Jornalista denuncia agressão e injúria racial durante cobertura do Festival de Parintins 2026
AI Summary
Journalist Marcelo Rocha reported being physically assaulted and subjected to racial slurs while covering the 59th Parintins Festival in Brazil. The incident is under investigation by the Amazonas Civil Police, and the security company involved has defended their actions during the incident.
Marcelo Rocha relatou ter levado um tapa de uma mulher que o chamou de "vagabundo" e "neguinho". Reprodução/Redes Sociais O jornalista Marcelo Rocha, de 28 anos, denunciou à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ter sido vítima de agressão e injúria racial durante a cobertura da última noite do 59º Festival de Parintins. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (29), na área do Bumbódromo destinada aos profissionais de imprensa, e é apurado pelas autoridades. Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo g1, a confusão começou depois que uma mulher pediu para que o jornalista retirasse o celular da frente dela. Marcelo informou que era profissional de imprensa e fazia a cobertura oficial do festival. Em depoimento, ele afirmou que, após a resposta, a mulher deu um tapa em seu rosto e passou a chamá-lo de "vagabundo" e "neguinho". 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O jornalista também relatou que foi derrubado por integrantes da equipe de segurança privada e conduzido à força até a Delegacia Itinerante instalada no Bumbódromo. Segundo o depoimento, ele permaneceu sozinho em uma sala, enquanto as demais pessoas envolvidas ficaram em outro ambiente. Agora no g1 "[Ele] afirma que somente foram conduzidos o chefe da equipe de segurança, outro segurança, a mulher apontada como autora da agressão inicial e uma testemunha apresentada por esta, sustentando que lhe foi negado o direito de indicar e conduzir outras pessoas que presenciaram os fatos", diz trecho do depoimento. A Polícia Civil informou, em nota, que adotou imediatamente as providências para apurar a ocorrência envolvendo uma mulher de 38 anos, que acompanhava o espetáculo no espaço destinado às Pessoas com Deficiência (PCD), e um profissional de imprensa de 28 anos que realizava a cobertura oficial do evento. Segundo a corporação, os envolvidos foram levados ao posto da Polícia Civil instalado no Bumbódromo, onde foram atendidos pela autoridade policial. A polícia informou ainda que eles permaneceram em ambientes separados para preservar a ordem e a integridade de todos. Ainda de acordo com a corporação, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), com o registro dos fatos e a coleta dos depoimentos preliminares. O procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Parintins, que dará continuidade à apuração. Empresa de segurança A empresa responsável pela segurança do Bumbódromo informou, em nota, que atuou na ocorrência do dia 29 de junho "em conformidade com os protocolos de segurança". Segundo a Sioux, todas as pessoas envolvidas foram encaminhadas às autoridades competentes para a adoção das medidas cabíveis. A empresa afirmou ainda que atua há mais de dez anos na segurança do Festival de Parintins e desempenha suas atividades com "profissionalismo, imparcialidade e compromisso com a segurança de todos". Repercussão Após a repercussão do caso, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas informou que a organização do 59º Festival de Parintins não tolera práticas discriminatórias nem violações de direitos fundamentais e que colabora com as autoridades responsáveis pela apuração. A secretaria também informou que o jornalista recebeu apoio da equipe do Governo do Estado, que auxiliou na busca por advogados e acionou a defensora pública de plantão no festival, que entrou em contato com ele ainda durante a madrugada. Os bois Caprichoso e Garantido também se manifestaram. O Caprichoso prestou solidariedade a Marcelo Rocha e destacou a importância da imprensa livre e do respeito aos profissionais da comunicação. Já o Garantido afirmou repudiar "qualquer manifestação de racismo, preconceito, discriminação ou violência" e declarou que essas condutas contrariam os princípios de respeito, dignidade e diversidade defendidos pela agremiação.