Fuzis, silenciadores e bunkers: o arsenal encontrado em área de garimpo dominada pelo Comando Vermelho
AI Summary
Federal Police operation in the Sararé Indigenous Land in Mato Grosso uncovered that the Comando Vermelho faction was controlling illegal gold mining with military-style bunkers and weapons caches. The faction has used gold as currency to finance drugs and arms acquisition, leading to a large-scale destruction of illegal mining infrastructure and arrests.
Reportagem especial revela como o Comando Vermelho expandiu seus domínios invadindo uma Terra Indígena A operação da Polícia Federal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, revelou que o garimpo ilegal controlado pelo Comando Vermelho funcionava como uma verdadeira base do crime organizado. Além da exploração clandestina de ouro, os agentes encontraram um arsenal escondido em bunkers na mata e no interior de túneis escavados pelos garimpeiros. Segundo a PF, a presença de armamento pesado passou a fazer parte da rotina da região após a chegada da facção criminosa, que assumiu o controle de áreas de mineração ilegal e transformou o ouro em fonte de financiamento para outras atividades criminosas. Comando Vermelho domina garimpo ilegal em terra indígena e transforma ouro em moeda do crime, diz PF Armas escondidas em túneis e bunkers As investigações mostram que os criminosos utilizavam os túneis, com até 30 metros de profundidade, não apenas para retirar ouro, mas também para esconder armas, munições e equipamentos. Durante a operação, os policiais localizaram armamentos ocultos tanto dentro das minas quanto em esconderijos espalhados pela floresta. Armas escondidas em túneis e bunkers Reprodução/TV Globo Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena Vídeos mostram fuzis e intimidação Vídeos obtidos pela investigação também mostram integrantes da facção exibindo armamento de guerra. Em uma das gravações, aparecem uma pistola e quatro fuzis sobre uma mesa, sendo um deles equipado com silenciador. Em outro registro, homens armados escoltam um trator que abre caminho dentro da terra indígena antes de efetuarem diversos disparos, em uma demonstração de força e intimidação. Vídeos mostram fuzis e intimidação Reprodução/TV Globo Ouro virou moeda para comprar armas e drogas De acordo com a Polícia Federal, o Comando Vermelho começou a atuar na região em 2023. Inicialmente, os criminosos faziam a segurança dos garimpos ilegais, mas depois passaram a controlar diretamente a atividade e a usar o ouro como moeda de troca para adquirir drogas e armamentos em países vizinhos, aproveitando a proximidade da fronteira. Ouro encontrado em túnel criado por garimpo Reprodução/TV Globo Operação destruiu estrutura do garimpo ilegal A Terra Indígena Sararé ocupa cerca de 67 mil hectares e, segundo as autoridades, chegou a concentrar mais de mil pontos de garimpo ilegal. No Garimpo Cururu, um dos principais da região, havia uma estrutura comparada a um pequeno vilarejo, com bares, comércio e farmácia para atender os trabalhadores. O esquema foi revelado pelo Fantástico, que acompanhou uma megaoperação coordenada pela Casa Civil e por forças federais. Desde março, a ofensiva já apreendeu 153 quilos de ouro e 42 mil litros de óleo diesel, destruiu quase quatro toneladas de explosivos, mais de 800 motores, 31 máquinas de escavação, 200 acampamentos e 33 túneis, além de prender 72 pessoas. O prejuízo estimado ao garimpo ilegal supera R$ 110 milhões. Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena Reprodução/TV Globo