Nasa identifica nova cratera na Lua causada por 'impacto raro', que acontece só uma vez por século
AI Summary
NASA identified a new large crater, McGetchin, on the Moon formed by a rare asteroid or comet impact occurring approximately once a century. The 220-meter wide crater was discovered through comparative imaging data from the Lunar Reconnaissance Orbiter and reveals significant thermal changes on the lunar surface.
Cratera McGetchin, à esquerda, em imagem feita em 2025, ao lado de registro da mesma região em 2011, antes do impacto. A mancha branca mostra material lançado pela colisão. NASA Goddard/Intuitive Machines/Robert Wagner A Nasa, a agência espacial norte-americana, identificou uma nova cratera na Lua formada por um “impacto raro”, de um tipo que, segundo cientistas, acontece aproximadamente uma vez por século ou até com menos frequência. A estrutura, batizada de McGetchin, tem cerca de 220 metros de largura e 43 metros de profundidade. Ela surgiu depois que um asteroide ou cometa atingiu a superfície lunar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os pesquisadores estimam que o objeto tinha dimensões comparáveis às de um prédio de três a seis andares. A colisão aconteceu em algum momento entre 11 de abril e 22 de maio de 2024. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A descoberta foi feita por acaso pelo especialista em imagens Robert Wagner, da empresa Intuitive Machines, durante uma checagem de rotina nos dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Ele cruzou mapas da superfície lunar feitos em períodos diferentes e notou um ponto claro fora do comum, cercado por um halo escuro — um indício de que o solo ali havia sido remexido. “Eu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquela mancha”, disse Wagner. LEIA TAMBÉM: Por que cientistas acreditam na existência de oceanos em planetas-anões Livro encadernado com pele humana é exibido em feira literária em NY Como baleias podem ensinar cientistas a falar com alienígenas Agora no g1 Depois da comparação, os cientistas concluíram que se tratava da maior cratera recém-formada já identificada no Sistema Solar, segundo a Nasa. 🌕 A Lua recebe impactos com frequência porque praticamente não tem atmosfera capaz de frear ou destruir rochas espaciais antes que elas cheguem à superfície. A LRO orbita o nosso satélite há mais de 17 anos e, nesse período, ajudou a identificar pelo menos 1.000 novas crateras de impacto e cerca de 100 mil outras mudanças na superfície ligadas a colisões e aos detritos lançados por elas. ➡️ A maioria dessas crateras, contudo, é bem menor. Impactos capazes de produzir estruturas com cerca de 9 metros de largura, por exemplo, ocorrem em torno de 140 vezes por ano em toda a Lua. Vista da Lua montada a partir de centenas de imagens; seta indica a cratera McGetchin. NASA Goddard/Intuitive Machines/Robert Wagner Os efeitos da colisão também foram sentidos além da borda da cratera. Observações posteriores mostraram uma área de cerca de 6,4 quilômetros de largura ao redor dela que fica aproximadamente 9°C mais fria durante a noite do que as regiões vizinhas. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o impacto remexeu o regolito, camada de poeira e fragmentos de rocha que cobre a Lua, deixando o material menos denso e com menor capacidade de reter calor. Os cientistas dizem ainda que a descoberta ajudará a entender melhor como grandes impactos modificam a superfície lunar e pode ter implicações para futuras missões, inclusive para a circulação de veículos sobre o solo da Lua. Os resultados foram publicados neste mês na revista científica "Science Advances". LEIA TAMBÉM: IgNobel 2026: estudo brasileiro é um dos premiados por encostar botas em jararacas e testar quando elas têm mais chance de picar Quer um 'pixel' do Universo com seu nome? NASA promete cantinho nos primeiros cliques do telescópio Roman; saiba mais IgNobel 2026 premia pesquisas sobre cuecas enterradas, leite de barata e a ciência por trás do beijo