Furtos de cabos levam TRE-RJ a pedir geradores para 49 escolas que serão locais de votação
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Furtos de cabos de energia em escolas que serão locais de votação levaram o TRE-RJ a pedir geradores para 49 unidades em nove municípios, com maior concentração em São Gonçalo e Nova Iguaçu. Estado, tribunal e municípios também combinaram reforço da vigilância para proteger as escolas e garantir a infraestrutura eleitoral.
Seções eleitorais terão geradores elétricos no Rio No Rio de Janeiro, uma das preocupações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para as eleições é o furto de cabos de energia, que pode deixar locais de votação sem luz. Diante do problema, o tribunal pediu ao Governo do Estado a locação de geradores para 49 escolas estaduais que enfrentam falhas no fornecimento de energia. Nas últimas semanas, a Secretaria Estadual de Educação identificou um aumento nos furtos de cabos em diversos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e comunicou a situação ao TRE. Os casos se intensificaram em cidades como Rio de Janeiro, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Petrópolis, Queimados, Paracambi e Tanguá. São Gonçalo e Nova Iguaçu concentram o maior número de unidades afetadas: o TRE solicitou geradores para 10 escolas em São Gonçalo e nove em Nova Iguaçu. A Secretaria de Educação informou que aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado para definir a empresa responsável pelo fornecimento dos equipamentos. As propostas apresentadas têm valores próximos de R$ 1,1 milhão por turno. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Crimes De acordo com o governo do estado, 9 furtos foram registrados em unidades escolares nos últimos 20 dias. Um dos casos ocorreu na última terça-feira (29), no Ciep Brizolão 137 Cecília Meireles, em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo o boletim de ocorrência, dois criminosos invadiram a unidade e tentaram furtar a fiação de alta tensão, mas não conseguiram e fugiram. O caso é investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Diante do problema, reuniões realizadas no TRE-RJ definiram ações conjuntas entre o estado, o tribunal e os 16 municípios mais afetados pelos furtos de cabos, que podem comprometer a infraestrutura necessária para a realização das eleições. Entre as medidas acertadas, as guardas municipais dessas cidades poderão atuar de forma integrada às forças estaduais na proteção das unidades e na preservação das condições necessárias ao processo eleitoral, sob a coordenação do TRE. Medidas da Educação Temendo novos episódios de furto e vandalismo em escolas que serão utilizadas como locais de votação nas eleições de 4 de outubro, a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, encaminhou na segunda (28) uma orientação às diretorias regionais e às unidades escolares determinando que seja garantido o acesso de agentes das guardas municipais às dependências desses colégios. O Ciep Brizolão 137 Cecília Meireles, em Petrópolis, foi alvo dos criminosos na terça-feira (29) Reprodução A medida busca reforçar a segurança, proteger o patrimônio público e preservar a infraestrutura necessária para a realização do pleito. Segundo a orientação, diretores, servidores e demais responsáveis pelas escolas não poderão impedir ou dificultar a entrada de guardas municipais devidamente identificados. A medida tem como objetivo proteger as instalações, equipamentos e a infraestrutura das unidades escolares que serão utilizadas pela Justiça Eleitoral durante o pleito. A Seeduc também orienta que eventuais problemas relacionados à segurança, ao patrimônio ou à infraestrutura das escolas sejam comunicados imediatamente às Diretorias Regionais Administrativas (DRAs). No documento, a secretaria destaca a necessidade de cooperação entre as escolas, a Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança para garantir a realização das eleições. De acordo com um documento interno da Seeduc, obtidos pelo g1, atualmente, 62 unidades estão com algum tipo de problema relacionado ao furto de cabo. Vinte e seis delas estão com aulas parciais e 3 estão com as aulas suspensas. Urnas funcionam sem energia Mas, se faltar luz, as urnas eletrônicas continuam funcionando. Cada equipamento tem uma bateria com autonomia de até 12 horas, tempo suficiente para cobrir todo o período de votação. O maior impacto pode ser na mobilidade dos eleitores. Na capital fluminense, há locais de votação em prédios de até 10 andares, e a falta de energia pode impedir o uso dos elevadores. E, se alguma urna apresentar defeito, existem equipamentos de contingência prontos para substituição. Urnas conferidas pela Justiça Eleitoral Carla Marques Em 2022, nas eleições no RJ, menos de 1% das urnas apresentaram problemas e tiveram que ser substituídas. Neste domingo (4), mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar em todo o estado. Para garantir a votação, o TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas eletrônicas, entre equipamentos que serão utilizados nas seções eleitorais e urnas reservas, que poderão substituir aquelas que apresentarem algum problema. O que dizem os citados A Procuradoria-Geral do Estado não respondeu. A Polícia Civil disse que intensificou as ações contra furtos e receptação de cabos e outros componentes que possam comprometer serviços essenciais nas unidades escolares no próximo domingo (4). Em nota, a Civil disse que “investiga todos os casos de furto de cabos comunicados pela Secretaria de Estado de Ed