Governo Trump processa ex-diretor do FBI que supostamente ameaçou Trump e mentiu ao Congresso
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The U.S. Justice Department has brought another case against former FBI Director James Comey, who says he is innocent and has not disclosed details of the new accusation. The report also covers a federal judge’s ruling that the dismissal of Comey’s daughter, former prosecutor Maurene Comey, was illegal, a decision the Trump administration plans to appeal.
O ex-diretor do FBI James Comey fala com jornalistas no Capitólio, em Washington, D.C., em 17 de dezembro de 2018. AP Photo/J. Scott Applewhite, arquivo O ex-diretor do FBI James Comey foi acusado novamente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, segundo a NBC News. O novo processo ocorre no momento em que um juiz federal decidiu que a demissão de sua filha, Maurene Comey, do cargo de promotora federal pelo governo de Donald Trump foi ilegal. Em um vídeo publicado no Instagram, James Comey afirmou que as autoridades voltaram a agir contra ele e declarou que é inocente. Ele não deu detalhes sobre a nova acusação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Comey já responde a outros processos federais. No ano passado, foi acusado de mentir ao Congresso sobre a autorização de vazamentos de informações à imprensa. O caso foi arquivado depois que um juiz concluiu que o promotor responsável pela acusação não havia sido nomeado legalmente. Em outro processo, o ex-diretor do FBI foi acusado de ameaçar Trump após publicar uma fotografia de conchas organizadas para formar os números “86 47”. A combinação foi interpretada como uma possível referência à retirada do presidente do cargo. Comey se declarou inocente das acusações. Trump demitiu Comey do comando do FBI em 2017, durante seu primeiro mandato, quando a agência investigava contatos entre a campanha presidencial republicana de 2016 e russos. Desde então, o ex-diretor se tornou um crítico do presidente. Juiz considera ilegal demissão da filha de Comey A decisão judicial desta segunda-feira envolve Maurene Comey, que atuou como promotora no escritório do procurador federal de Manhattan desde 2015. Ela participou de processos criminais contra Ghislaine Maxwell, associada de Jeffrey Epstein, e o magnata da música Sean “Diddy” Combs. Maurene foi demitida pelo Departamento de Justiça em julho de 2025, poucos meses após o início do segundo mandato de Trump. Na ação judicial, ela argumentou que perdeu o cargo por ser filha de James Comey, em violação às normas que protegem servidores federais contra demissões por motivos políticos. O juiz federal Jesse Furman determinou que ela fosse reintegrada retroativamente ao cargo até dezembro de 2025, o que permite o pagamento de salários atrasados e o acesso a benefícios de aposentadoria. O Departamento de Justiça afirmou que discorda da decisão e pretende recorrer. O juiz ainda não se pronunciou sobre uma das alegações apresentadas por Maurene, o que impede, por enquanto, a abertura de recurso contra a decisão. A administração Trump argumentou no processo que o presidente ou o procurador-geral podem demitir promotores federais sem apresentar justificativa, devido às atribuições executivas exercidas por esses profissionais. Furman rejeitou esse argumento ao afirmar que há precedentes jurídicos que permitem ao Congresso estabelecer limites ao poder do Executivo para demitir determinados funcionários públicos. Governo Trump indicia ex-chefe do FBI James Comey, crítico do presidente