MS pode obter R$ 25,9 bilhões com universalização do saneamento
AI Summary
Mato Grosso do Sul can gain R$ 25.9 billion by 2040 through universalizing sanitation, improving health, productivity, real estate value, tourism, and environmental preservation. The state's return on investment is projected to exceed national averages, emphasizing sanitation's role as a vital public policy and economic driver.
A universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul pode gerar ganhos líquidos superiores a R$ 25,9 bilhões entre 2025 e 2040, com impactos diretos na saúde pública, na produtividade do trabalho, na valorização imobiliária, no turismo e na preservação ambiental. AUTORIDADES AscomAg. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira, 22 de junho, em Campo Grande, durante evento que reuniu representantes do Governo do Estado, Sanesul, Instituto Trata Brasil, EX ANTE Consultoria e empresas da Aegea em Mato Grosso do Sul para discutir o papel do saneamento no desenvolvimento sustentável do Estado. De acordo com o levantamento, para cada R$ 1 investido em saneamento básico a partir de 2024, as 79 cidades sul-mato-grossenses podem obter R$ 5,90 em ganhos sociais. O retorno projetado para Mato Grosso do Sul é superior à média estimada para o Brasil, de R$ 4,10 para cada R$ 1 investido. Entre 2025 e 2040, os benefícios econômicos e sociais da universalização devem alcançar R$ 40,8 bilhões, enquanto os custos sociais estimados somam R$ 14,8 bilhões. O saldo positivo projetado é de R$ 25,9 bilhões, reforçando o saneamento básico como um dos investimentos de maior impacto para o desenvolvimento sustentável do Estado. EDUARDO RIDEL AscomAg. Durante o evento, o governador Eduardo Riedel destacou que os dados apresentados reforçam o saneamento como política pública essencial para integrar desenvolvimento, saúde, preservação ambiental e qualidade de vida. “Agora conseguimos entender, em números, onde estamos e para onde vamos. A universalização do saneamento é resultado de uma parceria construída ao longo dos anos, com liderança política, compromisso institucional e amadurecimento contratual. Estamos entregando algo concreto para a população: água, esgoto, qualidade de vida e dignidade. Mato Grosso do Sul estará entre os primeiros estados a alcançar a universalização do saneamento”, afirmou. Saúde, produtividade, turismo e valorização imobiliária O estudo aponta que parte expressiva dos ganhos deve ocorrer já no período de avanço rumo à universalização. Entre 2025 e 2031, quando Mato Grosso do Sul deve alcançar a universalização dos serviços, os benefícios líquidos podem chegar a R$ 16,1 bilhões, o equivalente a aproximadamente 62% dos ganhos estimados até 2040. Na saúde, a economia projetada com a melhoria das condições da população é de R$ 258,7 milhões entre 2025 e 2040. O maior impacto econômico previsto está relacionado ao aumento da produtividade, com potencial de gerar R$ 14,8 bilhões em renda do trabalho. O turismo também deve ser beneficiado, com ganhos estimados em R$ 2,3 bilhões, enquanto a valorização imobiliária pode gerar R$ 1,7 bilhão para proprietários de imóveis. Para Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, os dados apresentados reforçam que investir em saneamento gera retorno direto para a população, a economia e o meio ambiente. “Os números mostram que Mato Grosso do Sul já colheu quase R$ 20 bilhões em ganhos com a evolução do saneamento nas últimas décadas. Com a universalização até 2031, o Estado pode alcançar mais R$ 16 bilhões em benefícios, com impacto na saúde, na qualidade de vida, no desenvolvimento socioeconômico e na proteção do Pantanal. É um investimento que deixa legado para as próximas gerações”, destacou. Saneamento, preservação ambiental e desenvolvimento regional A universalização do saneamento tem papel estratégico para Mato Grosso do Sul, especialmente na proteção dos recursos hídricos e de áreas ambientalmente sensíveis, como o Pantanal. A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz o lançamento de efluentes sem tratamento adequado, protege rios e córregos e fortalece a agenda de desenvolvimento sustentável. RENATO MARCÍLIO E GABRIEL BUIM AscomAg. Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, destacou que o avanço dos serviços depende de planejamento e atuação integrada. “O foco está no cumprimento das metas de cobertura, sempre com base em uma relação de parceria entre os envolvidos para garantir a universalização dos serviços”, afirmou. No Estado, a Aegea atua por meio da Águas Guariroba, em Campo Grande, e da Ambiental MS Pantanal, responsável pela operação dos sistemas de esgotamento sanitário em 68 municípios do interior, em parceria com a Sanesul e o Governo do Estado. Desde 2021, essa atuação já resultou na implantação de cerca de 2.232 quilômetros de redes de esgoto e no tratamento de 298 bilhões de litros de esgoto, com média de 210,2 milhões de litros tratados por dia. RENATO MARCÍLIO E GABRIEL BUIM AscomAg. Para Gabriel Buim, diretor-presidente da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal, o estudo mostra que o saneamento vai além das obras de infraestrutura e se traduz em benefícios concretos para a população. “O estudo mostra que saneamento não é apenas obra subterrânea: é saúde, renda, turismo, valorização das cidades e proteção do Pantanal. Os avanços já realizados representam mais qualidade de vida, proteção para rios e mananc