências profundamente coercitivas por parte de Epstein. Marcinko disse a investigadores que Epstein era fisicamente violento, e chegou a sufocá-la e jogá-la escada abaixo. Tivemos acesso ao relato que ela deu aos investigadores por meio de um documento que foi divulgado — com muitos trechos censurados — pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro. O nome de Marcinko não está visível, mas as cinco páginas de depoimento coincidem em todos os detalhes com o que sabemos sobre ela de outras fontes. A BBC entrou em contato com Marcinko para obter sua versão dos fatos, mas ela não respondeu. Desde a morte de Epstein na prisão em 2019, enquanto aguardava novas acusações relacionadas a crimes sexuais, ela desapareceu da vida pública. Os pedidos de investigação sobre Marcinko levantam questões importantes sobre se uma vítima de coerção sexual também pode ser considerada cúmplice. Marcinko foi descrita por uma de suas colegas como muito tímida BBC Marcinko nasceu Nadia Marcinkova em uma família respeitada e de situação financeira confortável na Eslováquia. Ela disse aos investigadores federais que a entrevistaram após a morte de Epstein que conheceu o financista pela primeira vez em Nova York em 2003, quando tinha 18 anos, em uma festa de aniversário de Jean-Luc Brunel. Amigo próximo de Epstein, Brunel dirigia a filial de Nova York da agência de modelos Karin Models. Marcinko disse que estava trabalhando para a agência em Paris, e Brunel a trouxe para os EUA algumas semanas antes de sua festa, com um visto que ele havia providenciado. Isso parece ser confirmado em uma série de e-mails que a BBC rastreou nos arquivos de Epstein, que revelam que, por muitos anos depois, Marcinko e Epstein comemoraram a mesma data — 17 de setembro — como seu “aniversário”. Marcinko era uma modelo internacional improvável, diz um colega de escola primária que chamamos de “Jozef”. Embora fosse linda, ela era muito tímida — “o que chamamos de šedá myška, um ratinho cinza”. Ela começou a trabalhar como modelo ainda adolescente, com projetos que logo a levariam para o Japão e Taiwan, segundo uma notícia antiga de um jornal eslovaco. Alguns dias depois de conhecer Epstein na festa de Brunel, Epstein a convidou para sua mansão em Palm Beach, disse Marcinko aos investigadores. E, de lá, confirmam os registros de voo, ela foi para sua ilha particular no Caribe, a Little St James. Ela era legalmente adulta, mas o desequilíbrio entre eles em relação a poder, riqueza e idade era enorme. Epstein já tinha 50 anos — 32 anos mais velho que ela. Como Brunel patrocinou seu visto e porque Epstein financiava a agência de Brunel — na ordem de milhões de dólares — ela sentia, segundo relatos posteriores aos investigadores, que “Epste

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