Megaesquema de furto de cabos de cobre que movimentou mais de R$ 150 milhões em MG e outros estados é denunciado à Justiça
AI Summary
Twenty-six individuals were charged in Brazil for their roles in a large copper cable theft scheme worth over R$150 million. The group operated across several municipalities in Minas Gerais and used technical knowledge and fake uniforms to steal from telecommunications and energy companies.
Toneladas de fios de cobre são apreendidas na Operação 'Cyprium' Vinte e seis pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada no furto de cabos de cobre de redes de telefonia, internet e energia elétrica foram denunciadas à Justiça pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Segundo as investigações, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 150 milhões. A apuração da 2ª Promotoria de Justiça de Visconde do Rio Branco aponta que a organização atuou entre 2020 e 2025 em municípios da Zona da Mata, entre eles Visconde do Rio Branco, Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Matias Barbosa, São João Nepomuceno e Barbacena. O grupo também teria comercializado o cobre para empresas de outros estados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Em agosto deste ano, a Polícia Civil concluiu as investigações contra a grande organização criminosa após a operação Cyprium e o inquérito foi encaminhado ao MPMG. A promotoria entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, e apresenta a denúncia ao Poder Judiciário em setembro. Ao todo, o MPMG ofereceu quatro denúncias contra integrantes do grupo que, segundo as investigações, exerciam diferentes funções no esquema. Conforme a promotoria, as investigações identificaram quatro núcleos dentro da organização: execução dos furtos; articulação e logística; receptação, processamento e liderança financeira; e receptação interestadual. O grupo foi responsável por mais de 1.400 furtos, e apenas em dois meses o esquema movimentou cerca de R$ 3 milhões em Juiz de Fora. Em um dos casos, a quadrilha chegou a furtar placas de identificação, crucifixos, imagens de santos, lápides e floreiras do cemitério de Aiuruoca, no Sul de Minas. Um homem, de 29 anos, dono de um ferro-velho em Juiz de Fora, é apontado como chefe do esquema na Zona da Mata. Ele foi preso em flagrante por receptação qualificada de fios de cobre na primeira fase da operação, realizada em 3 de setembro de 2025. O g1 entrou em contato com o MPMG para saber se houve outras prisões ou se há pedidos de prisão contra os investigados. Mas não obteve retorno até a última atualização deste reportagem. Grupo usava uniformes e veículos para simular serviços Mais de 1 tonelada de fios de cobre foi recuperada em Juiz de Fora Humberto Campos/TV Integração De acordo com as denúncias, os integrantes do núcleo executor escolhiam os alvos e retiravam os cabos das redes de concessionárias de serviços públicos. Parte dos investigados teria experiência profissional na área de telecomunicações e usado conhecimentos técnicos para facilitar os furtos. Para evitar suspeitas, o grupo utilizava uniformes, crachás falsificados, veículos caracterizados, cones de sinalização e documentos adulterados, simulando a realização de serviços de manutenção. O núcleo de articulação e logística, conforme a investigação, era responsável pelo recrutamento de participantes, organização das equipes, definição dos locais de atuação, fornecimento de veículos e equipamentos, transporte dos materiais e distribuição dos valores obtidos. LEIA TAMBÉM: Cerco na MG-133 prende suspeitos de furtar fios em Visconde do Rio Branco e fugir para Juiz de Fora Polícia recupera mais de uma tonelada de fios de cobre furtados em Juiz de Fora Megarrede de furto de cobre que movimentou R$ 30 milhões é alvo de operação em MG, RJ e BA Movimentação financeira supera R$ 150 milhões A apuração identificou movimentações financeiras superiores a R$ 150 milhões. Segundo o MPMG, parte dos valores era incompatível com a renda formal de alguns dos investigados. Ainda de acordo com a promotoria, os integrantes utilizavam contas bancárias de terceiros e empresas para movimentar recursos supostamente provenientes das atividades criminosas. Uma das denúncias trata do núcleo de receptação interestadual. Conforme as investigações, empresários e comerciantes do setor de sucatas de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro teriam adquirido grandes quantidades de cobre de origem ilícita. O material seria posteriormente processado industrialmente e reinserido no mercado formal. O MPMG apontou que as transações não tinham documentação fiscal compatível com os volumes negociados e que mecanismos eram utilizados para ocultar a origem dos bens e dos valores. Cobre era processado antes da revenda As investigações também identificaram um núcleo responsável pela receptação local, processamento do cobre e administração financeira da organização. Segundo o MPMG, os integrantes adquiriam os cabos furtados, armazenavam o material e realizavam processos para descaracterizá-lo, como a retirada de revestimentos e a queima dos fios. A medida, de acordo com as denúncias, dificultava a identificação da origem do cobre e permitia aumentar o valor de revenda. Denúncias Nas denúncias, o MPMG atribui aos investigados, conforme a participação de cada um, os crimes de organização criminosa, receptação qualificada e lavagem de capitais. A pro