MP abre inquérito para investigar falhas nas linhas 11, 12 e 13 após concessão à Trivia Trens em SP
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The São Paulo Public Prosecutor's Office opened an inquiry into critical operational failures on three commuter train lines after their concession to Trivia Trens. Investigations cover service failures, safety risks, and regulatory oversight.
Trem fica carbonizado por dentro depois de explosão registrada na Linha 12-Safira da Trivia Trens nesta quinta-feira (23). Reprodução/TV Globo O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil para investigar as falhas registradas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nos primeiros dias de operação da concessionária Trivia Trens. Após uma sequência de problemas, a operação dos três ramais voltou a ser realizada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A investigação deverá apurar se houve falhas na prestação do serviço público, na fiscalização da concessão e eventual responsabilidade dos envolvidos pelos prejuízos causados aos usuários. O inquérito tem prazo inicial de um ano para conclusão, podendo ser prorrogado. O procedimento também inclui a apuração da atuação da CPTM, da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e do governo estadual na fiscalização e na prestação do serviço. A portaria foi assinada nesta terça-feira (28) pela promotora Patricia de Carvalho Leitão, da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital. Segundo ela, há indícios de "falhas reiteradas e graves" na prestação do serviço, com potencial risco à segurança e à integridade física dos passageiros. Vídeo mostra momento de explosão de trem da Trivia Trens em SP na Linha 12-Safira Segundo o MP-SP, mais de sete falhas operacionais graves foram registradas nos três primeiros dias após a transferência da operação para a Trivia Trens, em 21 de julho. Entre os episódios citados estão paralisações, plataformas lotadas, redução na velocidade dos trens, falhas em catracas e a interrupção simultânea das três linhas após um problema no fornecimento de energia, no dia 23 de julho, gerado por uma explosão na Linha 12-Safira. O episódio também teve reflexos no trânsito da Zona Leste, com a suspensão do rodízio municipal de veículos na região. O documento também cita levantamento divulgado pela TV Globo e pelo g1 segundo o qual, durante o período de operação assistida, ou seja, no dois últimos meses, foram registradas 11 falhas na Linha 11-Coral entre junho e julho deste ano, alta de 275% em relação ao mesmo período de 2025. A Promotoria menciona ainda que, diante da sequência de problemas, a Artesp determinou que a CPTM retomasse temporariamente a operação das três linhas por um período inicialmente previsto de até 90 dias. O g1 procurou a Trivia Trens e a Artesp e aguarda retorno. Em nota, a CPTM informou que "foi notificada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e prestará todos os esclarecimentos solicitados no prazo legal". Gif home: passageiros gravam momento da explosão de trem em SP Reprodução Problemas antigos Para o MP, os problemas não se restringem ao início da concessão. A portaria cita procedimentos anteriores envolvendo as três linhas, ainda sob administração da CPTM. Além disso, afirma que o histórico aponta para um padrão de falhas ao longo dos últimos anos, o que justifica uma investigação conjunta sobre a qualidade do serviço independentemente de quem estivesse operando a rede. Como primeiras medidas, o MP-SP determinou o envio de ofícios à Artesp, à CPTM, à Secretaria de Transportes Metropolitanos e à Trivia Trens. Os órgãos e a concessionária deverão apresentar relatórios sobre as falhas registradas, as medidas adotadas, eventuais procedimentos de fiscalização, planos de manutenção, ações emergenciais e documentos técnicos relacionados aos episódios investigados. Também foram solicitadas informações ao Corpo de Bombeiros, à CET e à Prefeitura de São Paulo sobre os impactos da ocorrência do dia 23 de julho.