Na Assembleia Geral da ONU, presidente do Irã responde às ameaças de Trump: 'Jamais aceitaremos a linguagem da força'
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At the UN General Assembly, the Iranian president responded strongly to US President Trump's threats, rejecting the use of force and defending Iran’s right to nuclear weapons for self-defense. The session highlighted global conflicts including the Ukraine war, with key figures like Ukraine's Zelensky and Russia's Lavrov addressing the assembly.
Presidente do Irã rebate ameaças de Trump na ONU O presidente do Irã respondeu nesta quarta-feira (23) às ameaças de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em um dia em que as guerras dominaram os discursos. Pela primeira vez na história da ONU, o presidente de um país em guerra com os Estados Unidos viajou até Nova York para discursar na Assembleia Geral. Masoud Pezeshkian chegou sob um forte esquema de segurança. Do lado de fora, manifestantes protestaram contra o regime iraniano. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Pezeshkian disse que mudou o discurso que tinha preparado depois que o presidente dos Estados Unidos descreveu o Irã como terrorista e afirmou: “Nós somos vítimas de terrorismo. Nosso estimado líder supremo foi assassinado sem qualquer base legal ou motivo”. Na sequência, mostrou fotos de crianças que, segundo ele, foram mortas em um bombardeio dos Estados Unidos e de Israel a uma escola. Neste momento, a delegação americana abandonou o plenário. Na Assembleia Geral da ONU, presidente do Irã responde às ameaças de Trump: 'Jamais aceitaremos a linguagem da força' Jornal Nacional/ Reprodução O presidente iraniano defendeu que o país tenha armas nucleares para se proteger e, em uma resposta a Trump - que no discurso de segunda-feira (22) ameaçou aniquilar o Irã -, Pezeshkian afirmou que a tática de intimidação não vai funcionar. Encerrou dizendo: “Jamais curvaremos a cabeça ou nos ajoelharemos. Estamos prontos para o diálogo, a diplomacia e as negociações, mas jamais aceitaremos a linguagem da força”. Quem também falou foi o presidente da Argentina. Javier Milei acusou a ONU de ignorar o aumento da tensão sobre as Ilhas Malvinas e fez um apelo para que o Reino Unido aceite retomar as negociações sobre o território. A guerra na Ucrânia foi um dos principais assuntos do dia na ONU. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se encontrou com o secretário de Estado americano. Marco Rubio disse que Trump convidou Vladimir Putin para ir para os Estados Unidos em dezembro e participar da reunião de cúpula do G20. Desde o início da guerra, em 2022, Putin não participou mais presencialmente das reuniões do bloco. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia discursa na ONU Jornal Nacional/ Reprodução Lavrov e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, ficaram frente a frente em uma reunião especial no Conselho de Segurança. Logo depois, foi a vez do líder ucraniano falar sobre o conflito. Volodymyr Zelensky disse que a Rússia trava uma guerra ridícula e sem fim que deve ser encerrada, e que há apenas um homem no mundo que se opõe a isso: o russo Vladimir Putin. O presidente da Ucrânia ressaltou que ainda há espaço para a diplomacia e disse que quer conversar com o presidente da China, Xi Jinping. Aliada política do Kremlin, a China tem se esquivado de defender publicamente os dois lados do conflito. Zelensky acusou, ainda, a Rússia de usar cidadãos de outros 47 países para lutar na guerra e pediu que os líderes dessas nações não deixem isso acontecer. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Na ONU, Lula trata de soberania e critica interferências externas em processos eleitorais Na Assembleia Geral da ONU, Trump espalha ameaças, fala em aniquilar o Irã e em voltar a usar força militar na América Latina Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas e diz que 'não haverá paz no Oriente Médio sem justiça para Palestina' Milei chama ONU de 'inútil' e cita Malvinas como exemplo em discurso na Assembleia Geral