Morte em rope jump: Justiça mantém prisão de réus e marca audiência para setembro
AI Summary
A 21-year-old woman died after being thrown without safety ropes during a rope jump event in Limeira, Brazil. The São Paulo court has maintained the arrest of four accused individuals and scheduled the first hearing for September 2026, citing severe negligence and attempts to hide evidence.
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais A Justiça de São Paulo manteve a prisão dos réus envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante prática de rope jump. A jovem de 21 anos foi arremessada de uma ponte sem o uso de cordas de segurança em 13 de junho deste ano. A decisão desta quarta-feira (12) é do juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira (SP), que manteve a denúncia por homicídio qualificado e marcou a primeira audiência de instrução e julgamento para 17 de setembro de 2026, às 12h30. Quatro pessoas são réus: Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, instrutores que arremessaram a vítima. Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por morte em rope jump Reprodução ✅ Clique para o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O juiz ainda lembrou que pedidos de Habeas Corpus de Maicon, Luiz Felipe e Evelyne já tinham sido rejeitados por instâncias superiores. A Justiça rejeitou os argumentos da defesa de que os réus são primários, têm residência fixa, trabalho e filhos menores. Segundo a decisão, a gravidade do crime pesa contra a concessão de liberdade. A decisão também destacou a conduta do grupo após o ocorrido e apontou risco para a investigação e para a ordem pública, já que os réus tentaram esconder provas ao apagar o vídeo do salto e eliminar rastros da atividade nas redes sociais. A decisão ainda citou "extrema indiferença à vida humana" e omissão de medidas de segurança, enquanto interesses econômicos seriam priorizados com a venda de práticas de rope jump pelo grupo, que não tinha empresa formalmente constituída e mantinha uma agenda pública de novos eventos. O juiz entendeu que medidas alternativas de prisão (como o uso de tornozeleira eletrônica) não seriam suficientes para impedir a continuidade das atividades do grupo. Rope jump segue sem regulamentação no Brasil; especialistas apontam riscos e cuidados antes de saltar Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes Pedido de absolvição sumária O juiz também negou a absolvição sumária dos réus, que foi solicitada pelas defesas. Segundo o juiz, não há motivo para encerrar o processo antes do julgamento e é necessário aprofundar a produção de provas para esclarecer os fatos. 🔎 A absolvição sumária ocorre quando o juiz recebe a denúncia ou queixa crime e já absolve o réu antes da instrução criminal, ou seja, antes de ouvir testemunhas ou realizar novas provas. Legalmente, ela ocorre em casos em que o réu agiu em legítima defesa, quando há afastamento de culpabilidade, quando o fato narrado não é um crime ou quando o crime já prescreveu. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda Reprodução/Instagram Investigação financeira Na mesma decisão, a Justiça autorizou o avanço da investigação sobre o dinheiro arrecadado pelo grupo. O juiz deu prazo de 10 dias para que as instituições financeiras enviem informações ao tribunal. VÍDEO: instrutores de salto presos não explicam por que jogaram jovem sem cordas em SP Grupo informal que lançou jovem sem cordas em rope jump cobrava até o dobro do preço praticado por empresas, diz polícia Justiça torna réus presos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba