Pesquisadores voltam a monitorar tubarões no litoral pernambucano; trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos

🇧🇷 Globo (BR) —
Pesquisadores voltam a monitorar tubarões no litoral pernambucano; trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos

AI Summary

Researchers from the Federal Rural University of Pernambuco resumed shark monitoring after 11 years without funding. The study aims to reduce shark attacks near the coast by tagging and tracking sharks, particularly tiger and bull sharks, around key sites close to Recife and Olinda.

Pesquisadores retomaram o monitoramento científico de tubarões no litoral de Pernambuco. Só em 2026, foram três ataques na região. Onze anos depois da última expedição, a equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco voltou ao mar. O trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Desde 1992, o estado registrou 84 incidentes e 27 mortes. A maior parte dos casos envolve tubarões-tigre e cabeça-chata. Agora, o grupo quer entender melhor a presença desses animais perto da costa e reduzir o risco de novos ataques. “A gente busca saber exatamente a utilização do espaço do mar por parte desses animais, uma vez que os animais vão ser capturados, marcados, vão ter equipamentos dentro da água que vão conseguir detectar a movimentação desses animais, para que, dessa forma, o banho de mar se torne mais seguro”, explica Paulo Oliveira, coordenador do Projeto Ecotuba. Pesquisadores voltam a monitorar tubarões no litoral pernambucano; trabalho tinha sido interrompido por falta de recursos Jornal Nacional/ Reprodução Até o fim de 2026, a equipe pretende fazer cerca de cem expedições e instalar transmissores acústicos, uma espécie de rastreador, em 50 tubarões. A busca começou perto da Praia del Chifre, em Olinda, área com histórico de incidentes. São três horas e dez minutos de expedição, e os pesquisadores decidiram lançar o espinhel novamente. Desta vez, em outro ponto do litoral. "Estamos a, mais ou menos, 5 km de distância do Porto do Recife. Vamos ver se, dessa vez, eles têm mais sorte. Nada de captura. Mesmo assim, o balanço foi positivo. A primeira saída serviu para testar a embarcação e treinar a equipe”, conta a repórter Beatriz Castro. Uma aula e tanto para o Robert Smith, estudante de Engenharia de Pesca: “Em todo o Brasil não se tem a quantidade de casos que tem aqui. Então, a gente assume essa linha de frente e busca essas respostas o mais rápido possível”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Com orçamento menor, PE volta a monitorar tubarões com microchips após 11 anos

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