Jalser Renier é preso novamente pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima

🇧🇷 Globo (BR) —
Jalser Renier é preso novamente pela PF por suspeita de compra de votos em Roraima

AI Summary

The Federal Police arrested Roraima state legislative candidate Jalser Renier preventively in Boa Vista over alleged vote buying and criminal association in the 2026 elections. Investigators suspect a scheme targeting more than 12,000 voters and have ordered searches, restrictions on contact and cash withdrawals, and asset freezes of up to R$4.228 million.

Ex-deputado estadual Jalser Renier Reprodução/Instagram O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (1º), em Boa Vista, durante a Operação Lemming, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Agentes investigam suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa nas eleições de 2026 em Roraima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Além da prisão preventiva de Jalser, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados, por determinação da Justiça Eleitoral. A operação também determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre as medidas estão a proibição de contato entre os investigados, a vedação à realização de saques em espécie e o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 4.228.100. A PF suspeita que o candidato compraria votos de mais 12 mil eleitores e planejava gastar R$ 4 milhões com o crime eleitoral. A operação ocorre uma semana após Jalser ter sido preso em flagrante pela PF por suspeita de compra de votos. Ele passou uma noite no presídio, mas foi liberado após passar pela audiência de custódia e pagar fiança. Segundo a PF , a operação desta quinta é desdobramento dessa prisão em flagrante de Jalser na semana passada. Na ocasião, foram apreendidos documentos que passaram por análise dos investigadores. A partir desse material, a PF afirma ter identificado indícios da existência de uma estrutura voltada à cooptação ilícita de eleitores. As medidas têm como objetivo preservar provas, impedir interferências na investigação e evitar a continuidade das condutas sob apuração. Agente da PF em frente à casa da mãe do candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB). Marcelo Marques/Rede Amazônica Relembre a última prisão Jalser foi preso nesta quinta-feira (24) pela Polícia Federal (PF), em Boa Vista, e passou a noite na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc). Agentes encontraram no escritório dele R$ 19 mil em dinheiro e planilhas relacionadas à campanha, o que levantou a suspeita de compra de votos. A operação da PF investigava lavagem de dinheiro. O g1 apurou que documentos apreendidos continham anotações com a sigla “BU”, o que pode indicar uma possível compra de votos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Jalser Renier é preso pela PF por suspeita de crime eleitoral em Boa Vista Entenda como aconteceu a prisão Renier foi levado à sede da PF, onde prestou depoimento. Em entrevista ao g1, o advogado dele, Carlos Vilareal, disse que entre os documentos apreendidos, havia planilhas com nomes de cabos eleitorais, apoiadores remunerados e voluntários. "O delegado entendeu que, inicialmente, isso poderia configurar, uma hipótese, havia indícios de crime de captação ilícita de sufrágio, a compra de votos. Nessa situação ele arbitrou uma fiança no valor de 100 salários mínimos, o que equivale a mais de R$ 160 mil", disse o advogado. Durante o procedimento, a defesa considerou o valor da fiança "absurdo" e pediu ao delegado que baixasse. No entanto, após a conversa, o delegado federal revogou a fiança e acrescentou o enquadramento por associação criminosa ao caso, crime que não permite fiança. Com isso, o candidato permaneceu preso e deve passar por audiência de custódia. A esposa de Jalser, a médica Tatyanne Aguillera, conhecida como Dra. Taty, candidata a deputada federal, chegou à sede da PF por volta das 17h40, mas não falou com a imprensa. Enquanto isso, apoiadores do candidato erguem bandeiras, gritam "injustiça" e o nome dele em frente ao prédio da PF. "Nós lamentamos a decisão da autoridade policial e acreditamos que amanhã um juiz do plantão eleitoral deverá analisar os autos com toda a técnica. O Ministério Público Federal será ouvido, assim como os representantes legais da defesa. Acreditamos que, no primeiro momento em que houver uma análise judicial, esse erro da Polícia Federal deverá ser corrigido pela Justiça Eleitoral", afirmou o advogado de Jalser. Esposa de candidato e apoiadores oram pelo Jalser Renier Nalu Cardoso/g1RR Operação de lavagem de dinheiro A operação que investiga Jalser por lavagem de dinheiro foi deflagrada nesta quinta pela PF e cumpriu dois mandados de buscas e apreensões na casa e no escritório do candidato. Foi nessa operação que agentes encontraram os indícios de crime eleitoral. Batizada de Operação Filargíria, o trabalho desta quinta é desdobramento de uma investigação que prendeu um homem com R$ 305 mil em espécie em outubro de 2025. "As apurações revelaram indícios de atuação reiterada na entrega de dinheiro em espécie a terceiros, além da utilização de contas de passagem para a movimentação de valores supostamente provenientes de recursos públicos", informou a PF. A ideia da PF com a Operação Filargíria é ter acesso a novos elementos de prova que esclareçam a origem e a destinação dos recursos movimentados, além de identificar outros envolvidos ou beneficiários das operações financeiras investigadas. O escritório alvo

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