Mundial de Flag Football: jogadores do Brasil traçam planos e destacam ascensão da modalidade
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Brazil's Flag Football national team, including two players from Paraná, is competing in the World Flag Football Championship in Düsseldorf, Germany. The team aims to secure a spot at the 2028 Los Angeles Olympics, where the sport will debut as an Olympic event.
Flag Football: dupla do Paraná reforça o Brasil no Mundial e mira vaga nas Olimpíadas O Paraná tem dois representantes com o Brasil no Mundial de Flag Football, que teve início nesta quinta-feira, em Düsseldorf, na Alemanha. Bernardo Horevitch e Matheus Silva entram em campo para defender as cores da seleção brasileira, chamada de "Brasil Onças". A dupla está de olho também nas Olimpíadas de Los Angeles 2028, na estreia da modalidade nos Jogos (conheça mais sobre o Flag Football abaixo). – Queremos botar o Brasil onde ele merece, que é entre os melhores – destacou Bernardo, em entrevista com Matheus Silva ao ge. ✅ Clique aqui e siga o canal do ge PR no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os paranaenses compõem a delegação brasileira, que conta com 12 atletas. Além do time masculino, o Brasil também tem a equipe feminina. Atualmente, o Brasil está no top-20 do ranking mundial nas duas categorias. O Mundial terá 32 seleções, sendo 16 no masculino e 16 no feminino, e as duas primeiras de cada categoria vão garantir vaga em Los Angeles-2028. Será a primeira oportunidade de classificação para os Jogos Olímpicos. O caminho do Brasil A seleção masculina tem confrontos complicados. O Brasil está no grupo C, junto de Suíça (terceiro colocado do mundial em 2024), Alemanha (dona da casa) e México (segundo colocado no ranking). O primeiro jogo será contra a Suíça, nesta quinta-feira, às 6h45 (horário de Brasília). Mais tarde, também nesta quinta-feira, às 13h, o Brasil entra em campo para enfrentar os mexicanos. Já na sexta-feira, o Brasil pega a Alemanha, às 8h. – O Mundial é onde os maiores atletas do mundo estão. O desafio é bem grande, mas a vontade de representar a seleção e desempenhar da melhor maneira possível também é. O nosso objetivo é continuar escalando o ranking mundial para nos posicionarmos bem e tentar uma vaga olímpica – disse Matheus, em entrevista ao ge. Bernardo Horevitch e Matheus Silva com a seleção de Flag Football Arquivo Pessoal Apesar de encarar adversários experientes, a equipe brasileira chega motivada para o Mundial. Em junho, o time conquistou o Sul-Americano, vencendo o Chile pelo placar de 28 a 26. Os atletas paranaenses estavam presentes no título e jogaram a final. Agora, a seleção busca impor um jogo coletivo, tático e mental. – A gente tem expectativas de ganhar todos os jogos. Estamos em um grupo muito difícil e temos respeito por todas as seleções, mas o jogo é jogado. Acredito que se estivermos em um dia inspirado, a gente é imparável – comentou Bernardo. De olho nas Olimpíadas O esporte estará pela primeira vez nos Jogos Olímpicos, que contará com seis seleções em cada categoria. Por ser o país sede, os EUA já têm vaga garantida, tanto no feminino como no masculino. A adesão da modalidade no torneio promove o crescimento do esporte e maior visibilidade para os atletas. – Acredito que começaram a entrar mais patrocinadores, e o esporte passou a ser mais divulgado. O que a gente precisa é de tempo para que a modalidade se torne mais conhecida – ressalta Bernardo. O flag football passa por um momento de evolução. A modalidade vem se desenvolvendo ao longo dos anos e ganhando cada vez mais adeptos. Um caminho desafiador, mas que já foi trilhado em outros esportes por diferentes atletas. – Precisamos manter os pés no chão e reconhecer que tem grandes seleções na nossa frente, que praticam o esporte há muito mais tempo que a gente. É um processo que temos que seguir e acreditar – explica Matheus. Delegação do Brasil na Alemanha para o Mundial de Flag Football Divulgação/Redes sociais Caso não alcance a classificação para as Olimpíadas no Mundial, o Brasil ainda terá a oportunidade de garantir uma vaga pelos Campeonatos Continentais da IFAF (Federação Internacional de Futebol Americano), disputados em 2027. – A nossa vontade é lutar pela vaga olímpica, mas sabendo que a dificuldade é do tamanho do sonho. Atletas que representaram o Brasil muito bem, como a Rebeca e o Isaquias, também tiveram o mesmo momento que a gente vive hoje. Queremos representar o Brasil da melhor maneira possível e dar bastante orgulho para a nossa comunidade do flag aqui – completa Matheus. Protagonismo na modalidade Os atletas paranaenses fazem parte de uma geração pioneira do flag football. Ambos conheceram o esporte por meio do futebol americano, que é o caminho de acesso mais comum para começar na modalidade. Matheus praticou esportes desde cedo, mas teve que adiar o desejo de treinar futebol americano. Ele recebia bolsa para jogar basquete na escola e na faculdade e não poderia se machucar fazendo outra modalidade. Em 2019, Matheus se formou e finalmente começou a praticar a modalidade que tanto sonhava. Ele só não contava que conheceria o flag football, esporte pelo qual se apaixonaria. Foi então que, em 2022, começou a carreira no Paraná HP. Já no ano seguinte, Matheus passou a defender as cores do Coritiba Crocodiles. – Foi uma dualidade de sentimentos,