Polícia já identificou envolvidos na morte de grávida e filho encontrados carbonizados no MA, diz delegado

🇧🇷 Globo (BR) —
Polícia já identificou envolvidos na morte de grávida e filho encontrados carbonizados no MA, diz delegado

AI Summary

Police in Maranhão, Brazil, have identified suspects involved in the fatal arson attack on a pregnant woman and her child in São João Batista. The attack, possibly linked to gang disputes, involved armed men invading a home, shooting, and setting it on fire; investigations and manhunts are ongoing.

Força-tarefa procura criminosos após ataque a comunidade em São João Batista A Polícia Civil do Maranhão já identificou suspeitos de participação no ataque que terminou com a morte de uma mulher grávida e do filho dela, de 4 anos, na zona rural de São João Batista, no interior do estado. A informação foi divulgada neste domingo (12) pelo delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, em entrevista à rádio Mirante News. As vítimas, Samira Costa Correia, que estava grávida de três meses, e Yan Kaleb Costa Santos, foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, fizeram vários disparos e atearam fogo no local. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp De acordo com Augusto Barros, policiais estão fazendo buscas pelos envolvidos na região. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas para não comprometer as investigações. “Já temos a identificação dos envolvidos. Temos pessoas trabalhando na procura deles na região e equipes fazendo todo o trabalho de inteligência para que possamos dar uma resposta rápida e firme à sociedade”, afirmou o delegado. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia não informou quantos suspeitos foram identificados nem detalhou a participação de cada um. O alvo e a motivação do ataque ainda são investigados, e uma das hipóteses é de que o crime esteja relacionado a uma disputa entre facções criminosas. Uma força-tarefa foi criada no sábado (11) para investigar o crime e a atuação de grupos criminosos na região. O trabalho reúne equipes da delegacia regional, batalhões da Polícia Militar, setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). Segundo o delegado-geral, a operação não está concentrada apenas na identificação dos responsáveis pelas mortes. As forças de segurança também devem mapear integrantes, lideranças e formas de atuação das facções criminosas na Baixada Maranhense. As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos Reprodução/Redes Sociais Motivação ainda é investigada A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para esclarecer quem era o alvo do ataque e o que motivou o crime. Uma das linhas de investigação aponta para uma possível disputa entre facções criminosas. Segundo Augusto Barros, há informações de que uma das vítimas poderia ter relação com uma pessoa ligada a uma facção que teria mudado de grupo criminoso. Outra versão indica que essa mesma pessoa poderia ter algum envolvimento com uma facção e teria sido acusada de traição. O delegado ressaltou, no entanto, que as versões ainda não foram comprovadas. “Há muita especulação e muito boato que se mistura com outras versões. Nosso trabalho é reunir todas essas informações e investigar cada ponto até entender, de fato, o que aconteceu”, explicou. Segundo familiares, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan, foi visto na casa pouco antes do ataque. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia sido localizado. Testemunhas disseram à polícia que Josef teria ligação com um grupo criminoso e que o crime pode estar relacionado a uma disputa entre facções rivais. As informações estão sendo investigadas pela Polícia Civil. Ataque teve cerca de 15 homens Grávida e filho são achados carbonizados após ataque a tiros e incêndio em casa no MA Segundo testemunhas, aproximadamente 15 homens armados arrombaram três imóveis pertencentes à família. Apenas a casa onde estavam Samira e Yan estava ocupada. Os criminosos teriam feito vários disparos, levado televisores e outros objetos e, em seguida, incendiado a residência. O grupo teria fugido a pé. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição já disparada no local. Havia materiais dos calibres 9 milímetros, .38, .40 e 12. Ao chegarem à casa, os policiais encontraram os corpos de Samira e Yan carbonizados. Exames periciais devem esclarecer se eles morreram em consequência dos disparos ou do incêndio. As buscas pelos suspeitos continuam na zona rural de São João Batista e em municípios da região. A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.

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