Professor é preso suspeito de abusar de pelo menos 8 alunas no oeste do Pará
AI Summary
A teacher in Santarém, Pará was arrested on suspicion of sexually abusing at least eight female students, with many offenses occurring inside school premises. The investigation is ongoing, with authorities working to gather further evidence and identify additional victims.
Deaca Santarém Dominique Cavaleiro/g1 Um professor investigado por crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra crianças e adolescentes foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta terça-feira (11), em Santarém, no oeste do Pará. Segundo a PC, pelo menos oito vítimas já foram identificadas durante as investigações. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O suspeito foi identificado pela Polícia Civil como Jeasi Fonseca da Silva, que trabalhava como professor na comunidade Pedra Branca, na região do rio Tapajós. A prisão ocorreu após meses de investigação conduzida por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI). O trabalho contou ainda com apoio da Superintendência da Polícia Civil. De acordo com a delegada Mila Moura, do NAI, as investigações começaram depois que uma vítima procurou a polícia para relatar que teria sido vítima do professor. A partir desse primeiro relato, os investigadores passaram a aprofundar as apurações e identificaram outras possíveis vítimas. “Inicialmente tivemos uma vítima que veio aqui relatar o que havia ocorrido e, durante as investigações, nós descobrimos que outras meninas também eram vítimas dele”, explicou a delegada. Segundo Mila Moura, além dos relatos reunidos durante a atual investigação, foram encontrados procedimentos anteriores relacionados ao investigado. Abusos teriam acontecido dentro da escola Conforme a Polícia Civil, os crimes investigados teriam ocorrido tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. A maior parte dos casos, segundo a delegada, teria acontecido dentro da escola. Entre as condutas relatadas às autoridades estão a exibição de vídeos de conteúdo sexual para alunas dentro da sala de aula, toques sem consentimento e insinuações de natureza sexual. Segundo a investigação, as vítimas teriam se sentido acuadas diante do comportamento do professor e algumas teriam demorado para procurar ajuda. A polícia também apura situações que teriam ocorrido fora da escola. Prisão preventiva foi decretada pela Justiça Com o avanço da investigação e a reunião de elementos considerados suficientes pela Polícia Civil, foi solicitada à Justiça a prisão preventiva do professor. O pedido foi deferido e, após a expedição do mandado, os policiais iniciaram as diligências para localizar o investigado. Segundo a Polícia Civil, ao tomar conhecimento da ordem judicial, o homem deixou a área urbana do município na tentativa de evitar a prisão. Equipes do NAI realizaram diligências de campo e levantaram informações sobre a possível rota de fuga. O investigado acabou localizado escondido em uma comunidade da região. Ele foi preso e conduzido para os procedimentos cabíveis. Posteriormente, foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Investigação continua A delegada Márcia Rabelo informou que o inquérito ainda não foi concluído e que a Polícia Civil trabalha para verificar se existem outras vítimas. Segundo ela, as investigações já apontam para pelo menos oito vítimas, mas esse número pode aumentar à medida que novas pessoas procurem as autoridades. “Se tiver mais vítimas, que venham até a delegacia”, pediu a delegada. Márcia também orientou pais e responsáveis a ficarem atentos a possíveis mudanças de comportamento ou relatos feitos por crianças e adolescentes. “Se houver qualquer tipo de dúvida ou então qualquer criança ou adolescente falar alguma coisa relacionada a isso, que venha à delegacia”, afirmou. Polícia pede que possíveis vítimas denunciem Jeasi Fonseca da Silva foi preso na região do Lago Grande Reprodução A delegada Mila Moura também fez um apelo para que pessoas que tenham sido vítimas do investigado procurem a Polícia Civil. Segundo ela, algumas possíveis vítimas teriam tido medo de denunciar anteriormente, inclusive por causa da influência da família do professor na comunidade onde os fatos teriam ocorrido. A delegada afirmou que a prisão pode contribuir para que outras pessoas se sintam seguras para relatar o que aconteceu. “É importante que a sociedade trabalhe junto com a Polícia Civil para que a gente possa ter melhores resultados e combater esse tipo de crime de forma efetiva”, disse Mila. Após a divulgação da prisão, uma das mulheres que teria sido vítima do professor quando ainda era adolescente entrou em contato com a delegada. Atualmente maior de idade, ela teria relatado que não conseguia seguir em frente sabendo que o investigado permanecia solto. Segundo Mila, a mulher demonstrou alívio ao saber da prisão. A Polícia Civil reforça que o inquérito continua em andamento e que novas informações podem ser apresentadas às autoridades. Pessoas que tenham sido vítimas ou que tenham conhecimento de possíveis crimes envolvendo o investigado podem procurar a Polícia Civil para prestar depoimento. O g1 aguarda retorno do posicionamento do defesa do suspeito. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar VÍDEOS: mais vi