Mais de 30 trabalhadores sem água potável e banheiros são resgatados de fazenda de café em MG
AI Summary
Thirty-two manual coffee harvest workers in Minas Gerais were rescued from conditions akin to slavery during a labor inspection. The workers lacked proper contracts and minimum health, sanitation, and safety conditions, with the employer being ordered to regularize employment and pay compensation.
Fiscalização resgata 32 trabalhadores em situação análoga à escravidão Trinta e dois trabalhadores da colheita manual de café, submetidos a condições análogas à escravidão, foram resgatados de uma fazenda na zona rural de Perdizes, no Alto Paranaíba. A ação ocorreu durante uma operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho realizada em 21 de julho e divulgada nesta semana. Durante a fiscalização, os auditores-fiscais constataram diversas irregularidades trabalhistas e relacionadas à saúde e à segurança dos trabalhadores. Entre elas, estavam a ausência de registro em carteira, jornadas extensas e falta de intervalos regulares para descanso. Os nomes da fazenda e do empregador não foram divulgados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os 32 trabalhadores atuavam na colheita manual de café sem registro prévio em carteira e em um ambiente que não garantia condições mínimas de dignidade durante a jornada de trabalho. De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, foi assegurado aos trabalhadores resgatados o pagamento de aproximadamente R$ 1,09 milhão. Do total, cerca de R$ 410 mil correspondem a verbas rescisórias, R$ 608 mil a indenizações por danos morais individuais, além do recolhimento de aproximadamente R$ 60 mil. Além disso, o empregador foi notificado a interromper imediatamente as atividades de colheita, regularizar os vínculos empregatícios, efetuar as rescisões dos contratos de trabalho e quitar integralmente as verbas rescisórias devidas aos trabalhadores. Trabalhadores não tinham local adequado para alimentação Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação Falta de água potável e banheiros Segundo os auditores-fiscais, os trabalhadores atuavam sem as condições mínimas de saúde, higiene e segurança exigidas pela legislação. Entre as irregularidades encontradas estavam a ausência de água potável nas frentes de trabalho, a inexistência de instalações sanitárias e de local adequado para refeições e descanso. Também foi constatado que não eram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPIs) nem materiais de primeiros socorros. A fiscalização também apontou a inexistência de exames médicos admissionais, a ausência de comprovação de vacinação antitetânica e a falta de medidas voltadas à prevenção de riscos ergonômicos. LEIA TAMBÉM: Família de servidor que morreu ao inalar poeira contaminada será indenizada em R$ 200 mil Justiça nega indenização a paciente que teve dente removido por engano Cemig terá de pagar meio milhão a pais que perderam filhos em incêndio Além das verbas rescisórias e indenizações asseguradas aos trabalhadores resgatados, também foram emitidas guias do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado. O benefício garante o pagamento de seis parcelas de um salário mínimo para cada trabalhador, assegurando proteção social imediata e condições mínimas de subsistência enquanto buscam uma nova colocação no mercado de trabalho. A operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Resgate trabalhadores Perdizes (MG) Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas