Fazenda da maconha: dois suspeitos de envolvimento na logística da plantação são presos no Ceará

🇧🇷 Globo (BR) —
Fazenda da maconha: dois suspeitos de envolvimento na logística da plantação são presos no Ceará

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Two men suspected of involvement in a large marijuana plantation in Acopiara, Ceará, Brazil, were arrested. The case, involving 290,000 marijuana plants and five tons of seized product, led to the dismissal of two police delegates for alleged misconduct during the operation.

Cinco toneladas de maconha são apreendias no Ceará. Divulgação/SSPDS Dois homens foram presos, nesta sexta-feira (10), suspeitos de envolvimento com a plantação de 290 mil pés de maconha encontrada em Acopiara, no interior do Ceará. A dupla, que tem 21 e 47 anos, foi capturada em Orós, distante a cerca de 96 km de Acopiara. Contra os dois suspeitos foram cumpridos mandados de prisão temporária tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os nomes dos presos não foram repassados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A apreensão, uma das maiores da história do estado, se tornou alvo de investigação policial após uma denúncia do deputado federal André Fernandes (PL). O parlamentar expôs que o local havia sido abandonado pelos policiais com as drogas ainda lá. LEIA TAMBÉM: Fazenda da maconha: dono de terra é solto; homem que arrendou área está foragido Fazenda da maconha: PL avalia propor ação de improbidade administrativa contra agentes públicos após André Fernandes encontrar droga enterrada Delegados exonerados Os delegados da Polícia Civil do Ceará (PCCE) Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira foram exonerados dos cargos que ocupavam. Eles são alvos de investigação devido à conduta na ocorrência da plantação com 290 mil pés de maconha encontrada em Acopiara. Vicente de Paula Rodrigues estava como titular da Delegacia da Polícia Civil de Acopiara e Marcos Sandro Nazaré de Lima era delegado seccional da 4° Seccional do Interior Sul. A exoneração retira ambos dos cargos, mas eles não perdem os cargos de policiais civis. Os advogados Leandro Vasques e Seledon Dantas, que representam a assessoria jurídica da Associação dos Delegados de Polícia do Ceará (Adepol-CE), consideraram a instauração do processo administrativo disciplinar como “completamente precipitada e desarrazoada, tendo em vista que sequer houve procedimento apuratório preliminar para se investigar o fato na sua amplitude e delimitar as responsabilidades, o que denota um açodamento que tem contornos de prejulgamento”. “Lamentamos, por demais, que se queira adotar essa toada a um caso tão sensível como esse. Tal contexto não condiz com a imparcialidade e com aprofundamento que deveriam nortear as investigações, pessoalizando em duas autoridades policiais um problema de natureza ampla e institucional. Ademais, a espetacularização em torno do caso, que arrasta a investigação para o pelourinho da praça pública, atende não aos ideais de Justiça, mas a antecipação imprudente de conclusões”, complementou a defesa dos delegados. Na exoneração dos delegados, a Polícia Civil fundamentou a decisão na Lei nº 13.441, de 29 de janeiro de 2004, que dispõe sobre o processo administrativo-disciplinar aplicável aos policiais civis de carreira do Ceará. “O policial civil de carreira que estiver respondendo a processo administrativo-disciplinar fica impedido de permanecer em cargo comissionado ou de ser nomeado para assumir cargo comissionado ou função de chefia de qualquer natureza em órgão da Administração Pública Estadual, enquanto durar o julgamento do processo administrativo disciplinar”, diz o texto da legislação. Em nota, a Polícia Civil explicou que a exoneração "trata-se, portanto, de efeito legal automático e temporário, não de antecipação de julgamento de mérito". Conforma a corporação, os delegados permanecem em atividade, mas fora das funções de chefia. Polícia diz que concluiu incineração Fazenda da maconha: Polícia diz que concluiu incineração e explica plantas enterradas. A Polícia Civil informou, na última sexta-feira (3), que concluiu a operação de destruição e incineração controlada da plantação de maconha encontrada na fazenda em Acopiara, no interior do Ceará, na quinta-feira (2). Policiais encontraram cerca de 290 mil pés de maconha na propriedade, no dia 25 de junho deste ano, o que se tornou uma das maiores apreensões de drogas da história do estado. Segundo a Polícia Civil, o material encontrado por André Fernandes são restos da referida plantação e de outras plantas do terreno destruídas. "Claramente, se vê que não é maconha. Quem não entende acha que isso aqui é maconha. A maconha não é feita de raízes. O material da maconha está devidamente queimado e destruído", disse o delegado Pedro Viana, diretor do Departamento de Polícia do Interior Sul. "Precisa que se entenda que a área era muito extensa, a maconha ainda estava verde. Foram feitos buracos onde, de forma controlada, a equipe do Corpo de Bombeiros orientou que fosse feito esse buraco", complementou o delegado. Material queimado Corpo de Bombeiros queimou maconha encontrada em fazenda de Acopiara, no Ceará. SSPDS/Reprodução A corporação disse ainda que a técnica utilizada pelo Corpo de Bombeiros para incinerar a droga consiste em cavar valas e queimar as plantas com o uso de gasolina e óleo diesel. Em seguida, o material é encoberto com a terra evitando dessa forma que o fogo se alastre

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