Irmã de Alex Telles, do Botafogo, encara desafio como CEO de clube: "Não basta ter o sobrenome"

🇧🇷 Globo Esporte Brazil (BR) —
Irmã de Alex Telles, do Botafogo, encara desafio como CEO de clube: "Não basta ter o sobrenome"

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Hellen Telles has taken on the role of CEO at Apafut, a football club in Caxias do Sul competing in Rio Grande do Sul’s second division. Drawing on her experience managing players’ careers, she has led the club’s professional expansion and met goals including earning CBF training-club recognition and securing the team’s league survival.

Hellen Telles detalha sua função como CEO da Apafut Hellen Telles ingressou no futebol por causa da família: ela é irmã do lateral-esquerdo Alex Telles, atualmente no Botafogo. Durante quase uma década, gerenciou a carreira do irmão famoso e agenciou outros jogadores como empresária licenciada pela Fifa. Há cerca de três anos, decidiu trilhar outro caminho na carreira: retornou a Caxias do Sul e assumiu recentemente um novo desafio como CEO de um clube que disputa a segunda divisão do Rio Grande do Sul. + 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Hellen Telles explica como recebeu o convite da Apafut Desde julho, Hellen é a principal executiva da Apafut (Associação de Pais e Amigos do Futebol), clube caxiense com 15 anos de história. É responsável pela parte estratégica e de gerenciamento dos departamentos de futebol, marketing, comercial, médico e da categoria de base. Na prática, ela liderou a montagem do time para a estreia na Divisão de Acesso do Gauchão e, quando necessário, também atua na operação do dia a dia. – Em um projeto que, além de novo, se estrutura à medida que vão acontecendo as coisas, a equipe é mais enxuta. Costumamos dizer que as pessoas que estão aqui dentro cruzam, cabeceiam e defendem – brincou em entrevista ao ge. A Apafut nasceu em 2011, resultado da descentralização dos esportes na Universidade de Caxias do Sul (UCS). Conta com quase 400 atletas nas categorias de base. Inicialmente voltado à formação de jogadores, o projeto se profissionalizou em 2024. Em apenas dois anos, conquistou o acesso à segunda divisão gaúcha. Foi quando o telefone de Hellen tocou. – O pessoal do projeto me chama e diz: "Precisamos de alguém para capitanear, porque daqui para frente é algo mais do que simplesmente ser um clube que gere categoria de base e tem um departamento de futebol pontual. Precisamos de algo maior". Isso foi me brilhando os olhos. É quando fazem o convite, justamente para usar toda a minha bagagem com gestão de carreira de atletas, com intermediação, e do próprio projeto, para abraçar isso – conta a executiva. + Irmã de Alex Telles, do Botafogo, é uma das poucas agentes Fifa mulheres e ajudou irmão Helles Telles em apresentação do elenco da Apafut, em julho Tiago Muniz A profissional nutre uma relação de década com o clube da cidade. Formada em Educação Física pela UCS, fez estágio na Apafut e, ao assumir a carreira do irmão, manteve vínculo como investidora, viabilizando estruturas e a disputa de competições da base. Na função executiva, já cumpriu duas das três metas traçadas para o projeto: a conquista do selo de clube formador pela CBF e a permanência da Apafut na segunda divisão – no domingo, o time de Caxias se classificou às quartas de final da competição. Ao que tudo indica, Hellen permanecerá à frente do projeto em 2027, quando pretende implementar a última das metas, a de exportar atletas. – Preciso que a captação seja boa para a formação ser bem feita. Assim, consigo alimentar uma equipe profissional. Alimentando uma equipe profissional e tendo minutagem (Gauchão), tenho produto para exportar. Claro que o resultado de campo acaba refletindo o que acontece no clube, mas hoje o meu troféu é o número de atletas colocados no mercado através do projeto – explicou. Atualmente, a Apafut se sustenta por meio de patrocínios, receitas da federação e da prefeitura, além do apoio da comunidade. A meta, no futuro, é ter atletas como ativos. Conforme Hellen, a intenção é montar uma estrutura que permita ao clube, a médio e longo prazo, trazer maior estruturação financeira, quem sabe até virar uma SAF. Com a filha de volta a Caxias do Sul, os pais de Helles acompanham jogos da Apafut Tiago Muniz Da necessidade, a oportunidade O futebol sempre fez parte da vida dos Telles, muito pelo incentivo do pai. Hellen até se arriscou nos gramados, mas brinca que o talento nasceu com Alex. Após se formar como educadora física, ela tinha como objetivo trabalhar como treinadora. Contudo, viu a carreira tomar outro rumo a partir de uma necessidade do irmão. – Entrei muito por uma necessidade (do Alex) e fui me especializando. À medida que a carreira do Alex foi se desenvolvendo, também fui descobrindo que era uma carreira para mim. Nunca tinha vislumbrado o lado da gestão como uma possibilidade – admitiu. O que Hellen Telles aprendeu trabalhando com o irmão, Alex Telles Hellen geriu a carreira do irmão de 2015 a 2023 e, nesse meio tempo, assumiu também a intermediação em parceria com o agente israelense Pini Zahavi. Participou das transferências de Alex para Manchester United, Sevilla e Al-Nassr, além da convocação para a Copa do Mundo do Catar. As experiências trouxeram contatos, repertório técnico e abriram portas aproveitadas até hoje. Mas ela sentiu que precisava mudar. – Nesses últimos anos ficou muito claro que, a partir do momento que o Alex encerra a carreira, a Hellen, irmã, encerra também. Precisava existir um processo de desvincular essa relação, para o crescimento de amb

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