Quais desafios Marcos Rogério (PL) terá nos próximos quatro anos como governador de Rondônia
AI Summary
Rondônia's incoming governor Marcos Rogério faces fiscal constraints, health-system shortcomings, and public-safety concerns during his 2027–2030 term. More than 90% of state resources are already committed to recurring expenses, while hospitals are strained and violent deaths and femicides have risen; the supplied article cuts off before detailing all challenges.
Marcos Rogério é eleito governador de Rondônia Marcos Rogério (PL) foi eleito governador de Rondônia e deverá comandar o estado pelos próximos quatro anos, a partir de 2027. Durante o mandato, ele deverá enfrentar desafios como melhorar a saúde pública, reduzir os índices de violência e ampliar a infraestrutura para impulsionar a economia e a mobilidade no estado. Nas duas primeiras pesquisas Quaest contratadas pela Rede Amazônica, realizadas em agosto e setembro, os eleitores apontaram esses como os principais problemas do estado. As questões também aparecem em um guia elaborado pelo Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO), que apresenta os principais desafios econômicos e fiscais do estado para o próximo quadriênio. Confira os principais desafios: Fazer o prometido caber no orçamento Durante a campanha, o TCE-RO reuniu todos os candidatos e apresentou o raio-x das contas do estado usando como base o relatório de gestão. O documento alerta que mais de 90% dos recursos estaduais, equivalente a R$ 15,05 bilhões, já estão comprometidos com despesas correntes, como o pagamento de pessoal e ao custeio da estrutura pública. Apenas 8% foram destinados a investimentos. Para 2027, a margem para criação de novas despesas obrigatórias foi apontada como praticamente inexistente sem compensações ou cortes. Ou eja, o candidato terá pouco espaço fiscal para aumentar as despesas e garantir as promessas de campanha. Além disso, o plano de governo do novo governador estabelece formalmente os seguintes compromissos com os contribuintes: Não criar novos impostos; Não elevar alíquotas estaduais; Não aumentar a carga tributária. Saúde Os eleitores classificam a saúde como o maior problema de Rondônia, segundo a Quaest. Para resolver essa questão, governos anteriores prometeram a construção de um novo hospital de urgência e emergência na capital, para desafogar os atendimento no João Paulo II, que atende os pacientes de todo o estado. Essa nova unidade nunca foi entregue. O Tribunal de Contas realizou avaliações técnicas da infraestrutura hospitalar estadual de Rondônia e constatou que importantes hospitais operam no limite do desgaste, gerando riscos assistenciais, custos elevados e impacto direto na vida das pessoas. Na prática, Marcos Rogério terá que enfrentar questões como: filas e demora para consultas e exames; cirurgias eletivas; atendimento especializado; estrutura dos hospitais estaduais; falta ou distribuição inadequada de profissionais; atendimento no interior; transporte de pacientes; regulação de vagas. Segurança pública e violência de gênero Rondônia foi um dos sete estados brasileiros que registraram aumento nas Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto o Brasil reduziu esse tipo de crime, o estado teve alta de 7,5% em relação a 2024. Além disso, o estado é o segundo que mais mata mulher no estado, também de acordo com o anuário. O estado registrou uma taxa de 2,9 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a segunda maior do país. Nos anos anteriores, esteve em primeiro lugar nesse cenário. Em contrapartida, apenas oito delegacias de atendimento especializado à mulher existem no estado. Nenhuma delas funciona 24 horas por dia. Em Porto Velho, capital de Rondônia, não tem uma delegacia com sede própria para atendimento à mulher. Vítimas de violência doméstica e de outros crimes de gênero precisam buscar ajuda na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), na Zona Leste da capital. Além disso, o estado é uma das principais portas de entrada do mercúrio ilegal na Amazônia. O metal atravessa a fronteira entre as cidades-gêmeas de Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerín, na Bolívia. Em solo brasileiro, é distribuído clandestinamente para uso no garimpo ilegal. Rotas semelhantes são usadas para tráfico de drogas e venda de produtos oriundos de roubo e furto. Por outro lado, Rondônia tem apenas 28,1% do número de policiais civis que a lei determina como necessário, o que coloca o estado com o maior déficit do país, segundo o Raio-X das Forças de Segurança divulgado em agosto desse ano. 📊O déficit de efetivo não é exclusivo da Polícia Civil, embora nela seja mais acentuado. A Polícia Penal opera com apenas 35,8% do efetivo previsto. Já a Polícia Militar possui uma ocupação maior, de 57,4%, mas ainda carece de quase metade das vagas que deveriam ser preenchidas. Infraestrutura rodoviária e logística O guia do TCE-RO apresenta Rondônia com cerca de 76% de sua malha rodoviária sem pavimentação e apenas 24% pavimentada. Problemas como esse fazem com que o transporte consuma 15,24% do PIB estadual. O documento também aponta a baixa capacidade de investimento do Departamento Estadual de Estradas de Rodagens e Transportes. Em 2023, o órgão aplicou apenas R$ 1,03 em obras para cada R$ 1,00 gasto com sua manutenção administrativa. Saneamento Por cerca de 10 anos, Porto Velho sempre esteve nas piores colocações dentre as 100 maiores cidades do país quan