IML aponta que bebê encontrado carbonizado no DF nasceu com vida; polícia identifica homem que ateou fogo
AI Summary
Forensic findings indicate that a newborn found burned in Recanto das Emas was born alive but had died before the body was set on fire; investigators could not establish the exact time or circumstances of death. Police say the mother and her partner will face infanticide charges, while a third man identified in surveillance footage is expected to be questioned about setting the fire and is not currently believed to have known a body was present.
Recém-nascido foi encontrado carbonizado no Recanto das Emas O recém-nascido encontrado carbonizado em um terreno no Recanto das Emas, no Distrito Federal, nasceu com vida, segundo resultados preliminares dos exames do Instituto Médico-Legal (IML). A criança, no entanto, já estava morta quando o corpo foi queimado. Os médicos não conseguiram determinar o momento exato da morte, segundo o delegado Zander Pacheco, responsável pela investigação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. A Polícia Civil também identificou o homem que aparece em imagens de câmeras de segurança ateando fogo no local onde o corpo foi encontrado. O suspeito será ouvido nesta segunda. De acordo com o delegado, os elementos reunidos até agora indicam que o homem não sabia que havia o corpo de uma criança no local. Agora, a investigação sobre a morte do bebê foi encerrada pela Polícia Civil. A mãe, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, e o companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56, vão responder por infanticídio. O caso segue agora na Justiça. Mãe responde em liberdade e companheiro continua preso Luana foi solta após audiência de custódia, no sábado (26), e responde ao processo em liberdade, com medidas cautelares determinadas pela Justiça. Wellington teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e continua preso. Na decisão, o juiz considerou que medidas cautelares eram suficientes para a mulher. Em relação ao companheiro, apontou o histórico criminal dele e a existência de elementos encontrados na residência do casal que, segundo a decisão, fragilizam a versão apresentada. A mãe afirmou à polícia que o bebê nasceu no vaso sanitário e que teria se afogado logo após o parto. Inicialmente, ela havia relatado que a criança nasceu morta. Imagens de câmeras de segurança mostraram Luana saindo de casa com uma sacola, indo até o local onde o corpo foi encontrado e retornando à residência. Segundo a polícia, o companheiro aparece apontando o local onde ela deveria deixar a sacola. Em depoimento, Wellington afirmou que não era o pai do recém-nascido. ## Polícia identificou homem que ateou fogo As câmeras de segurança também registraram um terceiro homem ateando fogo no lixo e no entulho onde o corpo do bebê foi encontrado, na Quadra 402 do Recanto das Emas. O homem foi identificado pela Polícia Civil e deve ser ouvido nesta segunda-feira (28). Segundo o delegado, os elementos reunidos até o momento indicam que ele não sabia da presença do corpo no local. ## Novos exames Apesar do encerramento da investigação policial, ainda são aguardados exames para avaliar se a mãe estava em estado puerperal no momento do parto. O resultado é relevante para a análise jurídica do caso, já que o infanticídio é caracterizado pela morte do próprio filho durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. O laudo também deve complementar as informações sobre as circunstâncias da morte do recém-nascido. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF. A Justiça decidiu soltar a mãe do recém-nascido encontrado carbonizado no lixo, no Distrito Federal. A mulher, de 35 anos, e o companheiro, de 56, haviam sido presos em flagrante por infanticídio na sexta-feira (25). Na audiência de custódia realizada neste sábado (26), a Justiça manteve a prisão do homem e determinou a soltura da mulher. Segundo a polícia, o companheiro havia saído da cadeia há cerca de quatro meses. O corpo do bebê foi encontrado carbonizado no meio de lixo e entulho, na Quadra 402 do Recanto das Emas. A perícia ainda deve apontar se a criança estava viva ou morta quando foi deixada no local. Polícia diz que companheiro sabia do descarte Segundo o delegado Zander Pacheco, inicialmente o homem negou saber que a companheira estava grávida. A polícia, no entanto, analisou imagens de câmeras de segurança e identificou os dois no local. As imagens mostram a mulher saindo de casa com uma sacola, indo até o local onde o bebê foi encontrado e retornando para casa. “É possível ver nas imagens esse rapaz apontando o local para ela, ou seja, dando a entender que ele estava ciente de toda a situação”, afirmou o delegado. Em depoimento, o homem também disse que não é o pai do recém-nascido. Polícia procura terceiro suspeiro Segundo a Polícia Civil, um terceiro homem aparece em imagens de câmeras de segurança ateando fogo no local onde o corpo foi encontrado. Ele ainda não foi identificado. "Ainda não temos elementos suficientes para indicar se esse terceiro indivíduo tinha ou não conhecimento de que tinham um corpo de uma criança ali, mas nóss estamos em diligências e a investigação continua nesse sentido", disse o delegado responsável pelo caso, Zander Viera Pacheco. Segundo a polícia, o bebê estava com a placenta e o cordão umbilical, em meio a lixo e entulho que foram queimados. Mãe é presa após bebê ser encontrado carbonizado no DF TV Globo A casa onde o casal morava deve passar por perícia. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) também deve apontar se a criança já