Produção caseira, venda na web e em academias: saiba como funcionava mercado ilegal de anabolizantes alvo de operação no DF

🇧🇷 Globo (BR) —
Produção caseira, venda na web e em academias: saiba como funcionava mercado ilegal de anabolizantes alvo de operação no DF

AI Summary

The Civil Police in Brasília dismantled an illegal anabolic steroid ring involving clandestine home production and web sales, with products distributed via motoboys and mail. Over 40 arrests and extensive searches were carried out, seizing assets worth millions and closing illicit operations.

Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em diversos estados. De acordo com a investigação, a fabricação e estocagem dos produtos era concentrada na capital federal. Gráficas e academias do DF também eram usadas para fazer as embalagens e divulgar a venda dos produtos, respectivamente. Os policiais afirmam que os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária, com substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes misturados a insumos como óleo de cozinha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Médicos veterinários também investigados faziam parte do esquema emitindo receitas falsas para a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários. Para dar mais "legitimidade" aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em língua estrangeira e bandeiras de outros países. Além disso, nutricionistas e treinadores recomendavam as substâncias, afirma a Polícia Civil. Produto clandestino era vendido com rótulo em inglês Redes Sociais/Reprodução 'Amarelinho' vendido na web Nas redes sociais, o produto é apelidado de 'amarelinho' e promete resultados rápidos — perceptíveis em até 24h. Em sites e plataformas de vendas, 30 cápsulas chegam a custar R$ 250. Também é possível encontrar porções menores, vendidas como "teste", com seis cápsulas custando R$ 60. Em grandes quantidades, o valor ultrapassa os R$ 700. Após a venda, os anabolizantes eram entregues por meio de motoboys e enviados para todo o Brasil via Correios. Sites vendem produto produzido de forma clandestina Reprodução Polícia cumpre mais de 100 mandados Os agentes da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriram 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – 25 veículos de luxo serão apreendidos (veja vídeo acima). Até a última atualização desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram presas. Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados. Entre os alvos de prisão estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado como chefe do esquema; a influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima. Donos de academia e de lojas de suplementos também foram presos, segundo informações da Polícia Civil. As identidades não foram divulgadas. Vejam quem são suspeitos investigados Suspeitos atuavam há 12 anos e lucravam cerca de R$ 500 mil por mês As investigações começaram após buscas e apreensões na casa do suspeito apontado como chefe de um dos núcleos do esquema. No celular apreendido, os policiais encontraram várias mensagens com detalhes dos crimes e os diferentes núcleos de atuação. 💡 Os esteroides anabolizantes são drogas, administradas principalmente por via oral ou injetável, que se assemelham à testosterona ou outros andrógenos (hormônios masculinos produzidos nos testículos). Conforme a legislação brasileira, esses produtos estão sob controle especial e só podem ser vendidos em farmácias e drogarias mediante receita médica. Divisão por estado Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF PCDF/Reprodução Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava em diferentes regiões do país: No DF, estavam concentradas as bases de fabricação e estocagem, academias vinculadas à divulgação dos produtos e a gráfica utilizada na produção das embalagens; Em Goiás, havia recebimento de insumos em depósitos, funcionamento de uma farmácia de manipulação envolvida no esquema e movimentação financeira do grupo; Na Paraíba, os investigadores identificaram um laboratório filial operado a partir de uma mansão alugada e de uma residência de alto padrão à beira-mar, que contava com apoio de familiares, e de uma parceira local no recebimento de insumos importados por correio; No Paraná, uma fornecedora de fronteira e seu marido coordenavam o fornecimento interestadual das substâncias. A rede se estendia ainda ao Acre e Minas Gerais, com o escoamento contínuo dos produtos. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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