Ministério da Saúde pede inclusão de Lito Sousa em estudo experimental nos EUA
AI Summary
Brazil's Ministry of Health requested inclusion of influencer Lito Sousa in experimental studies in the United States for Creutzfeldt-Jakob disease, a rare and incurable condition. His participation depends on passing stringent study criteria set by U.S. researchers and regulatory authorities, with ongoing communication between officials and the family regarding potential treatment options.
Lito Sousa: Ministério da Saúde pede inclusão de piloto em estudo clínico O Ministério da Saúde pediu a inclusão do influenciador Lito Sousa em um estudo experimental nos Estados Unidos para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara, de rápida progressão e ainda sem cura. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo repórter Victor Ferreira, no Estúdio i, da GloboNews. Segundo nota enviada pela pasta ao programa, foram feitos contatos com pesquisadores nos Estados Unidos para tentar viabilizar a participação de Lito no estudo. Lito já está em uma lista preliminar e ainda precisa passar por uma triagem para saber se atende aos critérios da pesquisa, definidos pelos pesquisadores e pelas autoridades regulatórias dos Estados Unidos. ➡️ Isso não significa que ele já esteja incluído no tratamento experimental. A participação depende do resultado dessa avaliação. Mila Seidl, esposa de Lito, afirmou que ainda não havia recebido contato do Ministério da Saúde. A pasta, porém, disse ao Estúdio i que também está em contato com a família. ➡️ Dois estudos, batizados de ION717 e PRiSM, foram citados por Mila como possíveis caminhos de tratamento. Um é conduzido pela farmacêutica Ionis Pharmaceuticals; o outro, pelo Broad Institute, ligado a Harvard e ao MIT. O ION717 já estava fechado para voluntários, mesmo assim a família tinha esperanças de que, pelo quadro, ele tivesse a oportunidade. Já o PRiSM tinha aberto vagas em abril e havia chances de ainda não ter completado o quadro de voluntários para receber a substância. Na manhã desta terça-feira, Mila Seidl, informou em suas redes sociais que as duas instituições responderam, mas negaram a inclusão para receber os tratamentos. Entenda mais abaixo: O ex-piloto e influenciador Lito Sousa, em vídeo publicado em 23 de agosto de 2026. Reprodução/ Instagram Por que não é tão difícil entrar em um estudo Antes de um estudo clínico começar, pesquisadores definem, e agências regulatórias aprovam, um protocolo que estabelece exatamente quantas pessoas vão participar, em quais grupos, e sob quais critérios. Esse número não é uma estimativa flexível — é parte do desenho científico do estudo. Mudar essa fórmula significa, na prática, mudar o próprio experimento muitas vezes. E isso tem implicações com as agências reguladoras. Depois disso, o paciente ainda precisa preencher uma série de critérios que também são estabelecidos antes do estudo começar. "O paciente tem que ter todos os critérios de inclusão e de exclusão que já foram aprovados pelas instituições regulatórias para aquele estudo", explica Bruno Solano, médico pesquisador do IDOR Ciência Pioneira e Fiocruz, especialista em terapias avançadas. Um dos motivos para essa rigidez é a necessidade de rastreabilidade: o número de participantes em cada etapa do estudo é informado às agências regulatórias antes mesmo do início da pesquisa, justamente para que, mais adiante, seja possível auditar e confirmar que tudo foi conduzido conforme planejado. Incluir uma pessoa fora desse desenho compromete essa possibilidade de verificação. O que é o grupo controle? Uma das possibilidades dada a Lito é que ele seja incluído no grupo controle do PRiSM. Mas, o que isso significa? Em estudos clínicos, é comum que parte dos voluntários seja alocada em um chamado grupo controle: participantes que passam pelos mesmos exames e pelo mesmo acompanhamento médico do restante do estudo, mas não recebem a substância experimental em teste. Esse grupo existe porque, sem ele, seria difícil saber se qualquer melhora ou mudança observada em um paciente é resultado do medicamento ou de outros fatores — a evolução natural da doença, por exemplo, ou até o próprio acompanhamento clínico mais próximo. Foi nesse grupo que Lito foi aceito no PRiSM. Ele integra o estudo, é acompanhado pela equipe de pesquisa e passa pelos mesmos procedimentos dos demais participantes — mas, por enquanto, não recebe o medicamento em teste. A esposa, Mila, no entanto, disse que isso implicaria em se manterem nos Estados Unidos sem uma chance de, de fato, ter o tratamento. E, por isso, não seguiriam. Ele poderia tentar o uso compassivo? No caso da Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo ION717, consta em sua página com o recurso de uso compassivo de drogas em testes, apesar de não haver menção específica para o caso da pesquisa para a doença priônica. Isso acontece quando um paciente tem acesso a um medicamento que ainda está em testes, mas ele não faz parte deles. Ter esse tipo de acesso depende de uma série de regras, como avaliação da saúde do paciente, avaliação médica da farmacêutica, autorização das agências sanitárias. A família de Lito também tentou essa possibilidade e receberam a recusa da farmacêutica que informou não permitir o uso compassivo nesse caso. Abaixo, o g1 te explica o que são esses tratamentos, como eles funcionam e o que ainda é preciso saber. O que são os tratamentos experimentais? 🔴 Antes, vale dizer que as duas propostas de tra