Na Assembleia Geral da ONU, Trump espalha ameaças, fala em aniquilar o Irã e em voltar a usar força militar na América Latina

🇺🇸 Globo (US) —
Na Assembleia Geral da ONU, Trump espalha ameaças, fala em aniquilar o Irã e em voltar a usar força militar na América Latina

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At the UN General Assembly, U.S. President Donald Trump issued strong threats against Iran, warning of its annihilation and reinforcing the potential use of military force in Latin America. He accused Iran of sponsoring terrorism and highlighted U.S. actions against drug cartels and regimes in the Western Hemisphere. The speech also included tensions with Cuba and Venezuela's political situation.

Na ONU, Trump ameaça aniquilar Irã e usar força militar na América Latina Começaram nesta terça-feira (22) os discursos dos líderes mundiais na reunião anual da Assembleia Geral da ONU. No plenário que deveria discutir soluções diplomáticas, Donald Trump defendeu a guerra contra o Irã, acusou o governo iraniano de financiar o terrorismo e ameaçou aniquilar o país. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Faltando seis semanas para as eleições pro Congresso dos Estados Unidos, Donald Trump abriu o discurso com uma mensagem aos eleitores americanos. O presidente diz que já criou mais de 1 milhão de novos empregos e que o mundo sente inveja da economia americana. Esta semana, a aprovação do governo Trump caiu para 32%, o índice mais baixo para o presidente. A guerra contra o Irã foi o assunto que tomou mais tempo no discurso de quase 40 minutos. Trump acusou o Irã de financiar grupos terroristas e planejar ataques contra países aliados e tropas americanas no Oriente Médio. O presidente reafirmou que nunca permitirá que o governo dos aiatolás tenha uma arma nuclear e diante do representante iraniano, ameaçou aniquilar o país. "Mas tenho uma grande decisão a tomar... Vou firmar um acordo com o Irã que lhe permita se reconstruir e criar um país muito mais grandioso do que jamais foi, talvez um dos maiores do Oriente Médio ou até do mundo? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazer isso rapidamente, para nunca mais deixar que eles voltem a matar e destruir pessoas e países?", disse Donald Trump. Na Assembleia Geral da ONU, Trump espalha ameaças, fala em aniquilar o Irã e em voltar a usar força militar na América Latina Jornal Nacional/ Reprodução Trump celebrou a captura de Nicolás Maduro em janeiro. O ditador venezuelano está preso em Nova York. Diante da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, Trump afirmou: "Nossas ações na Venezuela são uma prova de que os EUA não permitirão mais que ameaças aos americanos se instalem em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental". Trump ameaçou usar a força militar na América Latina: "E, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos". Trump afirmou que depois que voltou à Casa Branca, classificou cartéis de drogas nas Américas como organizações terroristas estrangeiras. O presidente defendeu os ataques contra embarcações de traficantes no Caribe e comparou os cartéis aos terroristas do Estado Islâmico. Trump disse ainda que o México é o epicentro da violência. Ele não mencionou o Brasil. A delegação cubana se retirou da assembleia quando Trump afirmou que os Estados Unidos buscam uma mudança fundamental na ilha. Trump disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, que é filho de dissidentes cubanos, está negociando com o governo comunista. Em outras ocasiões, o presidente ameaçou fazer uma intervenção militar em Cuba. Nesta terça-feira (22), reforçou que está pressionando o regime: "É a maior pressão que eles já sofreram. É um Estado completamente fracassado. Ele está fracassando como nunca e vai cair". Sobre inteligência artificial, Trump disse: "Vamos encorajá-la e não restringi-la. Não vou coibir o crescimento de algo que será maior do que a revolução industrial, ou talvez até do que a internet". O presidente rejeitou a ideia de criar um sistema global pra controlar o setor. Na Assembleia Geral da ONU, Trump espalha ameaças, fala em aniquilar o Irã e em voltar a usar força militar na América Latina Jornal Nacional/ Reprodução Quem também discursou nesta terça-feira (22) foi o secretário-geral da ONU, António Guterres, que deixará o comando das Nações Unidas em 2026 após uma década no cargo. No último discurso pra Assembleia Geral, ele também falou sobre o futuro da tecnologia. Guterres disse: "Estamos testemunhando uma transferência de poder dos governos para um punhado de empresas privadas, das pessoas para as máquinas, com a inteligência artificial saindo do controle". O secretário-geral defendeu a cooperação global no setor para que os países adotem os mesmos padrões de segurança. Ao se despedir, foi aplaudido de pé por quase todas as delegações. A americana não se levantou. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Na ONU, Trump promete extinguir 'interferência estrangeira' no Hemisfério Ocidental 'pela via militar, se preciso' Na ONU, Trump diz que considera 'aniquilar o Irã' caso não chegue a acordo Trump anuncia na ONU que vai trocar o nome de Inteligência Artificial para 'Superinteligência'

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