Queda de 40 metros: como é o salto de rope jump vendido a R$ 180 e que terminou em tragédia em SP

🇧🇷 Globo (BR) —
Queda de 40 metros: como é o salto de rope jump vendido a R$ 180 e que terminou em tragédia em SP

AI Summary

A 40-meter rope jump event without proper safety measures in São Paulo's interior resulted in the death of Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. The jump was sold for R$180 and took place on an old, deactivated railway bridge, with informal organizers and multiple future events planned in nearby cities despite lacking official authorization.

Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes O serviço de rope jump contratado pela jovem de 21 anos que morreu no sábado (13) após ser lançada sem a corda de segurança pelos instrutores oferecia um salto de 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), e era comercializado por R$ 180. A ponte onde ocorreu o acidente pertencia a uma antiga estrutura ferroviária e está desativada há cerca de 30 anos. Na manhã de sábado, o evento, que não tinha autorização para acontecer, reuniu cerca de 100 participantes e foi promovido por grupos informais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba e região no WhatsApp A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, escolheu a modalidade chamada "aviãozinho", na qual o praticante não pula sozinho, mas é lançado pelos instrutores. LEIA TAMBÉM: Jovem morta após salto de rope jump sem corda fez post antes Morte de jovem lançada sem corda em rope jump repercute na imprensa internacional Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda 'Era para ser eu', diz homem que saltaria antes de jovem lançada sem corda 'Está me doendo sua partida', diz mãe de jovem que morreu após ser lançada sem corda Jovem lançada sem corda em rope jump: empresa cobrava R$ 180 por salto e tinha outras cinco datas anunciadas Reprodução Vídeos mostram que a participante foi carregada por três funcionários até a beirada da plataforma e arremessada para frente. 🔎 Diferente do bungee jump, o rope jump utiliza cordas estáticas (semelhantes às de escalada). O sistema é projetado para interromper a queda livre de forma controlada, transformando a energia vertical em um movimento de balanço lateral, como um pêndulo. Apesar de não ser proibido, o esporte não é regulamentado no país. A jovem portava uma câmera quando foi arremessada, segundo testemunhas. A câmera, no entanto, sumiu. Segundo o pedagogo Rafael Goulart, um integrante da equipe organizadora retirou a câmera da vítima enquanto ela já estava caída no chão. “A primeira cena que eu lembro de quando vi a menina no chão foi ver um dos funcionários tirando da alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro, preocupado com equipamento ou para querer esconder provas", conta o pedagogo Rafael Goulart à EPTV, afiliada da TV Globo. O mesmo grupo tinha saltos marcados para os próximos dias em Rio Claro (por R$ 210) e em Minas Gerais (por R$ 250). A gravação era cobrada à parte, por R$ 110. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 Lançada sem corda Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais Testemunhas filmaram a vítima sendo carregada por três funcionários e impulsionada para a frente. Os instrutores esqueceram de conectar a corda guia ao corpo da jovem e, a corda grossa que deveria segurar a queda ficou enrolada no chão da plataforma de salto. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda sendo carregada pelos três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda" — assista abaixo. Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP Uma enfermeira de 26 anos que saltaria pouco depois de Maria Eduarda afirmou à polícia que prestou socorro à jovem e tentou reanimá-la. Ela afirmou que desceu da ponte, encontrou a vítima com pulsação fraca e chegou a fazer massagem cardíaca, mas a pulsação da vítima parou. A profissional também disse que a jovem estava com um equipamento de segurança preso à barriga, mas sem a corda principal. Ela afirmou que permaneceu prestando os primeiros socorros até a chegada da ambulância. Instrutores presos Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas três instrutores, que foram atuados em flagrante, seguem presos. Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. O advogado de defesa, Rafael Gomes dos Santos, afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade". Santos ressaltou, ainda, que o rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido, e que eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público. Governo federal avalia remover ponte Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda Wesley Almeida/EPTV A Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy e é de responsabilidade do governo federal. O local acumula um histórico de acidentes. Na noite desta segunda-feira (15), o governo federal di

World Security Conflict Markets Sports rope jump accident São Paulo sports safety informal events Maria Eduarda Rodrigues Ponte do Esqueleto

Read original source →